Dárcio
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PARTE V
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O “Referencial da Luz” é o referencial da Verdade consumada, o referencial de “o que era desde o princípio”, que, por ser eterno, é permanentemente “agora”. Por mais bem intencionado que alguém possa ser, se partir do “referencial das aparências”, não conseguirá discernir que TUDO JÁ É! Sempre haverá um pensamento contrário à Verdade absoluta, e sempre ele se achará “aspirante à iluminação”, em vez de já partir daquilo que sempre É: Deus Se expressando como o Cristo de si mesmo. Adotar o “Referencial da Luz” é meditar e contemplar os fatos como eles são, o que jamais será atividade da suposta mente humana. Enquanto a Bíblia diz que “temos a Mente de Cristo”, no Budismo é revelado que “temos a Mente búdica”, ou seja, a Mente DESPERTA! Meditar com a intenção de “ver a Luz” é pura negação da Verdade, que já é a “Visão permanente e iluminada em Autocontemplação, manifestada como “nossa” Visão individual. Forçar a mente ilusória, para que com ela a Verdade seja conhecida, é mera pretensão infundada. A Verdade somente é conhecida pela Mente de Deus, que é absoluta e onipresente! Desse modo, quando for meditar, parta unicamente deste “Referencial da Luz”: “Deus é o Eu que eu Sou: Deus é a Mente que contempla o Reino de Deus como a Mente que Eu Sou. Eu, aqui e agora, contemplo unicamente o reino de Deus” – deste modo, sem forçar nada, e apenas reconhecendo o que JÁ É, a “névoa ilusória” irá se mostrando como “nada”, enquanto VOCÊ permanecerá sendo a Verdade, que é “tudo”. Exclua a possibilidade de estar presente “outro eu”, que não DEUS, para estar Se manifestando como o “seu” EU. Reconheça que o Eu ÚNICO é a Verdade infinita e onipresente e, serenamente, aceite-se “SENDO ELA”, e aceite-se “ESTANDO NO REINO DE DEUS”.