LIÇÕES DA BÍBLIA LIÇÕES DA BÍBLIA- 4 (FINAL)

LIÇÕES DA BÍBLIA
MARY BAKER EDDY
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PARTE IV – FINAL
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Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, mas de Deus.
João, 1: 12,13
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Se o homem, falando sobre o poder que ele tem de ser perfeito, dissesse: “Eu sou o poder”, estaria cometendo uma infração contra a Ciência divina, estaria cedendo aos sentidos materiais, e perderia o seu poder; o mesmo aconteceria se dissesse: “Tenho poder para pecar e para estar doente”, e persistisse  em crer que está doente e é pecador. Se ele diz “Procedo de Deus, portanto sou bom”, mas, apesar disso, persiste no mal, ele nega o poder da Verdade e precisa sofrer por esse erro, até aprender que todo o poder é bom porque vem de Deus, destruindo assim a noção enganadora de que exista poder no mal. A Ciência do ser restitui ao homem, como penhor de sua adoção, a semelhança e o poder de Deus, que ele havia perdido. Oh! Se tivéssemos aquela luz e aquele amor inefável, que lança fora todo o medo, todo o pecado, doença e morte; que não procura seu próprio interesse, mas sim o bem que se pode fazer aos outros; que diz: “Aba, Pai!”, e é nascido de Deus!

João veio, batizando com água. Ele empregou um modo de limpeza física, como precursora da pureza metafísica, isto é, a mente mortal purgada daquilo que é animal e humano, e submersa naquilo que é humanitário e divino, restituindo ao homem o senso que ele havia perdido, de unidade com seu Criador e de ser o reflexo desse Criador. Ninguém, a não ser os limpos de coração, verão a Deus, – serão capazes de plenamente discernir e claramente demonstrar o Princípio divino da Ciência Cristã. A vontade de Deus, ou seja, o poder do Espírito, se manifesta como Verdade e por meio da justiça, – não como matéria nem por meio dela, – e arranca à matéria todas as pretensões, capacidades, dores ou prazeres. A renúncia a tudo o que constitui um assim chamado homem material, e o reconhecimento e a realização de sua identidade espiritual como Filho de Deus, que abre as próprias comportas do céu; de onde o bem flui por todos os canais do ser, limpando os mortais de toda impureza, destruindo todo sofrimento e demonstrando a verdadeira imagem e semelhança. Não existe nenhum outro modo, “debaixo do céu”, pelo qual possamos ser salvos e pelo qual o homem possa ser revestido de poder, majestade e imortalidade.

“A todos quantos o receberam”, – a todos aqueles que aceitam a Verdade do ser – “deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”. A espiritualização de nosso conceito sobre o homem abre as portas do paraíso, que os assim chamados sentidos materiais pretendem fechar, e revela o homem infinitamente abençoado, reto, puro e livre; não precisando de estatísticas para saber sua origem e idade, ou para medir sua qualidade de homem, ou para saber até que ponto ele é homem; pois“a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”.

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F I M
(Miscellaneous Writings – p. 180-185)
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