O Fluxo das Imagens Verdadeiras


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O FLUXO
DAS IMAGENS VERDADEIRAS


Dárcio
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Do seu “Centro”, imagens perfeitas são emanadas sem cessar. Quando elas encontram a mente como anteparo, são “selecionadas” pelas crenças coletivas e rotuladas como boas ou más. Se a mente não estivesse ilusoriamente programada para fazer esta “seleção”, e atuasse numa condição de  “transparência total”, as imagens emanadas de Deus seriam vistas nas três dimensões “deste mundo” como harmoniosas. Shakespeare disse: “Não há bem nem mal, mas o pensar o torna assim”. Explicava que as imagens que nos chegam à mente são acima do bem e do mal, mas quando as rotulamos, segundo a “crença em dois poderes”, assim as vemos divididas na projeção temporal chamada “mundo terreno”. Isto porque o suposto “mundo terreno”  é uma projeção da mente humana.

As “imagens verdadeiras” fluem harmoniosamente de modo a serem as “Formas espirituais”, das quais a suposta mente humana gera suas imagens visíveis. Se você se identificar com a “Emissão originária”, e não com as imagens posteriores na mente humana, você captará unicamente as “obras de Deus” em suas Formas perfeitas e constantes. Por exemplo, o seu Corpo real é a “Emissão de Deus como a Forma eterna de “Corpo”; como esta “Forma” está “no ar”, isto é, transcendente ao “mundo visível”, para captá-la você terá de reconhecê-la presente ali, perfeita e sendo o seu Corpo. O mesmo se dá com todas as demais “Formas”, que, em Deus, são Formas espirituais e perfeitas, mas que se mostram na imagem mental como passíveis de serem boas ou más. Fazendo uma analogia, seria você estar reconhecendo a “emissão no ar” de uma rede televisiva, antes mesmo que um aparelho de televisão a captasse e a transformasse em imagens visíveis. Identifique-se com a “Emissão de Deus”, antes que a mente humana as capte à sua maneira ilusória, e as apresente a você como imagens mescladas de bem e  mal. Medite e fique atento ao que Deus irradia como SUA CONSCIÊNCIA ILUMINADA; sem dividir atenção com algo supostamente mostrado no mesmo instante pela mente humana. Permaneça na “Emissão divina”, sem rotulá-la como boa ou má, e, estando a mente humana sem receber sua atenção, ela ficará “transparente” para que as imagens verdadeiras sejam vistas harmoniosamente na tela tridimensional. Estas práticas devem se tornar um hábito de vida; pouco adiantarão, se forem feitas uma única vez para depois cada um voltar ao antigo e ilusório “julgamento pelas aparências”. Julgar as imagens como “perfeitas”,  antes mesmo delas se formarem na mente, é o “juízo justo”, o juízo que endossa o que Deus faz. Olhá-las na “projeção”, como faz a maioria, é o “juízo pelas aparências”, o juízo que endossa o que a “ilusão faz”. Jesus disse: “Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem sejam cegos” (João, 9: 39). Estas palavras traduzem o que foi exposto aqui, ou seja, que você “veja” o que está no invisível, e fique “cego” para as aparências.

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