Joel S. Goldsmith
Este ponto está bem ilustrado no caso de um hipnotizador que estava tentando divertir os membros de uma família de metafísicos, hipnotizando-os, e constatou não estar podendo hipnotizar ninguém do grupo, mas que, numa tentativa final de exibir seus poderes, decidindo-se por hipnotizar a sua própria esposa, com quem sempre tinha sido bem sucedido, também fracassou. Tinha ele encontrado em seu caminho os puros de coração, aqueles que conscientemente sabiam que havia somente a Mente única atuando naquela sala. Isso anulou a crença de que uma pessoa possuía uma mente que pudesse ser utilizada para dominar outra pessoa. Enquanto todos os que estavam na sala acreditavam que havia duas mentes, o grupo podia ser hipnotizado; mas, quando surgiu uma pessoa que tinha uma convicção suficientemente forte de que havia uma só mente na sala, uma mente que não podia destruir a si mesma, o hipnotizador já deixou de atuar com sucesso.
É assim que se dá na sua experiência individual e na minha, quando nos tornamos puros de coração, isto é, no momento em que chegamos à convicção de que Deus é a Mente de cada um de nós, e que nenhum de nós possui qualidades ou atividades separadas, ou à parte da atividade daquela Mente única, e que inexiste outra mente que estivesse operando, ou que pudesse vir a operar. Somente as atividades e qualidades que emanam da Mente única estão se manifestando, e estas são qualidades de inteligência, qualidades de amor e vida, qualidades do puro ser. Se surge, então, alguém em nossa experiência, que se proponha a nos prejudicar ou hipnotizar, suas tentativas serão anuladas, e ele não terá nenhum poder sobre nós.
Tratemos de nos tornar puros de mente, de chegar à compreensão de Deus como Mente, Vida e Alma individual. Só então, as qualidades de Deus poderão fluir para fora de nós, e envolver o mundo.
Contemplemos o Cristo sentado entre os olhos de cada indivíduo; contemplemos somente o Cristo como a Substância e a lei de cada condição; e não haverá nenhum dualismo em nossa consciência, e nenhum dualismo poderá voltar-se contra nós. Assim, anulamos ou invalidamos a atividade do mal no indivíduo, como fez Jesus com Pilatos: “Tu não terias nenhum poder contra mim, exceto se te fosse dado de cima”. (João 19:11).