NIMIGA DA PERCEPÇÃO

PRESSA:
A INIMIGA DA PERCEPÇÃO
DÁRCIO
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Muito conhecida é a frase: “A pressa é a inimiga da perfeição”, mas, o que eu quero colocar aqui, é que a “pressa é inimiga da percepção da perfeição”, no que diz respeito às leituras dos artigos. Os textos, em geral, oferecem os princípios da Verdade a serem postos imediatamente em prática, mas, para isso, devem ser lidos com muita calma, para que o sentido das palavras não fique na superficialidade da mente. Textos da Verdade são “manuais de instruções” e não meras leituras. Quando cada revelação é lida e compreendida, a pessoa poderá, imediatamente, se colocar em sintonia com o princípio exposto, e, nesse ponto, sim, o imediatismo de percepção será louvável. Sem que assim seja feito, logo ela chegará ao fim do artigo, concordando com tudo apenas por hábito, sem que a Verdade ali exposta seja realmente discernida.

Postei aqui, no dia 15, um artigo excelente da Ciência Cristã, intitulado: “Curando a Disfunção Corpórea”, e, com ele, vou exemplificar o que estou dizendo agora. Como o artigo se inicia? Da seguinte forma: “Reconhecer o controle total e absoluto de Deus é apropriado para curar disfunções corpóreas de qualquer tipo”. Será que cada leitor fez este reconhecimento? Antes de passar à frase seguinte? Teria se recolhido em meditação contemplativa para, imediatamente, RECONHECER este “controle total e absoluto de Deus”? E que diz a frase seguinte?  “Podemos saber, sem dúvida alguma, que a espiritualidade, a perfeição e a bondade que o homem reflete de Deus, a Mente, tem de ser expressa incessantemente em todas as suas ações”. Teria cada leitor dado vida a esta segunda frase? Confirmando e percebendo que a SUA Mente, que é a Mente de Deus, “tem de ser expressa incessantemente em todas as suas ações”? Ou já teria ido em frente, sem nada discernir do que acabara de ler? Logo adiante, o autor endossa o que disse, citando Mary Baker Eddy: “Toda função do homem real é governada pela Mente divina” A citação reforça o conteúdo do primeiro parágrafo, e, deveria, também, ter sido aplicada imediatamente como percepção imediata por parte do leitor!

Sugiro que o artigo inteiro seja relido, mas com esta visão que nos permite extrair-lhe realmente todo o conteúdo. Que cada parágrafo seja realmente aproveitado! Nada adianta alguém ler às pressas um livro inteiro de Metafísica, todo de maneira inapropriada, sem se identificar por completo com cada Verdade ali exposta! Deus já é o Ser individual e real de cada suposto leitor! As palavras, nos artigos, são “setas de  imediata  percepção”, sendo tão infinitas como são infinitos os aspectos de Deus sendo cada Ser individual. Desse modo, que a “pressa na leitura” seja eliminada e que, cada frase seja motivo de se fazer a “troca essencial”, com contemplações que vivifiquem,  IMEDIATAMENTE, cada Verdade sobre nós que estiver sendo lida. Dessa forma, os artigos cumprirão, efetivamente, o seu real papel em nossa vida.

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