“SENÃO, NÃO ESTARÍAMOS AQUI!

“SENÃO,
NÃO ESTARÍAMOS AQUI!”
Dárcio
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Enquanto Jesus se identificava como o “Eu” existente desde “antes que Abraão
existisse”, os fariseus da época viam-no como um ser humano com idade
inferior a 50 anos, nascido neste mundo e fadado a morrer. Esta passagem deveria servir como  bandeira a quem
realmente busca a fundo conhecer a Verdade! Nela encontramos o “Referencial da Luz”
e o falso referencial das aparências. Se os fariseus conhecessem a Verdade,
estariam também vendo a si mesmos como este “Eu absoluto”, uma vez que a Verdade é
universal, infinita e todo-abrangente. Mas não; eles estavam vivendo
puramente o “sonho de vida terrena”, e, em vista disso, fosse quem fosse
que estivesse frente a eles, seria considerado simplesmente como um simples
mortal a mais.

Vezes sem conta escutei alguém dizendo que, se estamos aqui, é porque  ainda não
somos perfeitos,
pois, do contrário, já estaríamos iluminados e em Deus. Aliás, já ouvi até de renomados metafísicos esta  fala ilusória! E
quando se responde que “já estamos em Deus” e que AQUI nunca foi “matéria”, mas unicamente o Reino de
Deus, sendo qualquer outra hipotética aceitação  uma ILUSÃO captada pelo sentido mortal, em vez de esta Verdade ser
acatada docilmente, para ser discernida e vivenciada, o que se ouve é a pergunta de
sempre: “Mas de onde veio esse “sentido mortal”? E o interesse fica mais voltado à ilusão do que à Verdade!

A ilusão é a crença de que “se fôssemos perfeitos, não estaríamos aqui!” É a falsa suposição de que Deus não seja Tudo! E que, no caso, seríamos “outro” que não Ele!
Como pôr fim à ilusão? Exatamente como poríamos fim a uma nota de cem reais, achada na rua,
tão logo fôssemos informados de que ela é falsa! A ilusão some diante da Verdade! De onde havia vindo aquele
“dinheiro”? De lugar algum! Não havia, não há e nem haverá valor monetário
naquele papel! É falso! De modo análogo, a “vivência material” é ilusória!
Não veio de lugar algum! O “eu nascido”, encarnado ou reencarnado, não veio de lugar algum!” É falso! E isto será sabido pelo conhecimento da Verdade:
AQUI É O PARAÍSO! Sempre esteve sendo, é e será! A Verdade é eternamente
verdadeira, enquanto a ilusão é eternamente falsa, apenas se fazendo passar por realidade,
mas sem capacidade de ser! Enquanto você retiver em mente um “ego humano” como sendo sua identidade, será idêntico àquele, com a nota falsa em mãos, considerando-a como “dinheiro”; tudo depende de sua reação diante da Revelação! Se nela confiar, saberá que DEUS É SEU EU, e lançará fora todos os boatos ou crendices absurdas sobre quem VOCÊ É!

Jesus disse que “o REINO DE DEUS deve ser buscado em primeiro lugar”; e que
este REINO está dentro de nós! Aceite sua Consciência como o seu Reino,
descartando as aparências como falsidades! Atenha-se ao REINO ONIPRESENTE e
contemple-Se fazendo parte dele, exatamente aqui e agora! A “Prática do
Silêncio” deve ser realizada diretamente a partir desse Referencial Absoluto, onde
inexiste intelecto para nos bombardear com  argumentações da “ilusão de
massa”. E caso se sinta com dificuldade para partir diretamente deste
Referencial iluminado, use o próprio intelecto-crença para fazer a si mesmo as seguintes
indagações:
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“Eu existo como argumentações ou dúvidas? Sou o intelecto? Ou  a Onisciência é a
Realidade, exatamente aqui e agora, como a Consciência que EU SOU?”.
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Fique em
silêncio, mantendo esta pergunta na mente, e sem forjar respostas,  fique atento para discernir o que lhe for revelado!

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