É COMPENSADOR O ESFORÇO PELA CURA CRISTÃ?-1

É COMPENSADOR
O ESFORÇO PELA CURA CRISTÃ?
WILLIAM E. MOODY
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PARTE I
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Quando eu era menino, meu primo e eu descobrimos, certa vez, uma toranjeira silvestre no meio do mato. Era a maior que já tínhamos visto (e tia Maria tinha um pomar cheio delas bem ali perto). De longe se podia ver que a árvore estava cheia de belos frutos amarelos. Só que não era fácil chegar até ela, pois estava rodeada de arbustos rasteiros e pequenas palmeiras.

Finalmente, conseguimos chegar lá, mas, para nosso desapontamento, descobrimos que os frutos estavam lá em cima, longe de nosso alcance. Tivemos então de subir na árvore e escalar seus galhos. Não estávamos dispostos a nos deixar derrotar e, dentro de pouco tempo, voltamos para casa carregando seis ou oito das maiores frutas.

De posse de nosso “tesouro”, sentamos nos degraus do alpendre, nos fundos da casa, e começamos a descascar as melhores frutas. Quando pus o primeiro gomo na boca, porém, vi que não era exatamente o que eu esperava. A fruta estava cheia de sementes e era azeda, não o tipo de azedo próprio das toronjas, mas aquele que machuca os lábios e faz-nos lacrimejar.

Nem é preciso dizer que decidimos nunca mais apanhar frutas no mato. Afinal de contas, não valia a pena.

Algumas coisas, na vida, merecem todo e qualquer tipo de esforço para serem alcançadas, outras não. Há ocasiões, porém, em que não conseguimos avaliar o custo até vermos (ou experimentarmos) o resultado. No entanto, quando se trata de questões espirituais, daquilo que tem a ver com nosso relacionamento com Deus e com nosso progresso espiritual, não é a atitude de “esperar para ver o que acontece”, que resolve a situação ou que nos leva avante. Em realidade, é possível que logo de início tenhamos de decidir o quanto estamos dispostos a nos empenhar, até mesmo antes, talvez, de vermos algum “resultado”.

Por exemplo, à medida que compreendemos as profundas implicações daquilo que é realmente a cura cristã, também começamos a compreender sua importância  para nossa vida e para o futuro de toda a humanidade. Passamos a ter então um melhor fundamento para decidir se a cura cristã vale tudo aquilo que talvez nos seja exigido.

Pensemos nos discípulos às margens do mar da Galiléia, que, ao ouvirem o chamado de Jesus, decidem deixar suas redes, abandonar seus antigos hábitos e dar tudo de si para seguir o Mestre. Pensemos na “pérola de grande valor” citada numa das notáveis parábolas de Jesus, conforme a relata o Evangelho de Mateus. Aquele que negocia com pérolas, conta-nos Jesus, ao ouvir falar dessa pérola de grande valor, vende tudo o que possui para poder comprar a jóia perfeita. Essas são mensagens explícitas sobre decisões importantes e sobre fazer tudo o que for necessário a serviço de Deus.

Às vezes, no entanto, quando algumas pessoas tomam conhecimento das responsabilidades do Cristianismo, (inclusive seu trabalho de cura), questionam se a restauração da saúde deveria, afinal, de contas, exigir tanto de nós. Talvez alguém se pergunte: será que não há um caminho mais fácil, como tomar um comprimido, por exemplo? Essa talvez não seja uma pergunta incomum, se o alívio físico for considerado o objetivo principal da cura.

Demonstrar a cura cristã, no entanto, inclui o desenvolvimento espiritual do indivíduo. Provoca a transformação do pensamento, a regeneração e a redenção do pecado. A cura cristã inclui aprender o que significa ser filho de Deus, o Amor divino, e sentir o abraço desse Amor. A cura está relacionada com a graça salvadora de Deus e com o descobrimento de Seu reino que está próximo. Finalmente, a cura na Ciência Cristã é inseparável do esforço de elaborarmos nossa própria salvação.

Continua..>

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