Encontro Consigo Mesmo-20

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio

PARTE XX
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Toda e qualquer identificação que fizermos com a suposta “mente humana”, ou com o mundo que ela aparenta conceber, é sempre identificação errônea. Há três fatores principais que nos tentam enredar nesta atividade “mesmérica” das crenças coletivas: 1.)-   sentimentos de culpa; 2.)- sentimentos de medo; e 3.)- sentimentos de ódio ou rancor. Os textos da Verdade nos conduzem à “identificação correta”, que é a admissão radical de que “Deus é o Eu que somos”, que “todas as Suas Obras são permanentes”, e que, enquanto aparentemente lidamos com este “mundo  de aparências”, “nada fazemos de nós mesmos”, nem de bem e nem de mal, porquanto estaremos conscientes de que “o Pai em MIM faz as obras!” E estas Obras são espirituais, eternas e perfeitas sempre! É de vital importância que mantenhamos em mente estes princípios, uma vez que, pela simples lembrança deles, evitaremos de nos envolver mais do que deveríamos com os aparentes atritos e confusões do dia-a-dia que, caso nos pegassem desprevenidos, poderiam nos arrastar presos a eles por um tempo enorme, deixando-nos imersos nos nocivos sentimentos de culpa, temor ou raiva. Tais sentimentos, como disse antes, exerceriam uma função de verdadeiros “ímãs”, prontos para nos atrair o “hipnotismo de massa”. Nestas situações, o “autotratamento” deve ser feito de imediato, através de um reconhecimento com o seguinte teor:
“Não sou culpado de nada! De mim mesmo, não sou nada, nada faço, nem de bem nem de mal, pois, sei que “o Pai em MIM faz as obras”, todas estas obras são permanentes, espirituais e perfeitas! Sei também que esta suposta “mente”, que se sentiu culpada, atemorizada ou enraivecida, não é a minha! Pois, está revelado, e é verdade: “Tenho a Mente de Cristo!”.

Por que é tão importante sabermos disso? Porque no contato diário com os demais, será inevitável que, num momento qualquer, inesperadamente, nos defrontemos com as pequenas confusões e  atritos! Se estivermos espiritualmente prevenidos, não deixaremos que tais “aves” em nossos ombros façam “ninhos”.  Devemos ser hábeis para detectar rapidamente a “ilusão”, cortá-la de imediato, fazendo com que todo o tempo, com ela perdido, seja o mínimo possível! Se, por exemplo, nos envolvermos numa discussão de 2 minutos, que isto, então, não nos ocupe  nenhuma fração de segundo a mais! Os supostos “atritos” não devem ser vistos como problemas, mas como “ajustes” naturais na suposta vida humana. De momento, talvez eles até possam  parecer alguma simples “disputa entre egos”; entretanto, somos essencialmente “um”; e, como sabemos, esta “unidade”, quando seguidamente reconhecida na “Prática do Silêncio”, acarreta “ajustes” neste mundo, decorrentes da influência das meditações e das mentalizações às quais nos dedicamos, sendo, portanto, naturais, benéficas e, inclusive, aguardadas. Por que são aguardadas? Porque o estudo promove mudanças internas na “mente humana”, e, estas mudanças internas se refletirão externamente, para que a “vida humana” se nos mostre melhorada “por acréscimo”, ou seja, “nada acontece por acaso”.

Continua..>

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