A INTERIORIZAÇÃO QUE "CONDUZ" AO EU

A INTERIORIZAÇÃO
QUE “CONDUZ” AO EU
Dárcio


O aparente envolvimento com crença em existência material é a “ilusão”. Quando Jesus disse que não viria Reino de Deus na matéria, por estar, este Reino, estabelecido “dentro de nós”, explicava que “este mundo” é NADA! O Reino de Deus é onipresente, um Reino que é o próprio Deus, em que tudo e todos estão sendo, em Unidade, uma Existência eterna, perfeita, iluminada e puramente espiritual. “Em Deus vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17: 28). Desse modo, “interiorização” não é um termo  bem exato, mas  se mostra útil quando nos dedicamos à “jornada de renascimento”. O sentido  real de “interiorização” está em entendê-la como “desvínculo deste mundo”, ou seja, um processo interno de soltura da ilusão mediante o radical reconhecimento da Realidade divina. Nunca é demais ressaltar que este estudo se fundamenta em princípios revelados e nunca em aparências visíveis. Se fôssemos nos basear na mutabilidade dos quadros ilusórios, ficaríamos sem nenhuma base divina! As “aparências” são irrealidades, enquanto o Princípio divino é a Realidade perfeita e imutável. “Deus é a Lei e o Legislador do Universo”, disse Einstein. Ao ser indagado sobre “teorias físicas”, ele respondeu: “O que busco é o meu verdadeiro Eu”.

Não existe “nosso verdadeiro Eu” como existência separada de Deus. Deus Se revela como o verdadeiro Eu de cada homem, e o processo de “interiorização” se fundamenta nesta Verdade já consumada: “Eu e o Pai somos um”. Há quem prefira entender a “interiorização” como processo mental por etapas, quando alguém medita e se aprofunda em si mesmo. Há diversos ensinamentos que falam nesses termos. Eu sempre preferi o enfoque absoluto, pois, já parte da aceitação incondicional da Verdade, quando, identificados logo de início com o próprio Deus, não mais nos vemos  ligados a crenças conscientes e subconscientes da aceitação coletiva. “Subir de cima para baixo” – eis o enfoque absoluto a ser adotado em cada contemplação. Isto por que Deus é o nosso Eu, e ponto final! A Consciência que somos, esta que usamos agora para afirmar que “vivemos”,  é a Consciência iluminada e eterna que somos, e que, ao mesmo tempo e em unidade de percepção, está sendo a Consciência que Deus É. Não há “outra” Consciência, senão a nossa, para Deus estar consciente de ser quem somos e, de “nossa parte”, para que saibamos quem  Deus é. Deus é o Eu que somos, e o mesmo Eu que somos, é o “Eu Sou” que é Deus! A Consciência atual da qual me utilizo, e da qual você se utiliza, é a Consciência única e infinita que se estende por toda a Existência. Assim como o  “mundo do sonho” não tem realidade e nem vínculo com o mundo em que um sonhador dorme e sonha, o Reino em que Deus e Homem são um não tem ligação alguma com o fictício “mundo terreno”. Não há como existir vínculo entre o Tudo e o nada! Capte intuitivamente estas Verdades, assuma já estar consciente da Verdade, por ser e ter a mesma Consciência de Deus; admita já estar vivendo o que Deus vive, a Realidade divina e não terrena, a Verdade e não o sonho!

“O Reino de Deus está dentro de vós”, disse Jesus. Esta percepção, quanto mais direta for, mais de sua Luz lhe mostrará! Nunca parta da ilusória existência humana! Endosse os princípios revelados com a mente, enquanto, em meditação, sua percepção caminhe em unidade com aquilo que Deus vê, conhece e expressa! Você é um com Deus e não um com crenças falsas! Vá direto à Verdade, ao Absoluto, ao Eterno EU SOU, que você já É! Esta é a real “interiorização” que o faz contemplar o que VOCÊ É.

*

Deixe um comentário