SE HÁ UM BURACO, HÁ UM DESVIO

SE HÁ UM BURACO,
HÁ UM DESVIO
Dárcio
.

Diante de idêntica situação, a reação de cada um pode ser totalmente diferente, ou seja, se alguém estiver caminhando e encontrar um buraco na calçada, um poderá se desviar e seguir em frente enquanto outro poderá ficar reclamando dele o dia todo. Quando estudamos a Verdade, nosso papel no cotidiano é ver, em cada buraco, o seu desvio! As meditações fazem ajustes na vida humana! Eles nunca devem ser vistos como problemas, mas como “solução a  caminho”. Se, por exemplo, o relacionamento de um casal for péssimo, após a meditação ser feita dedicadamente, um “desvio” passará a ser delineado! Será a “Lei Divina de Ajustamento” em ação naquela situação! Como resultado, com o passar do tempo, poderá ressurgir a harmonia conjugal ou poderá surgir a ruptura total do enlace. Seja qual for o desfecho, não deverá receber atenção emocional nenhuma, pois a ação da Lei “neste mundo” estará se dando, gerando a “sombra” da harmonia eterna, sempre presente e já manifesta na Realidade espiritual. O mesmo mecanismo ocorre em quaisquer outras facetas dos chamados “problemas da vida”.

O mundo humano é uma “miragem”; não tem realidade alguma de si mesma! É preciso partir do que é Real, assumir que esta Verdade é perfeição infinita e, em vista disso, entender que o que for surgindo, aparentemente,  será obrigatoriamente  a “manifestação visível” da Verdade absoluta. Todo envolvimento emocional movido pelo ego é ilusão! Sinal de que  pessoa duvida da ação divina de ajustamento! O ego deseja que as coisas se deem segundo sua cega e limitada visão humana, e, qualquer desvio do que, para ele, seria o correto, será visto como “infelicidade”.

Quem estuda a Verdade tem olhos unicamente para a Oniação divina, que é Deus ativo como tudo e, portanto, como sua própria Consciência. Após meditar e se firmar nesta Verdade, o que quer que passe a surgir no suposto plano visível deverá ser encarado como “desvio do buraco”, ou seja, a ação visível gerando o “desvio” do antigo modo de pensar, ou do humano pensar causador de conflitos,  para se amoldar à livre ação da Graça em todos os setores da vida humana. Meditar para, em seguida, viver julgando os acontecimentos, e ainda por cima sofrendo emocionalmente por causa de algum deles, é total cegueira espiritual. É antigo o ditado: “Deus escreve certo com linhas tortas”. Contemple a Verdade e, depois, seja uma confiante e  feliz testemunha do seu desdobramento no mundinho fantasioso das aparências temporais!

*

Deixe um comentário