Ouvidos obtusos talvez não queiram ouvir pelo temor de serem convertidos. Olhos turvos talvez não queiram ver a ideia espiritual pelo temor de perder algo material. A consciência vaga e esquecida talvez não queira lembrar-se, por temor de nascer de novo e assim perder os prazeres da materialidade.
Não é suficiente tentar ver e ouvir espiritualmente. Devemos sinceramente querer ver e ouvir espiritualmente; temos de querer abandonar a materialidade. Os sentidos enfraquecem, não pelo uso constante ou o passar do tempo, mas pelo pensamento material. É óbvio que a autodepreciação e a crença em idade, em vez da própria idade, frequentemente interferem com a visão espiritual.
Deus é a inteligência que tudo vê e tudo sabe. Jesus disse (João 5:19): “O Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz.” Deus perfeito realiza todo o conhecimento, toda a visão, e o homem reflete a ambos. Na proporção em que compreendemos o que significa Deus perfeito e Sua ideia perfeita, o homem, não estaremos sujeitos à visão, audição, memória, ou qualquer outra faculdade enfraquecida ou defeituosa.
A maneira de demonstrar as faculdades imortais está muito bem expressa no Hino n° 144 da Ciência Cristã, cujas duas primeiras estrofes dizem:
Em ti, vivemos nós;
Mas os sentidos materiais
Só querem nos deter.
A crença falsa material
Devemos destruir,
Se a visão espiritual
Quisermos refletir.