A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER O BEM QUE JÁ EXISTE -2 (Final)

A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER
O BEM QUE JÁ EXISTE
RAYMOND MATHEWS
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PARTE II – FINAL

Na Ciência Cristã, não oramos para que Deus nos dê coisas ou para conseguir que Deus nos faça ficar bons. Ao contrário, oramos para perceber, para discernir espiritualmente aquilo que já existe! Como é que alguém pode perceber as coisas como elas são verdadeiramente? Isso se consegue ao afirmar as verdades espirituais sempre presentes a respeito de Deus e de Sua criação. A oração afirmativa declara e faz a distinção de que, de um ponto de vista espiritual, todo poder, toda presença, toda Ciência, toda ação estão contidos em um e único Deus; que, pelo poder de Sua infinita inteligência, Ele criou o universo, inclusive o homem, que Ele fez conforme a Sua imagem e semelhança. Todo o bem que existe já foi criado e, portanto, está disponível aos que pedem acertadamente.

Se Deus é Espírito, como o revela a Ciência Cristã, Sua criação é substancialmente espiritual e nada inclui que seja material. Aquilo que parece ser material é um falso conceito da crença mortal, ignorante da realidade espiritual. É, portanto, essencial que o pensamento esteja pautado de acordo com a Mente divina.

Um Cientista Cristão estava morando num país onde havia uma falta enorme de automóveis e peças de reposição, devido a rígidas restrições de importações. Tinha um carro muito antigo. Era indispensável conseguir outro. Ele e a esposa oraram para obter uma compreensão mais elevada sobre transporte, de um ponto de vista espiritual. O filho caçula sugeriu que o pai estudasse os preços de carros usados e que negociasse com os representantes porque, caso contrário, seria muito pouco provável que aparecesse algum carro. Tranquilizaram o menino, afirmando que a oração era eficaz e prática e que ele não deveria ficar surpreso quando visse de que forma aquela necessidade seria suprida.

Os pais recordaram a narrativa de como Jesus andou sobre o mar, acalmou a tempestade e entrou na embarcação em alto mar “e logo o barco chegou ao seu destino”. Certamente, esse transporte instantâneo até a praia ilustrou a compreensão espiritual que Jesus tinha da onipresença – a forma mais avançada de transporte, sempre disponível! Além disso, os pais raciocinaram que a onipresença de Deus poderia também ser representada na experiência humana como expressões de movimento, seja na forma de um carro, um barco, um patinete ou um avião. Eles tinham certeza de que teriam exatamente o meio de transporte que precisavam naquele instante.

Pouco tempo depois, um diretor-gerente de uma sociedade revelou que queria vender um bom carro da companhia (carro esse relativamente novo e em excelente condições), pois tinha um modelo novo à sua disposição. O preço total para aquisição do carro, entretanto, parecia ser superior aos meios que possuíam. Deram especial atenção ao relato bíblico da viúva pobre, a qual precisava de dinheiro para evitar que os filhos fossem feitos escravos. Ela foi ao encontro do profeta Eliseu e este perguntou-lhe o que tinha em casa. Havia apenas uma botija de azeite. Obediente às instruções do profeta, ela pediu emprestadas muitas vasilhas e, com grande fé, encheu todas elas, usando apenas o azeite daquela vasilha que já tinha. Ela vendeu o azeite e livrou-se de sua dívida. Isso indica um fluir constante de benefícios já disponíveis, de uma ou de outra maneira, para cada um dos filhos do Pai.

Os pais examinaram com cuidado o que tinham “em casa”. Possuíam um trailer que já se tornara supérfluo por falta de uso. De um dia para outro conseguiram não só vender aquele trailer, mas também conseguir condições vantajosas para o pagamento do saldo. O carro, ao ser entregue, foi conduzido até a entrada de veículos da casa, justamente quando os membros da família estavam no jardim! Sentiram profunda gratidão.

A gratidão reconhece a eterna disponibilidade do bem em nossa vida. Como o bem é outro nome para Deus, a gratidão é o reconhecimento da presença e do poder de Deus e da magnitude do ser espiritual. O fato espiritual é que todas as coisas boas, mesmo que não imediatamente perceptíveis aos sentidos materiais, são uma realidade constante. Podemos orar com o Salmista: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei”, a fim de discernir e provar essa bondade.


(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Dezembro 1995)

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