MARY BAKER EDDY
.
PARTE III
.
Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, mas de Deus.
João, 1: 12,13
.
“Quem creu em nossa pregação?” Quem compreende esses dizeres? Aquele a quem o braço do Senhor foi revelado; a quem a Ciência divina manifesta a onipotência, que confere ao homem poder divino, ao mesmo tempo em que faz com que o orgulho se sinta envergonhado. Reivindicar um “eu” separado de Deus é uma negação da filiação espiritual do homem, pois pretende ter outro pai. Todos os que de fato recebem o conhecimento acerca de Deus, por meio da Ciência, terão poder para refletir o poder de Deus, comprovando assim o domínio que o homem tem “sobre a terra”. É arrojadamente corajoso aquele que ousa, nesta época, refutar, com os fatos da Ciência, a evidência dos sentidos materiais; e por essa razão chegará ao verdadeiro status de homem. Os sentidos materiais gostariam de fazer do homem, que, segundo as Escrituras reflete seu Criador, o próprio oposto desse Criador, argumentando que Deus é Espírito, enquanto o homem é matéria; que Deus é bom, mas o homem é mau; que Deus é imorredouro, mas o homem morre. A Ciência e os sentidos estão em conflito, desde a rotação dos mundos, até a morte de um pardal.
O Verbo se fará carne e permanecerá entre os mortais, somente quando o homem refletir a Deus tanto no corpo quanto na mente. A criança nascida de mulher tem formação de seus pais; o homem nascido do Espírito é espiritual, não material. Paulo alude a isso quando fala de apresentar nosso corpo santo e agradável, que é o nosso culto racional; e isso traz à lembrança o verso hebraico: que “sara todas as tuas enfermidades”.