Marie S. Watts
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Em nossa Bíblia, podemos ler: “Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra. O senhor Deus formou o homem de barro da terra, e inspirou no seu rosto um sopro de vida, e o homem tornou-se alma vivente” (Gen., 2: 6-7). Estes dois versículos do Gênesis contam a estória toda. O Homem – o Cristo – já existia eternamente, e é, exatamente agora. O Universo, o Universo eterno, perfeito e glorioso, era – e é – completo. Entretanto, aparenta existir uma miragem fraudulenta, simulada, que anula este Universo glorioso e a Substância na Forma de tudo e de todos. Esta ilusão de massa é descrita com clareza nestes versículos. Temos também aqui o registro de que o homem ilusório, “cujo fôlego está em suas narinas”, fora formado do próprio barro da terra, que absorvera o vapor espectral. Aqui, Deus é mostrado como sendo um Criador. E, nesta exata representação equivocada, a Vida é suposta ter “entrado” no corpo do homem; a alma é suposta ter “entrado” neste corpo. A ilusão de que o homem é um criador ou uma criação, está inteiramente fundamentada neste quadro ilusório, apresentado no Gênesis.
A Alma é Consciência. A Alma está viva. Ela é uma Substância viva, porque a Consciência é Substância, e a Consciência é Vida. A Alma, a Vida, jamais pode “entrar” no Corpo, pois a Consciência viva é a Substância perfeita e eterna que é o Corpo.