CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XV
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Que significa fazer “uso correto” da mente humana? É o que veremos a seguir. A Ciência Mental explica que a mente humana, basicamente, é composta de “consciente”, 5%, e de “subconsciente”, 95%. Quando desejamos algo legitimamente nosso, é-nos ensinado que “este algo já existe”, e que, quando passamos esta ideia do consciente para o subconsciente, até saturá-lo com ela, tão logo a crença “eu não tenho” seja nele trocada pela crença “eu tenho”, — o que é feito com programações específicas–, haverá a manifestação visível deste “bem” mentalizado. A mente humana não tem realidade, como bem sabemos, uma vez que Deus é a Mente única, universal e onipresente! Entretanto, também “braços e pernas materiais” não existem, já que Deus é TUDO e Deus é Espírito! Mas, como aprendemos a fazer uso destes membros, nesta “ilusão de mundo”, igualmente devemos saber como usar a mente humana. É nesse sentido que precisamos conhecer a Ciência Mental! Ela terá sua participação para amoldar as crenças coletivas à Verdade absoluta que estudamos. E para isto, é necessário entendermos com precisão como isto se dará.
Já vimos antes que o que é a “perfeição”, no Absoluto, para a mente humana é o conceito de “bem” que ela retém. Que é a suposta mente humana? Uma crença coletiva no “bem” e no “mal”. A Ciência Mental explica isto, ou seja, que esta ilusão”, chamada “mente humana”, se mantém graças a meras crenças infundadas, divididas em conceituações de “bem” e de “mal”; portanto, se fizermos uso de afirmações do bem e negações do mal, estaremos endossando a Verdade que já É, na visão do Absoluto. Se na Realidade Deus constitui o Eu individual que somos, este Eu Perfeito é o único em manifestação como o Ser que somos! Que faz a suposta mente humana? Gera uma “aparência temporal” deste Eu Absoluto, e, faz com que a humanidade toda, mesmerizada por esta “aparência”, a assuma como se fosse imagem verdadeira! Por quê? Devido ao desconhecimento da Verdade absoluta de que a Mente ÚNICA é Deus; desse modo, acredita na “ilusão” de que a suposta “mente humana” seja mente verdadeira! Onde entra a “Mística” e onde entra o “Mentalismo”? A “Mística” entra em nossas “contemplações absolutas”, onde unicamente a Mente de Deus é aceita como presente e em manifestação onipresente. Com a “Prática do Silêncio”, feita com assiduidade e dedicação, esta Verdade reconhecida vai desmantelando a crença falsa de que “existe mente humana”. Nesta Verdade é que devemos permanecer! E onde entra o “Mentalismo”? Ele entra enquanto fazemos as concessões para estarmos “neste mundo sem pertencer-lhe”, como já vimos anteriormente! O estudo da Verdade é científico! Tudo é feito dentro de princípios e não ao acaso! Se sabemos que Deus é a Mente única, acharemos diariamente tempo para meditar e contemplar esta Verdade! A cada contemplação, a “luz da Verdade” irá dissolvendo as “trevas da ilusão”, e, este processo culminará na dissolução da “crença coletiva”. O ideal seria, realmente, que nos mantivéssemos cem por cento na Verdade , de que Deus é a Mente única, enquanto vivêssemos no mundo e entre as pessoas, em nosso dia a dia; porém, este ideal não se constatao na prática, o que nos deve fazer entender que será muito melhor “caminharmos junto de nossa adversária”, a suposta “mente humana”, de forma que a deixemos alinhada ou amoldada à Verdade, do que simplesmente a deixarmos livre e solta para nos influenciar hipnoticamente com suas sugestões que se nos mostram ora boas, ora más! Jesus disse: “E eu, quando for erguido às alturas, atrairei todos a mim”. Explicava que, a cada reconhecimento absoluto da Verdade, que fizermos, a que nos dediquemos, a “crença coletiva”, por ser puro “nada”, estará se enfraquecendo também para todos os demais seres, uma vez que a Consciência é única e comum a todos. Existe, portanto, esta Ação espiritual que, por si mesma, Se revela e “purifica” a suposta mente humana, enquanto esta, aparente e coletivamente, ainda se conserva como “crença coletiva”. Entretanto, como este processo de dissolução da “ilusão” não dá fim à crença imediata e coletivamente, até que haja um “despertar em massa”, o “mentalismo” nos servirá como “filtro” da crença em “mal humano” e como “transparência” à crença em “bem humano”. Em outras palavras, estaremos obrigando a “crença” a ser positiva para nós. A “Mística”, pela ação divina, dissolve a “crença no bem e no mal”, enquanto o “Mentalismo” confirma, na própria crença, a presença só do bem e a ausência só do mal”, até que toda a “ilusão” seja dissipada.
