Mary Metzner Trammell
Mas qual é a verdade sobre a dor? Simplesmente esta: há uma realidade que elimina completamente a dor, a realidade totalmente amorosa e potente chamada Deus. Esse Deus sempre presente conosco, e o único Princípio do Universo, é o Espírito. Você está a salvo da dor ao reconhecer como fato que você vive na totalidade do Espírito. Que sempre vivemos no conforto sagrado do amor de Deus.
Nada pode haver de exterior à totalidade do Espírito. No entanto, a dor sugere que há algo fora de Deus, o exterior onde você e eu aparentemente vivemos, queiramos ou não. Este “exterior” é uma interpretação do mundo conforme a mente mortal/material, uma armadilha cruel da qual acreditamos não poder escapar. É um lugar em que os prazeres materiais e as dores materiais, os altos e baixos materiais, os começos e os fins materiais nos agitam como a fragmentos errantes no meio do oceano. Lugar onde a matéria vem a ser ao mesmo tempo nosso criador e destruidor, nosso defensor e nossa queda. Um lugar em que o pé encontra sempre o escorregadio, o futuro sempre incerto. Um lugar onde a matéria reina.
A matéria, o oposto hipotético da mente onipotente, pretende ter inteligência formidável. Deseja falar-nos por meio de um sistema complexo com que os cinco sentidos físicos enviam informações a um cérebro material. Essa rede de matéria-a-matéria empenha-se em nos dizer exatamente como nos sentimos em dado momento. Informa-nos se estamos estimulados ou exaustos, contentes ou doridos, alegres ou irados. Com base nessas informações, essa assim chamada mentalidade materialista decide o que podemos ou não podemos, queremos ou não queremos fazer com cada momento de nossa vida.
Há, entretanto, como antes referimos, uma enorme e conspícua falsidade em tudo isso, uma falsidade que mostra como toda essa ideia de dor é ilusória. Essa falta fatal no raciocínio é a suposição infundada de que existe inteligência, substância ou realidade além ou em separado do ser infinitamente perfeito de Deus. Compreender que essa falta é uma falta é o âmago da reiteração da verdade sobre a dor. É o cerne de nossa compreensão de que você e eu somos realmente espirituais, não materiais. Afinal, como poderia uma substância estranha como a matéria introduzir-se na criação espiritual de Deus?
Jesus compreendeu, mais absolutamente do que ninguém, a verdade do ser real, inclusive a verdade sobre a dor. Em vista disso, foi capaz de curar enfermidades dolorosas e debilitantes, tais como a lepra e a epilepsia. Foi capaz até mesmo de vencer sua própria crucificação e de ressurgir do túmulo em que fora sepultado. A Sra. Eddy escreveu estas palavras sobre o ter sido a matéria decisivamente subjugada por Jesus: “Suas demonstrações do poder do Espírito virtualmente venceram a matéria e suas supostas leis. Ao caminhar sobre as ondas, comprovou a falsidade da teoria de que a matéria seja substância; ao curar pelo meio da Mente, eliminou toda suposição de que a matéria seja inteligente, ou que possa perceber ou expressar dor e prazer. Seu triunfo sobre o túmulo foi uma vitória eterna em prol da vida; demonstrou que a matéria não tem vida e provou o poder e permanência do Espírito”.
Os discípulos modernos do Cristo podem esperar seguir o exemplo do Mestre e comprovar “a falsidade da teoria de que a matéria seja substância”. Podem desafiar e eliminar a crença em matéria inteligente, em matéria que às vezes sente mal-estar, outras vezes bem-estar. Podem esperar pensar e agir mais, a cada dia, a partir do ponto de vista da totalidade do Espírito. Esse esforço constante lhe trará muitas bênçãos, muitas curas, muita exaltação espiritual! Trará o que um dos índices marginais no livro Ciência e Saúde denomina “Bênçãos provenientes da dor”: a recompensa por estarmos vigilantes e sermos fiéis ao Espírito.
Que importância terá, porém, essa porfia, se você pode tomar algum analgésico para dar “solução rápida” ao desconforto? Talvez seja útil, nesse ponto, perguntar para onde o levará o uso rotineiro de remédios materiais. Por exemplo, levá-lo-á a depender, mais de Deus? O pensamento se inclinará para a realidade divina? Haverá oportunidade de confiar absolutamente em Deus e de provar o quanto Seu amor está próximo, quanto é forte e sanador, e de assim glorificá-Lo?
Se a resposta a essas perguntas for negativa, talvez você queira abrir o coração para a oração como um meio poderoso de pôr fim à dor. E você poderá descobrir que, para você, a oração é bem mais eficaz do que milhares de remédios contra a dor que inundam o mercado, desde aspirina até acupuntura, desde fisioterapia até florais, desde hipnotismo até massagens e técnicas de yoga para “levitar”. Talvez você queira procurar, na Ciência do Cristianismo, de que modo estar livre da dor, como o fez recentemente uma amiga, ao dar à luz o primeiro filho.
Ela e o marido oravam havia meses antes da chegada do bebê, sentindo amor pela natureza ideal, espiritual, dos filhos de Deus. Por ocasião do parto, eles e a praticista da Ciência Cristã que os acompanhava em oração durante a gravidez, tinham absoluta certeza de que o bebê era filho precioso de Deus, que estava protegido e mantido em perfeição por seu divino Pai-Mãe.
Quando, porém, a mãe sentiu as primeiras contrações, subitamente temeu ser incapaz de suportar a dor, principalmente depois que as parteiras presentes a avisaram de que as contrações ficariam ainda mais fortes. Com cada contração, porém, o marido lhe garantia com muito amor que tudo estava bem. Falava-lhe em voz alta maravilhosas verdades cristãs, que muitíssimo a ajudaram. Ele repetia para ela, mais que tudo, “a exposição científica do ser”, em Ciência e Saúde da Sra. Eddy, exposição que conclui com esta frase sanadora: “Por isso o homem não é material; ele é espiritual”.
Pouco depois o bebê nasceu. As parteiras comentaram que foi um dos partos mais naturais e bonitos que já tinha visto. Acima de tudo, porém, impressionou-as a maneira como a mãe se portou durante as contrações. Disseram: “Você se acalmava assim que seu marido lhe falava sobre Deus”.
Não é de surpreender que as palavras do marido acalmassem a esposa. Eram palavras da verdade, palavras de amor. Antes que as parteiras se retirassem, naquela noite, duas delas levaram consigo exemplares de Ciência e Saúde. (A terceira já possuía um exemplar!) Agora, as três estão lendo o livro que, tal como a Bíblia, é famoso pela verdade que expõe. O livro que, pela primeira vez na história, declara a verdade absoluta sobre a dor: “… não há dor na Verdade, e não há verdade na dor”.