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PARÁBOLA DAS DEZ DRACMAS
DÁRCIO
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As parábolas, além de propiciarem condições iniciais de transcendência deste mundo, por nos aflorarem a intuição, estendem seus ensinamentos e conteúdo também à vida prática, por nos darem referências claras sobre como agir nesta “aparência de mundo”. Em Lucas 15:8, por exemplo, encontramos a “Parábola das Dez Dracmas”, onde Jesus fala que se uma mulher possuísse dez dracmas e perdesse uma delas, acenderia a candeia e varreria a casa até encontrá-la, quando, então, convocaria suas amigas e vizinhas para que, com ela, também se alegrassem com o seu achado. E Jesus explica que há esta alegria diante dos “anjos de Deus”, toda vez que um pecador se arrepende. A premissa básica deste estudo é a seguinte: DEUS É TUDO! Portanto, jamais um filho de Deus, que é “obra permanente de Deus”, poderia se tornar pecador! O que é Espírito é Espírito! E o que dizer referente às pessoas que são vistas praticando o mal? Todas elas se conservam essencialmente perfeitas, como seres à imagem e semelhança de Deus. Se assim não fosse, não haveria necessidade de ensinamentos e revelações divinas! Porém, cada um terá de se “arrepender”, ou seja, abandonar sua errônea visão ou julgamento pelas aparências, para reassumir conscientemente sua real identidade espiritual gloriosa, processo a que se denomina “renascimento”. Etimologicamente, a palavra “pecado” quer dizer “errar o alvo”, ou seja, alguém deixa de se ver, ou a outrem, como “Emanação perfeita de Deus”, ou “Cristo”, para dar crédito às falsas crenças materiais e temporais referentes a si mesma e ao próximo.
A parábola fala primeiramente em “se acender a candeia” e, depois, em “varredura da casa”. Por que há o “acender a candeia?” Jesus explica que já existe, em todos nós, a Luz divina; assim, o primeiro passo é reconhecermos esta Luz infinita resplandecendo como a nossa própria Consciência. Se a “Prática do Silêncio” for exercitada com assiduidade e dedicação, esta Luz, assim reconhecida continuamente, será mais e mais discernida como a Presença divina que somos. Que significa “varrer a casa?” Significa que, com a “candeia acesa”, as impurezas da suposta mente humana (casa), tais como ódio, temor, desavenças, etc, ficam a descoberto, isto é, as falsas crenças ocultas passam a ser notadas para serem “varridas” através de nossa total identificação com a “Mente de Cristo”, que é a mente verdadeira e única de todos nós. Para que uma faxineira possa limpar bem uma casa, ela abrirá todas as janelas para que a luz solar ali penetre e revele onde está a sujeira que deve ser removida. Nesta parábola, Jesus nos ensina o processo do “arrependimento” e “libertação”. Quando aceitamos radicalmente que “somos seres iluminados”, Emanações perfeitas de Deus, estamos “com a candeia acesa”; e então, todo o aglomerado de crenças pecaminosas poderá ser visto como “sujeira a ser varrida”, ou como “ilusão”: algo que jamais esteve, verdadeiramente, fazendo parte do nosso ser.
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