Encontro Consigo Mesmo-7

.
ENCONTRO CONSIGO
MESMO
Dárcio
.
PARTE VII
.

Aquele que trilha este caminho espiritual sabe que aquilo que a Bíblia diz, sobre “orar e vigiar sem cessar”,  é a base de sua permanência com firmeza nos princípios revelados. Isto porque, apesar de DEUS SER TUDO,  do mundo ele recebe sugestões hipnóticas o tempo todo, precisa lidar com elas e com as pessoas que acreditam serem as “aparências”  algo verdadeiro, etc. “Não atentemos às coisas que se veem, mas nas que não se veem, porque as coisas que se veem são temporais, mas as que não se veem são eternas” (II Cor. 4: 18).  O que Paulo aqui diz, é que, mesmo lidando com o mundo e com aqueles que nele creem, todas estas imagens são irrealidades, e que, por ótimas ou  péssimas que possam parecer, não deverão ser objetos de nossa atenção, mas sim, a REALIDADE subjacente a todas elas.

Mesmo enquanto parecemos estar lidando com um mundo irreal, o que de fato  acontece, é unicamente a Oniação, Deus em atividade todo-abrangente que, em vista disso, é tanto a nossa atividade real  como a de todos aqueles com quem entramos em contato. Nossa atenção, firmada na Verdade e não na ilusão de atividades humanas, garante-nos o desdobrar daquilo que É, na tela mental humana, ou seja, “é feita a Vontade do Pai assim na terra como no céu”. Caso você deixe de reconhecer as atividades invisíveis, para dar crédito às que são vistas, acabará por rotulá-las, ora de boas, ora de más, e, o que obterá, destes julgamentos pelas aparências, será um puro envolvimento com a ILUSÃO, que se constitui desta  “crença” em bem e mal.

Quando meditamos e, em seguida nos dirigimos às atividades normais do dia-a-dia,  nosso envolvimento com pessoas e situações será inevitável. E não poderemos parar a cada segundo para reconhecer o que é Verdade e o que não é. A Bíblia relata diversas situações em que Jesus Cristo se deixou envolver, se enervar, se decepcionar, se entristecer, etc. Estes envolvimentos não devem nos incomodar nem nos preocupar, pois, o que deveremos fazer, na mesma hora ou logo depois, é nos ocuparmos com o reconhecimento da Verdade: “Este que se envolveu com o mundo não sou eu; eu e o Pai somos um, e a harmonia permanente é o que, de fato, constitui a Verdade”. Tão logo tenhamos tempo e condição para um reconhecimento desta natureza, dediquemo-nos a ele, pondo fim à ilusão de uma vez por todas. Não devemos permanecer presas do “hipnotismo de massa”, com pensamentos do tipo: “Mas eu não poderia ter agido daquela forma, eu estudo a Verdade”, etc. Se possível for, corte a “ilusão” de imediato; mas, como disse anteriormente, se de momento  não lhe for possível parar com tudo e meditar por alguns segundos, jamais alimente o que sabe ser ilusório, e, assim que possível for, reconheça Deus como Tudo e a Oniação como a única atividade real e permanente. Nunca se culpe de nada e nunca culpe alguém de nada! A suposta mente humana desejará mesmerizá-lo! É tudo que ela sabe fazer! Não ceda! Lembre-se de como Jesus reagia diante dela: com um vigoroso “Cala-te, Satanás!”. DEUS É TUDO! Esta Verdade é que deve sempre receber toda a sua atenção!

Continua..>

Deixe um comentário