“QUEM SOU EU?” – 2 (Final)

“QUEM SOU EU?”
Richard C. Bergenheim
.
PARTE II – FINAL
.

Ao entendermos que o verdadeiro ser do homem é o reflexo do Espírito, discernimos a substância eterna de sua identidade. Se acharmos que devemos descobrir nossas raízes, vamos procurá-las na natureza de Deus, nosso Criador. A identidade real do homem, que é a ideia composta de Deus, manifesta a perfeição, a bondade, a sabedoria de Deus, toda a Sua glória. O propósito desse homem é dar testemunho da presença e do poder do Espírito. Ele é tão permanente e tão eterno quanto Deus. O reflexo do Espírito, a identidade eterna do homem, inclui toda a gama dos atributos da divindade. Tudo o que é puro, tudo o que é bom, tudo o que é sábio, tudo o que é excelente, faz parte de sua substância.

Quando as pessoas se conscientizam disso, respondem ao chamado divino e Deus lhes dá significado à vida, agora mesmo. Adquirem a capacidade espiritual de trazer harmonia e cura à humanidade. A finalidade da vida se torna mais nítida: servir a Deus e dar-Lhe glória. Fazemos isso na escola, no lar, no escritório, no salão de ginástica. Despojamo-nos do orgulho que pretende que sejamos autossuficientes. Livramo-nos da insegurança que nos leva a desejar ser iguais a todos os outros. Em vez disso, ganhamos o conhecimento de nossa relação com Deus. Isso nos dá individualidade, verdadeira segurança, auto-conhecimento real.

O fato espiritual a respeito de nossa identidade é que o homem é a expressão individual do Espírito. O homem a quem o Espírito cria não é modelado por um molde fixo, não é produzido numa linha de montagem nem é geneticamente formado como um clone. A natureza infinita do Espírito se manifesta na diversidade infinita de sua criação, o homem: cada um dos filhos de Deus, todos iguais em qualidade, têm o mesmo acesso à bondade de Deus, contudo cada um é maravilhosamente singular em seu desempenho, em seu reflexo de Deus. Somos abençoados por essa verdade à medida que nos despojamos do velho conceito de identidade e aceitamos o novo.

Numa coletânea de seus primeiros escritos, intitulados Miscellaneous Writings, Mary Baker Eddy explica: “A renúncia a tudo o que constitui o assim chamado homem material e o reconhecimento e a realização de sua identidade espiritual como filho de Deus constitui a Ciência que abre as próprias comportas do céu, de onde o bem flui por todos os canais do ser, limpando os mortais de toda impureza, destruindo todo sofrimento e demonstrando a verdadeira imagem e semelhança”.

Se isso não for incentivo suficiente para que busquemos a resposta espiritual à questão “Quem sou eu?”, será difícil imaginar que exista outra coisa capaz de dar-nos tal impulso.”


(EXTRAÍDO DE O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – MAIO 1993)

*

Deixe um comentário