EM NÓS MESMOS
H. EMILIE CADY
O Cristo, em nosso íntimo, tem estado aí sempre, mas nós não tomamos conhecimento disso, e assim os nossos pequeninos barcos têm sido agitados por doenças, pobreza e desconfiança, até nos parecermos quase perdidos. Eu, o meu verdadeiro Eu espiritual, é uno com o Cristo. O verdadeiro Eu de cada pessoa é o filho de Deus feito à Sua imagem. “Amados, agora somos filhos de Deus e não está ainda manifesto o que havemos de ser. Sabemos que se Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele”. Agora, já, somos filhos. Quando Ele aparecer, – não quando, algum dia, após a transição chamada morte, Ele, um grande, glorioso Ser, romperá diante de nossos olhos, mas quando tenhamos aprendido a calar o mortal em nós, e deixar que o Pai se manifeste a nós, através do Cristo interior, – então, seremos como Ele, porque Ele será visível somente através de nós.
“Vede que amor o Pai tem mostrado, para que fôssemos chamados filhos de Deus”. Não somos simples reflexos ou imagens de Deus, mas expressões (do latim Exprimere – manifestar), daí uma manifestação de Deus, o Bem Total, o Todo-Perfeito. Somos as projeções da Presença Invisível em visibilidade. Deus fez o homem um com o Pai, como Jesus o era; e na medida exata em que reconhecermos este fato e o reivindicarmos para o nosso direito de nascença, o Pai em nós será manifestado ao mundo. Muitos de nós sentimos um temor inato em dizer “seja feita a Tua vontade”. Por causa dos falsos ensinamentos e associações, temos acreditado que essa prece, se respondida, nos tirará tudo o que nos proporciona alegria e felicidade. Certamente nada poderá estar tão longe da verdade. Ó! Como temos tentado abarrotar o grande amor de Deus dentro dos estreitos limites da mente humana! O maior e mais generoso e amoroso pai que jamais haja existido não é senão uma pequenina parcela da paternidade de Deus manifestada através da carne. A vontade de Deus para nós significa mais amor, mais pureza, mais poder, mais alegria, em nossas vidas, todos os dias.