Dárcio
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PARTE XIII
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O “Caminho do Meio” é o caminho natural do estudante da Verdade, quando, então, ele divide parte do seu tempo para ser dedicado ao estudo e meditações, e outra parte para lidar com o “mundo das aparências”, exercendo nele influências positivas sem que se deixe dominar ou se contaminar pelo erro. Li, certa vez, que devemos ser como os raios de sol, que clareiam os pântanos mas sem neles se sujar! A dedicação plena às meditações absolutas, mais a aplicação da Ciência Mental como apoio, nos períodos entre elas, serão normas fundamentais para garantirmos a nossa paz. O Absoluto, evidentemente, já é a Realidade perfeita, onipresente e iluminada! Mas, quem ficaria o tempo todo unicamente em “contemplações”? Nem que fôssemos praticistas! Quando tomamos frases bíblicas, ou frases positivas, que endossam nossa vivência em Deus, confirmam a Verdade e negam o erro, mesmo que aparentemente estivermos “no mundo”, estaremos usando a Ciência Mental de forma conveniente, uma vez que estaremos amoldando o subconsciente, ou a “crença coletiva”, na parte que nos toca”, à Verdade estudada! Por exemplo, se no Absoluto já somos unicamente Deus em expressão, é evidente que, nesta condição consciente, tipo algum de “mentalismo” é necessário: seria, inclusive, impossível de ali ser praticado! Não há Deus algum afirmando a Verdade e negando a ilusão! Porém , apesar de reconhecermos nossa presença como sendo unicamente Deus, durante as meditações, logo em seguida, por nos dedicarmos às coisas e aos afazeres do mundo, estaremos puxando de volta a ilusória “mente humana”, ao agirmos e convivermos normalmente com os demais. Há pessoas que acham, em vista disso, que o estudo perde sua eficácia, quando me dizem: “De que me adianta meditar o Absoluto para reconhecer que a mente humana é ilusória, se, como você diz, terei de admiti-la novamente ao encerrar a meditação?” Mas, é justamente por isso que a Ciência Mental existe e deve ser empregada! Se a “mente humana é ilusória”, quando eu afirmo, com ela, que Deus é TUDO e que o erro é NADA, ou, quando eu afirmo citações bíblicas que confirmem a Verdade absoluta reconhecida nas meditações, ou seja, quando eu emprego os conhecimentos e recursos disponibilizados pela Ciência Mental, o que estarei causando, de fato, é a “anulação desta mente que é nada”, e “usando” ela própria para isto!
No Absoluto, vivemos a condição da Perfeição indefinível, que JÁ É! O que seria esta “perfeição” aos olhos da mente humana? Não seria jamais uma posição de neutralidade, mas de uma conceituação positiva, isto é, para a mente humana, a “perfeição que É, é entendida como “bem visível” ou “bem manifestado no mundo”! A mente humana não verá uma pessoa sem a rotular de boa ou má, rica ou pobre, saudável ou doente! É a natureza própria desta mente ilusória o “julgar pelas aparências”! E é por isso que devemos afirmar unicamente o “bem” e negar convictamente o “mal”. Não significa, como querem alguns místicos, que estaremos dando “poder” à mente humana! A Ciência Mental usa conhecimentos que endossam, aos olhos desta mente, o que é a Verdade que reconhecemos como Absoluta! Se deixarmos de usar estes conhecimentos, por acreditarmos que estudamos o Absoluto, e não a “mente humana” , ou se considerarmos que tais ensinamentos são desprezíveis, estaremos nos expondo ao “mundo das aparências” sem deixarmos direções definidas na mente que nele “aparentamos” possuir! Ninguém, nem Jesus Cristo, viveu integralmente o Absoluto “neste mundo”, e nem tampouco isto se dá da noite para o dia! O estudo é absoluto, mas seus efeitos, na aparência, se mostram como um processo chamado por Paulo de “morrer diário”. Aquele que desprezar a Ciência Mental, enquanto neste processo, estará, como já disse, unicamente se expondo gratuitamente aos ditames descontrolados da “crença coletiva”; como “este mundo” é projeção, não da Mente divina mas sim da “mente humana”, este estudante poderá ter, em sua suposta vida humana, uma série de problemas que poderiam perfeitamente ser evitados, caso tivesse associado a Ciência Mental ao seu estudo do Absoluto.