Dárcio
Onde houver a ideia de pecado ou de pecador, o que, realmente estará existindo, é a aceitação da dualidade! A aceitação ilusória de que “algo além de Deus” possa estar presente, ou como universo ou como pessoas. Desse modo, para a crença em pecados e pecadores ser destruída, cada Filho de Deus terá de “ascender ao Pai”, discernir sua unidade com Deus e se identificar com a Mente divina, que é única, onipresente e a Mente verdadeira de todos nós.
A suposta mente humana atua hipnoticamente e tenta atrair cada ser a “vontades pessoais”, dessemelhantes da Vontade de Deus. O chamado livre-arbítrio é a mola propulsora desta ilusão! Não existe nada além de Deus! Não existem seres com vontades diferentes da Vontade de Deus! E não existe, nem jamais existiu ou existirá, em todo o Universo, acontecimentos separados da Oniação divina ou com propósitos conflitantes com os propósitos da Mente única! Isto jamais seria possível, ou a Mente única não seria única!
A ação que põe a descoberto as falsidades chamadas “pecado e pecador” é a Oniação divina sendo reconhecida integralmente e, portanto, sendo reconhecida como a atividade individual de cada Filho de Deus. Este reconhecimento deve ser feito de modo radical, em meditações que realmente sejam meios de percepção de que DEUS É TUDO. Mary Baker Eddy disse o seguinte:
“Já que na crença existe uma ilusão chamada pecado, que tem de ser enfrentada e dominada, classificamos o pecado, a doença e a morte como ilusões. São supostas pretensões do erro, e como o erro é uma falsa pretensão, essas pretensões, na realidade, absolutamente nada são. É científico permanecer na harmonia consciente, na Verdade e no AMOR IMORREDOUROS E SALUTARES. Para fazer isso os mortais precisam primeiramente abrir os olhos a todas as formas e métodos e sutilezas enganadoras do erro, a fim de que a ilusão, o erro, possa ser destruída; se não se fizer isso, os mortais se tornarão vítimas do erro”. Jesus disse: “Sede mansos como os pombos e astutos como as serpentes”. Esta astúcia também diz respeito a escolha de autores a serem lidos! Não somente da literatura geral como também, e principalmente, da literatura espiritual. Se eles puxarem a atenção para “vontades pessoais” estranhas à Vontade divina, se nos consideram dotados de mentes pessoais, e não como expressões da Vontade perfeita, divina e única, serão focos de contaminação em seu estudo. Li um texto de Osho, por exemplo, onde uma mulher disse-lhe estar se sentindo fortemente atraída por uma outra; ela o havia procurado interessada em uma orientação espiritual. E sua resposta a ela foi com o seguinte teor: “Vá a fundo nessa relação!” Esse tipo de gente é que muitas vezes desvirtua o sentido da vida, pois, com ares de “mestre”, faz com que uma vítima da ilusão mais ainda nela se atole! Sem contar que uma mentalidade que traz esse tipo de orientação já é a ILUSÃO em si abrindo sua boca! Lembrei-me, também, de John Lennon, numa época em que os Beatles foram ao Oriente estudar a Verdade com um suposto “guru”, chamado Maharishi Mahesh Yogi. Ele dava as orientações, ensinava que a dieta deveria ser de nabos, rabanetes, cenoura, etc, até que um dia, John descobriu que o “guru” se servia, ele próprio, de dieta carnívora; descobriu ainda que ele se mostrava mais agarrado às repórteres que ali iam, do que à Yoga; e não parava de tentar conquistar a irmã da atriz Mia Farrow. Além disso, mostrava-se mais interessado em se promover às custas dos Beatles do que propriamente em passar-lhes ensinamentos espirituais. E então, John arrumou suas malas e aprontou-se para sair dali! Ao vê-lo partir, o “guru” lhe perguntou: “Por que está indo, meu filho?” John respondeu: “Se você fosse “guru” mesmo, já estaria sabendo!” “Sexy Sadie” é a música dos Beatles em que John Lennon manifestou sua crítica ao tal “guru”.Mas, voltando ao nosso assunto, quem estuda a Verdade não alimenta crenças de livre-arbítrio! Jesus nunca fez isso! Pelo contrário, declarava com a máxima clareza: “A minha vontade é fazer a vontade daquele que me enviou”. Por isso Mary Baker Eddy alerta-nos quanto a, primeiramente, abrirmos os olhos a todas as formas enganadoras do erro, que, na fala de Jesus, é sermos “astutos como as serpentes”. O erro é a crença mortal que, enquanto não for totalmente destruída pela Verdade, será encontrada em cada canto “deste mundo”. E ela será destruída quando cada um de nós “permanecer em MIM”, entendendo que na Unidade Perfeita, somos o que Deus é, temos o que Deus possui, e somos glorificados!