Mateus, 5: 31,32

MATEUS, 5: 31,32
Dárcio

“TAMBÉM FOI DITO: QUALQUER QUE DEIXAR A SUA MULHER, DÊ-LHE CARTA DE DESQUITE. EU, PORÉM, VOS DIGO QUE QUALQUER QUE REPUDIAR SUA MULHER, A NÃO SER POR CAUSA DE PROSTITUIÇÃO, FAZ QUE ELA COMETA ADULTÉRIO; E QUALQUER QUE CASAR COM A REPUDIADA COMETE ADULTÉRIO.”
Mateus, 5: 31-32

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Vemos, aqui, o lado relativo da pregação da mensagem de Jesus, que se altera segundo povos, épocas e costumes. Jesus sempre procurou conservar a ordem social dentro de padrões de sua época. Sua meta era puramente espiritual e não humana, ou seja, veio nos revelar o Reino da Harmonia, aqui presente, àqueles com “olhos para ver”. Mas, sabendo que isso não seria visto de imediato, procurou também cercar atitudes humanas que pudessem acarretar sofrimentos, separações, e demais conflitos de relacionamentos. Não existe Deus neste mundo! Portanto, um casal somente pode ser realmente considerado casado quando existir amor recíproco e sincero vindo da alma. Apenas se unir maritalmente aos olhos do mundo, com certidões humanas de cartórios ou de igrejas, não cria, realmente, nenhum casamento legítimo, se for analisado espiritualmente. Há casais que se aturam a vida toda, num ambiente totalmente hostil e sem amor, achando ser aquilo um casamento.

“Eu vim para que tenham vida com abundância”, disse Jesus. Ninguém, em sã consciência, poderia dizer que um casal vivendo às turras, sem vínculo algum de afinidade, e sem amor, esteja em “vida com abundância”. Na verdade, nem casal seria, mas sim meramente dois seres humanos vivendo na mesma casa ou sob mesmo teto. Esse tipo de relacionamento nunca foi casamento e jamais foi “unido por Deus”. Quando a pessoa estuda a Verdade, e se amolda à vontade de Deus, sua vida toda, em termos humanos, é reestruturada em função da ação divina na mente dela, e, é quando as imagens deste mundo começam, também, a refletir como sombra a vontade divina, ou seja, é feita “na terra” como é feito “no céu”. Se, em vista disso, houver mudanças na vida dessa pessoa, sejam em termos de vida profissional, conjugal, familiar ou pessoal, tais mudanças devem ser encaradas como frutos da Verdade. Se, dentre eles, surgir a necessidade evidente de separação entre cônjuges, entre sócios, etc., de modo algum isto estará sendo traição, adultério ou atitude condenável; antes, será a livre manifestação da Verdade promovendo ajustes na vida dos envolvidos. As ideias virão inspiradas, depois haverão de ser bem avaliadas, até que gerem ou não as ações e definições sobre as decisões a serem tomadas; e isto nada tem a ver com libertinagem, pecado ou falta de escrúpulos. Jesus deixou o tema colocado radical e taxativamente; com isso, procurava barrar a libertinagem; por outro lado, Jesus também sabia que todo aquele que se mantivesse ligado a Deus, em oração, sinceridade e percepção de ser um com Ele, saberia reconhecer com clareza os critérios com discernimento para saber cuidar de sua vida, e não mais se deixar levar cegamente por qualquer tipo de radicalismo leviano, por dogmas ou preceitos de homens, ou por relacionamentos só de fachada. Em outras palavras, saberia expurgar de sua vida toda a antiga hipocrisia, trocando-a por uma “nova vida” realmente inspirada e vinda a ele  verdadeiramente do Alto, como “bem acrescentado”.


(Extraído de NA MONTANHA COM CRISTO)

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