O EFEITO PURIFICADOR DO CRISTO

O EFEITO
PURIFICADOR
DO CRISTO
Nathan A. Talbot
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O Cristo tem muitas facetas – isto é, existem múltiplas maneiras de nos aproximarmos do Cristo e de compreendermos sua natureza. Para o cristão, um ponto chave é reconhecer que Jesus corporificou o Cristo – que Jesus ilustrou o homem ideal, a verdadeira ideia de Deus: sua vida representou a pureza, a bondade e o amor espirituais que poderiam ser somente descritos como crísticos.

O inigualado propósito do Cristo divino é o de salvar, de livrar a humanidade de seus sonhos de imoralidade e doença. Cristo é o que nos desperta, é o que nos levanta da materialidade e revela nossa espiritualidade inata. Cristo é percebido, mesmo hoje em dia, como uma persuasão da Verdade na consciência, uma mensagem de Deus, que ilumina o pensamento e tranquiliza-nos a respeito de nossa segurança nos braços do Amor divino, que a todos envolve.

Outra maneira de sentir a presença do Cristo está em reconhecer o efeito purificador que tem em nossa vida. De fato, amiúde esse efeito precisa se fazer sentir antes que se complete a cura.

Por vezes, travou-se contra o pecado ou a doença árdua batalha. Talvez labutamos longa e honestamente, afirmando cientificamente que Deus é Tudo, insistindo em oração no fato de que o homem representa a saúde e a santidade de Deus. Quem sabe esforçamo-nos valentemente para rejeitar as crenças de dor ou de medo. Devido a tudo isso, talvez tenhamos a impressão de que fomos maculados durante a luta travada para resistir à suposta atração do pecado – ou que fomos poluídos, amedrontados ou desgastados em nossos esforços para vencer a doença. Mas o poder de Deus e do Seu Cristo não nos deixa maculados.

O Cristo tem efeito clarificador e purificador que apaga completamente os sinais da batalha. Pensemos por um momento como, de certa maneira, poderíamos comparar esta ação de limpeza à operação de lavar um copo. O processo de lavá-lo, em si, poderá deixar a água turva e não muito limpa. O copo, porém, teve a sujeira removida por fricção. O trabalho árduo foi feito e, quando o copo estiver enxaguado e seco, brilhará novamente. Pensando no que diz respeito a nós mesmos, poderíamos repetir, com as palavras do salmista:

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro em mim um espírito inabalável.”

Como é importante confiarmos no Cristo e em seu poder de purificar a nossa vida! A que, por exemplo, volvem-se com frequência as pessoas? Esperam que a passagem de dias ou anos vá remover de sua vida desconfortos físicos de longa duração, ou mágoas por erros do passado. Mudança de ambiente. Esperam as pessoas que, possivelmente, um novo local, um parceiro diferente, um novo emprego, poderão oferecer-lhes algum efeito purificador depois que as dificuldades passadas tenham sido, de certa maneira, aliviadas. Mas, as mudanças ou o tempo, em si mesmos ou de si mesmos, jamais proporcionarão a purificação adequada. Tudo o que tem origem material é limitado em quanto nos pode oferecer.

As águas que jorram sobre nossa vida nos trarão bênção somente à proporção que a origem delas seja divina. “Torrentes que purificam, necessariamente têm nascentes puras…”, escreve a Sra. Eddy, a Descobridora da Ciência Cristã. Encontramos tal nascente pura somente em Deus e o Seu Cristo, o Cordeiro antevisto pelo Revelador –

“o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro.”

Ninguém continuará a esfregar o copo para sempre. Jacó lutou durante uma noite. Aferrou-se à batalha até que lhe adveio dela uma bênção genuína. Então aceitou a bênção. Também nós precisamos reconhecer, em determinado momento, que já está na hora de aceitar o refrigério especial que purifica a consciência e a liberta da luta.

Este momento é aquele, em especial, no qual nos banha a profunda convicção de que, devido à onipotência de Deus, o homem jamais foi, em realidade, um mortal às voltas com o mal. Reconhecemos com gratidão que a perfeição espiritual foi sempre o estado outorgado por Deus ao homem. A ação purificadora do Cristo opera sem resistência. Seu amor pelo Cristo o capacita a sentir-lhe o pleno efeito.

(Transcrito de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – Junho 1983)

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