Encontro Consigo Mesmo-1

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ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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Parte I
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Dos exemplos maiores de mensageiros da Verdade de que dispõe a humanidade, o que podemos concluir, é fundamentalmente que o conhecimento da Verdade não está em meio a divagações intelectuais,  e tampouco em satisfazermos o suposto intelecto de alguém por meio de respostas sem fim às suas indagações, as quais, supostamente, o “convenceriam” de que as Verdades reveladas  realmente são a Verdade. Não. Estes diálogos podem até ocorrer, com muita coisa sendo analisada, contestada, discutida, etc. Entretanto, jamais teremos a Verdade conhecida por meio do intelecto!  Dele não receberemos Verdades absolutas e nem Verdades absolutas chegarão a ele. Quem quiser a Verdade, já repetiram todos os seus reais mensageiros qual deve ser o caminho: “VENHA A MIM”.

Cada mensageiro que disse “Venha a Mim”, foi confundido pessoalmente com a Verdade; desse modo, passou a ser enaltecido por todos, que, para ele olharam como “Verdade localizada”. Desse modo, além de anunciar a mensagem em si, todos tiveram mais o trabalho de tentar evitar que esta “idolatria” acontecesse, uma vez que a Verdade sempre é universal e jamais pessoal. Desse modo, por mais profunda que possa ser uma Verdade revelada por alguém ao mundo, esta Verdade é a Verdade concernente igualmente a quem a ouve, e em vista disso, é em si mesmo, e unicamente em si mesmo, que cada um deve achá-La e conhecê-La. Obviamente, aquele que a anunciou é, de fato, a Verdade, mas já sabe disso! Não a estaria anunciando sem conhecer! E, muito menos a estaria anunciando para ser visto e idolatrado como “alguém especial”. Quem conhece a Verdade sabe que não há “ninguém especial”, que não há mais Verdade num ponto, ou em alguém, do que em todo o Universo infinito, pois a Verdade é que

DEUS É TUDO!

“Eu e o Pai somos um, mas o Pai é maior do que eu”, disse Jesus. “Ninguém vem ao Pai senão por Mim”, disse também. Estas frases puseram a humanidade aos pés de Jesus; entretanto, a intenção dele era totalmente outra: que a humanidade ficasse aos pés da Verdade! Quando disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, deixava bem claro que falava da Presença universal, da Unidade que exclui “outro ao lado de Mim”, por saber que “Vir a Mim” significa cada um IR A SI MESMO.

Explicando para alguém que o intelecto não é a Verdade, mas que a sua própria Consciência divina deveria ser buscada, pois é este  o sentido de “vir a Mim”, ele me respondeu: “Se o intelecto não é a Verdade, como você o usa para falar comigo?” Disse a ele: “A Verdade que você me ouve dizer pelo intelecto não vem dele e sim da Consciência; ele apenas é um veículo de expressão “dentro da ilusão de massa”. E ele me respondeu: “Então o intelecto é necessário!” Respondi a ele: “Sim, na “ilusão” o intelecto é necessário, MAS A ILUSÃO É DESNECESSÁRIA.

O que estava lhe dizendo é que a meta única de cada ser é desmantelar a “ilusão”, e não nela permanecer justificando ou dando valor a algum de seus componentes ilusórios. Sempre que algum “componente da ilusão” for visto e avaliado como “necessário”, “importante”, etc, isto aparentemente  acobertará a “ilusão” que, mesmo sem nada ser, acabará dando ares de

ser alguma coisa.

Continua..>

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