Os Ilusórios Bens Acrescentados

OS ILUSÓRIOS
BENS ACRESCENTADOS
Dárcio
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“Arrancar o véu” que encobre a Glória de cada ser, é o papel do estudo da Verdade. A Realidade é Deus, um Universo perfeito e único, espiritual e iluminado, aparentemente oculto pela crença coletiva numa espécie de hipnotismo de massa.

Abertura e receptividade são os requisitos para que este “véu” seja dissolvido pela manifestação da Verdade. “Quando Cristo, que é a nossa VIDA, se manifestar, também vos manifestareis com ele em glória”, disse Paulo. Conheceu esta Vida divina nele próprio e sabia ser a Verdade sobre todos os demais seres!

Enquanto iludido pelas aparências, o homem luta pela sobrevivência e se preocupa a todo instante com o suprimento que, acredita ele, depende de fatores externos, do seu trabalho, de sorte, oportunidades, etc. Nada disso é verdadeiro, uma vez que o Universo é a Lei de Deus em ação, e não obra do acaso. Jesus sabia que a humanidade estava nessa condição de preocupação constante com as coisas materiais. Lidou com o povo  com a sabedoria divina, dando o exemplo dos pássaros, que não semeiam nem ceifam, e que são supridos pelo Pai celeste,  garantindo que, se o Reino de Deus for buscado em primeiro lugar, todas as demais coisas nos serão acrescentadas. Procurava, desse modo, incentivar as pessoas a se livrarem do “mundo do hipnotismo”, para que pudessem conhecer a Verdade e serem livres. Por que usou a expressão “bens vindos de acréscimo”? Para tirar da mente de todos que estes supostos “bens” sejam o objetivo da vida! E para ensinar que tais bens são meras “sombras” do suprimento, “acrescentadas”, enquanto o Cristo, a nossa VIDA, este, sim, é o Suprimento real e permanente. “Eu sou o Pão da Vida”, disse ele! Este “Eu Sou”, é o Espírito de Deus em nós, o Cristo, a VIDA que individualmente todos somos!

Quem vive preocupado com os “bens da vida” desconhece esta Verdade, de que ELE PRÓPRIO, discernido não pela ilusão, mas pela Verdade, é o Cristo Autossuprido, “o Pão da Vida”, citado por Jesus. Quando em alguém for criado o hábito de meditar e se aceitar segundo esta Verdade, haverá a percepção da unidade, em que “Deus e homem são um”; a permanência neste conhecimento tirará da atenção  a expectativa de “chegada” dos “bens acrescentados”, e estes, de fato, serão constatados como natural reflexo na “crença coletiva”. Mas ele estará ciente de que “não existem bens acrescentados”, uma vez que o “CRISTO”, a nossa VIDA, é o BEM INFINITO, presente e uno com a Consciência que somos, e que os chamados “bens vindos por acréscimo” são meramente “sombras temporais” desta Realidade eterna. Nada pode ser “acrescentado” ao Filho de Deus, a Consciência iluminada que somos, e que é o próprio Deus em forma individual. Esta Verdade, aceita e contemplada, é a “Verdade que nos liberta”.

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