DA SEICHO-NO-IE
Dárcio
Parte IV
À primeira vista, alguém poderia deduzir que “Deus ainda não estivesse Se revelando”, por estar escrito: “Sendo esta a natureza verdadeira de Deus absoluto, QUANDO DEUS SE REVELA, realizam-se o bem, a justiça, a misericórdia…”.O sentido real, entretanto, será discernido unicamente pelo nosso posicionamento no referencial divino, ou seja, “Deus Se revela”, para mim ou para você, quando for aceito como TUDO, pois graças à totalidade de Deus, a Verdade absoluta de que nossa natureza é puramente espiritual, absoluta, perfeita e divina automaticamente é percebida. Quem permanecer no patamar ilusório da percepção humana, poderá ver imagens fenomênicas se alterando, que parecerão ser “Deus Se revelando” e fazendo a harmonia se instalar por si, mas quem estiver identificado com seu “Eu divino” não incidirá nesse erro. Avaliar “acontecimentos” pelas aparências seria retornar ao ilusório referencial humano, em que ora realiza-se o bem, ora realiza-se o mal. Onde é que “não há dissensões, não há quem lese o próximo, não há quem adoeça e não há quem seja miserável? Unicamente no “Jisso”, isto é, em Deus, na Realidade, na Imagem Verdadeira, no Absoluto, que é Deus sendo o Todo de tudo. Enquanto alguém estiver de olhos em aparências, buscando vê-las melhores, buscando ver curas, em suma, “esperando que Deus Se revele”, estará unicamente sendo mais um iludido pela suposta mente humana. Como são poucos os que captaram esta Revelação da Seicho-no-Ie! E que é a mesma da Ciência Cristã! Cansei de ver artigos comentando esta Verdade pregada pela Seicho-no-Ie; a maioria dos seus autores sequer relou na profundidade que ela encerra! Enquanto o “mundo visível” for visto como existente, mesmo que temporariamente, a pessoa estará com a “ilusão” e não com a Revelação. É por isso que eu sempre enfatizei que “trabalhamos com princípios e não com a aparências”. E este “trabalhar” significa meditar e permanecer na Verdade: Deus é, de fato, o Todo de tudo.