“AS FACULDADES INDESTRUTÍVEIS DO ESPÍRITO”-2 (Final)

“AS FACULDADES
INDESTRUTÍVEIS DO ESPÍRITO”
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Parte II – FINAL
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A vontade própria, a rebelião, ou a obstinação podem ser a raiz das faculdades enfraquecidas. A rebelião, quer expressa ou latente, é resistência à verdade ou lei espiritual. Acaso não foi isso o que o Senhor quis dizer, quando falou a Ezequiel (12:2): “Filho do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver, e não vê, tem ouvidos para ouvir, e não ouve; porque é casa rebelde”?

Ouvidos obtusos talvez não queiram ouvir pelo temor de serem convertidos. Olhos turvos talvez não queiram ver a ideia espiritual pelo temor de perder algo material. A consciência vaga e esquecida talvez não queira lembrar-se, por temor de nascer de novo e assim perder os prazeres da materialidade.

Não é suficiente tentar ver e ouvir espiritualmente. Devemos sinceramente querer ver e ouvir espiritualmente; temos de querer abandonar a materialidade. Os sentidos enfraquecem, não pelo uso constante ou o passar do tempo, mas pelo pensamento material. É óbvio que a autodepreciação e a crença em idade, em vez da própria idade, frequentemente interferem com a visão espiritual.

Deus é a inteligência que tudo vê e tudo sabe. Jesus disse (João 5:19): “O Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz.” Deus perfeito realiza todo o conhecimento, toda a visão, e o homem reflete a ambos. Na proporção em que compreendemos o que significa Deus perfeito e Sua ideia perfeita, o homem, não estaremos sujeitos à visão, audição, memória, ou qualquer outra faculdade enfraquecida ou defeituosa.

A maneira de demonstrar as faculdades imortais está muito bem expressa no Hino n° 144 da Ciência Cristã, cujas duas primeiras estrofes dizem:

Amor, em ti, respira o ser,
Em ti, vivemos nós;
Mas os sentidos materiais
Só querem nos deter.

A crença falsa material
Devemos destruir,
Se a visão espiritual
Quisermos refletir.

(Extraído do Christian Science Sentinel de 15 de abril de 1961)

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