A REVELAÇÃO
DA SEICHO-NO-IE
Dárcio
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Parte III
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“Sendo esta a natureza verdadeira de Deus absoluto,
quando Deus Se revela, realizam-se o bem, a justiça, a misericórdia; por si se instala a harmonia,
ajusta-se cada um em seu respectivo lugar e não há dissensões, não há quem leve o próximo,
não há quem adoeça, não há quem seja miserável. Deus é o Todo de tudo”.
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Para respondermos à indagação feita,partamos, primeiramente, da revelação absoluta:DEUS É O TODO DE TUDO! Portanto, não seríamos nós as exceções. Não existem exceções na totalidade ou onipresença de Deus! Entretanto, quando a Seicho-No-Ie começou a propagar esta Verdade, muitos que não entenderam que nosso “Eu” nada tem a ver com as “imagens fenomênicas” geradas na mente ilusória, julgaram que estava sendo disseminado que “o ser humano é Deus”; assim, houve muita desaprovação e, para acalmar o descontentamento ignorante, a Seicho-No-Ie passou a pregar não mais que “o homem é Deus”, mas sim “Filho de Deus”. Também a Ciência Cristã foi igualmente mal compreendida e, pelo mesmo motivo, adequou a revelação da “totalidade de Deus”, que inclui o nosso Eu Absoluto, empregando um palavreado indireto, destinado a abrandar o choque da Verdade na mentalidade humana; desse modo, passou a pregar que “o homem é um reflexo de Deus”. Porém, nada muda o fato real discernido por revelação: DEUS É TUDO! E, cada um de nós, portanto, por falta de outra opção legitimada pela revelação, é o próprio Deus, bastando que cada um deixe de lado o que supostamente é captado pelos “seis sentidos” para, como foi dito anteriormente, poder discernir espiritualmente que a Vida única é a Vida que somos, e que esta é a própria a Vida de Deus. Sobre o tema, ao ser interpelado por Katsumi Tokuhisa, que, na época era vice-presidente da Seicho-no-Ie, o Dr. Masaharu Taniguchi lhe respondeu: “Tokuhisa, filho de cão é cão, filho de gato é gato, filho de Deus é Deus”. Em outras palavras, estas nomenclaturas são meramente artifícios, palavras, táticas que visam a diminuir a resistência à Verdade por parte da mente humana.
Quem deixar de lado as conceituações sobre o próprio “Eu”, ciente de serem falaciosas impressões da ilusória mente humana, poderá entender o sentido real da afirmação básica da Seicho-no-Ie: “O HOMEM É FILHO DE DEUS, PERFEITO E HARMONIOSO”. A Verdade somente pode ser aceita quando a ilusão for descartada! Por isso, quem estuda a Verdade jamais se avalia pelas aparências, mas sim por princípios espirituais que atuam como bússolas na Autocontemplação. Se formos meditar trazendo junto as imagens fenomênicas geradas pela mente humana, para afirmarmos que “Deus é nosso Eu”, obviamente surgirão conflitos mentais internos, pois a mente rejeitará a Verdade. A Seicho-no-Ie resolve esta questão pela negação total do chamado “mundo visível”: O FENÔMENO NÃO EXISTE! A MATÉRIA NÃO EXISTE! O CORPO CARNAL NÃO EXISTE! A MENTE FENOMÊNICA NÃO EXISTE! Estas ousadas afirmações, que desafiam o intelecto ou a sua lógica, esperam, da parte do estudante, uma aceitação com o “coração”, plena e radical. Nunca a Verdade será lógica para a mente ilusória! Por outro lado, a Verdade já é a Verdade agora, e não tem nada a ver com o que a mente humana diz aceitar ou não do que nos é revelado. Isto sendo admitido, a colocação também empregada pela Seicho-no-Ie, de que O HOMEM É A SUPREMA AUTOMANIFESTAÇÃO DE DEUS, poderá realmente ser aceita de imediato, pois terá sido entendida em seu patamar absoluto e transcendente. E será a partir disso que a Meditação Shinsokan poderá mostrar sua eficácia, fazendo com que a pessoa a realize e a encerre com o conhecimento absoluto: “Já não sou mais eu quem vive; é a Vida de Deus que aqui vive”. O folheto explicativo da meditação ensina que esta frase deve ser repetida várias vezes, em seu final, para que a Verdade possa ser real e plenamente discernida.
Continua..>
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