CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XII
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O “perdão” poderá conter ideias com o seguinte teor central: “Perdôo a todas as pessoas, e perdôo a mim mesmo, por ter-me deixado envolver com as crenças em atritos e desavenças pessoais do mundo. Agora minha mente está clara! Vejo a Verdade de que a harmonia infinita reina entre todos os seres. Somos todos um com Deus, sendo, portanto, a harmonia a realidade única, infinita e permanente”. Se, durante este reconhecimento, alguma pessoa vier espontaneamente à lembrança, faça a meditação especificamente para reconhecer sua unidade com ela; caso não lhe venha ninguém à memória, não rebusque “trevas” para encontrar “luz”; considere que perdoou incondicionalmente a si mesmo, e a todos os demais com quem teve contato, e, sentindo-se inteiramente aliviado, pratique o “Silêncio” totalmente imerso na percepção de que DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ.
Num artigo da Ciência Cristã, William C. Coffman escreve o seguinte: “Quando ficamos tentados a fazer uma realidade do erro cometido por outra pessoa, estamos, sem o saber, alinhando-nos do lado do erro. Alguma crença na realidade do mal, que ainda não foi resolvida em nossa consciência, talvez nos disponha a crer que o erro de outrem é realmente a individualidade dessa outra pessoa. Resolve-se um problema humano, isto é, anula-se o erro, mediante o trabalho mental diário que se faz para si mesmo: e, nesse trabalho, acha-se incluído o deslindar em nosso próprio pensamento as tramas do sentido material”. Em suma, o principal é o Autotratamento, a nossa percepção de que a Onipresença de Deus exclui a possibilidade de existir qualquer outro fato, condição ou pessoa fora da Perfeição Absoluta ou fora da Oniação.
“Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” – esta Verdade deve permanecer em nós, enquanto nela permanecemos, pois qualquer desvio deste princípio absoluto será pura e unicamente ILUSÃO. A força de vontade e o anseio de vivermos bem com todos, apesar de louváveis e sempre serem desejáveis, não nos farão cumprir este objetivo de modo pleno, pois, sempre restará um senso de que somente “passamos por cima” de algo, o que não é o “perdão” verdadeiro. Mas são passos iniciais e benéficos a serem dados antes das “contemplações”. Será nelas que a “ilusão” de que há “pessoas” e de que há “desavenças entre pessoas” será dissolvida pela ação divina, e, caso você sinta dificuldade em meditar e deixar isto acontecer, “entregue a cena” a Deus, e fique “testemunhando” a ação divina, pelo reconhecimento: “O Pai, em MIM, dissolve o “inexistente” visto pela mente em ilusão”. Isto não é dualidade, mas um artifício, para que a “ilusão” fique sem qualquer apoio mental e se dissolva pela ação do Cristo, que é a ação do “Pai sendo VOCÊ”.