“EMANUEL” E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS -3

“EMANUEL”
E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS
BARBARA COOK
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PARTE III
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É interessante notar que no Sermão do Monte, Cristo Jesus nos ensina primeiramente (Mateus 5) todas as maneiras através das quais devemos amar nosso próximo, antes de nos ensinar a orar e de mostrar o nosso relacionamento direto com o nosso Pai celeste (Mateus 6). Leva-nos a uma jornada através da mansidão, da misericórdia e da pacificação; do trabalho abnegado, da moral na educação e no ministério do perdão, de advertências contra o assédio sexual, da responsabilidade pelos nossos atos, das obrigações conjugais, do domínio sobre a tendência de reagir e de se sentir vítima; e conclui mandando que amemos universalmente. Quão belo e lógico, já que alguém que discorda do amor universal não poderá realmente começar a compreender a definição principal que Jesus deu de Deus como “Pai nosso que estás nos céus”.

Com a mais pura simplicidade, o Mestre explica: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. E por que? “Para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste”. Mas por que isso nos torna, em demonstração, filhos de nosso Pai celeste? Porque o amor do Amor, como Jesus o define, é imparcial. Poderíamos dizer que esta é a” ideia da totalidade” do amor – porque ele (Deus) faz nascer seu sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos”. É bem aqui, em declarações notáveis como essa, e em sua demonstração, que a ideia da totalidade de Deus se torna particularmente vívida. É precisamente porque o Amor é Tudo, que nós podemos ser obedientes e amar nossos inimigos; é precisamente a mui verdadeira presença do puro Amor divino que demonstra a nulidade do erro naquilo que chamamos de “cura”.

A veracidade da totalidade do Amor tem sua eficácia comprovada em exata proporção à sua vitalidade em nossa vida diária – em nossos pensamentos, palavras e ações. Por exemplo, o Amor é tudo para nós e é manifestado por nós quando praticamos o afeto imparcial, universal, sem amarras. O Amor é tudo para nós à medida que realmente procuramos, de sã consciência, manter nosso pensamento e nossas conversas isentas de maledicências, da crítica destrutiva, do ressentimento, da arrogância, da inveja, do egoísmo, da fraude e da retidão própria. Ajudamos os outros a sentir a totalidade do Amor à medida que subjugamos o egotismo que nos faz sentir ofendidos.

Continua..>

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