A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER O BEM QUE JÁ EXISTE-1

A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER
O BEM QUE JÁ EXISTE
RAYMOND MATHEWS
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PARTE I
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Muitas pessoas acreditam que, quando precisam de alguma coisa em sua vida diária, tudo o que têm a fazer é pedi-lo a Deus. Entretanto, elas se dão conta de que, muitas vezes, essa oração não é atendida. A Bíblia nos diz: “…Nada tendes, porque não pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” A Bíblia na Linguagem de Hoje coloca esses versículos nestes termos: “Não conseguem o que querem porque não pedem a Deus. E quando pedem, não recebem, porque pedem mal. Vocês pedem coisas para usá-las para seus próprios prazeres.”

Motivos justos são de vital importância, se quisermos que a oração seja eficaz. Por exemplo, quando Deus perguntou a Salomão o que ele queria que lhe fosse dado, o rei quis um coração compreensivo para julgar o seu povo de maneira justa. Esse pedido agradou a Deus, pois Salomão não lhe pediu riquezas, longevidade e domínio sobre os seus inimigos. Deus deu ao rei uma insuperável sabedoria (pela qual o rei ficou famoso) e, além disso, riquezas e honra. E, é claro, em seu Sermão do Monte, Cristo Jesus ordenou aos que o estavam ouvindo que procurassem, antes de tudo e principalmente, o reino de Deus e Sua justiça. Só depois é que se acrescentariam as coisas de que o homem necessita, como bem o sabe Deus.

É melhor não procurar ou “almejar” coisas terrenas. Não há nada de grandioso nas coisas materiais.Podemos confiar em que Deus, nosso Pai-Mãe, provê com abundância a todas as necessidades de Sua própria e amada progênie. Reconhecer o constante suprimento espiritual de Deus revela, ou traz à luz, aquilo que se faz necessário em nossa experiência atual.

Uma lição que vale a pena aprender é a de que Deus conhece nossas necessidades essenciais antes que as peçamos a Ele; isso é assim, porque o homem é criado por Deus, como Seu reflexo, ou ideia. A concepção pura da Mente divina a respeito do homem é concomitante ao suprimento de tudo o que é útil (não supérfluo) ao homem, a ideia infinita de Deus. Em outras palavras, a ideia divina e o respectivo sustento são coincidentes e, portanto, inseparáveis. Uma perspectiva material, ao contrário, apresentaria falsamente a ideia da Mente divina, o homem, como separado da Mente. Contudo, isso nunca poderá, em realidade, ser assim.

A Sra. Eddy escreve em seu livro Ciência e Saúde: “O Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana.” Ela afirma também: “O desejo é oração e nenhuma perda nos pode advir por confiarmos nossos desejos a Deus, para que sejam modelados e sublimados antes de tomarem forma em palavras e ações”. Quando desejamos algo, é bom observar se obedecemos a necessidade materialistas ou se é uma necessidade legítima ou uma ideia justa. Nesse processo de exame cuidadoso, os aspectos egoísticos serão expostos, eliminados e os aspectos abnegados e valiosos de nossos desejos permanecerão. O desejo é assim modelado e sublimado. E você poderá orar com confiança a fim de compreender que aquilo que é essencial é seu de direito, já está disponível, é parte de sua herança como filho ou herdeiro de Deus.

Às vezes, porém, pode parecer difícil determinar se nossos desejos são justos ou egoístas. À medida que conseguirmos purificar nossos motivos, poderemos agir confiantemente com base em nosso mais alto conceito de justiça. Se ficar evidente que o rumo escolhido estava errado, podemos ter a certeza de que Deus nos direcionará no caminho que de fato é melhor para nossos interesses.

CONTINUA..>
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