DÁRCIO
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PARTE XXVII
Se, com a “Fórmula Mágica”, rapidamente dois casos de alcoolismo foram desmantelados, o valor maior está, não no fato de a aparência ter sido transformada, mas, no fato de a Verdade ter sido reconhecida! Se a mente ficar presa apenas à “ilusão de cura”, esta alegria não poderá ser considerada uma alegria verdadeira! O real valor da prática da Verdade está na própria Verdade, ou seja , nos dois casos citados, “o ser espiritual perfeito” passou a ser reconhecido, e a ilusão, de que havia “duas pessoas” presas ao alcoolismo, se desfez! Nunca existiram tais pessoas! Eram ILUSÃO!
Este entendimento é de vital importância: a Verdade não cura “Filhos de Deus”; ela somente é “conhecida”, ou seja, os “Filhos de Deus”, para a Verdade, sempre são perfeitos, e a “prática da Verdade” está em “termos olhos para ver”, e não termos “intenções de curar”. Apesar de sempre encontrarmos a expressão“cura espiritual”, em livros sobre a Verdade, este ponto precisa ficar bem claro: “curar” é “enxergar a Verdade”, sem se deixar arrastar pela ILUSÃO de que “algo necessite de cura”. Se as duas pessoas citadas, que usaram a “Fórmula Mágica”, não a tivessem empregado para “eliminar a falsa visão da mente humana”, elas estariam, de fato, convivendo do mesmo jeito com “filhos de Deus perfeitos”, próximos a elas: porém, estariam sem vê-los, por estarem endossando a ILUSÃO de que “tinham se tornado “alcoolatras”. Portanto, que a “aparência de cura” seja realmente entendida, caso contrário, será meramente uma ILUSÃO sendo trocada por OUTRA!
Por isso é importante termos sempre em mente que “aparências”, boas ou más, são sempre simples “aparências”, e nunca a Verdade ali presente e manifestada. “Antes que Abraão existisse, Eu sou” – disse Jesus. Este é o “referencial iluminado” que precisa ser adotado radicalmente, para que sempre tenhamos em mente que “são permanentes as obras de Deus” e que, como Deus é TUDO, TUDO é permanentemente “perfeição absoluta”. Talvez, para as pessoas que praticaram a “Fórmula Mágica”, e puderam visivelmente constatar a “cura”, a alegria maior possa ter sido esta: a de ver “o problema desaparecer”; entretanto, apesar desta alegria ser sentida, o que deve realmente nos alegrar, é a VERDADE PERMANENTE, que já estava ali manifestada, eternamente mantida por Deus, e que, pela “visão correta”, pôde ser testemunhada também pela suposta visão humana, na forma de “cura”.
Muitas vezes as pessoas ficam presas às crenças de “cura”, e de tanto acreditarem que deverão ser curadas pela Verdade, acabam segurando a “aparência doentia”, como se fosse realidade! Aparências são aparências: tanto “antes da cura” quanto “depois da cura”! Nenhuma delas retrata o “ser real” em foco, subjacente a elas, e que é sempre o próprio Deus Se manifestando como “ser individual”, ou o Cristo, em todos. Nesse sentido, disse Jesus aos discípulos que se alegraram por “terem os espíritos” se lhes sujeitado: “Alegrai-vos porque seus nomes estão arrolados nos céus”… Não se deixava iludir pelas “aparências”, e queria deixar seus discípulos com esta mesma “visão correta” da Verdade que é permanente. Quando você estiver lendo, no “Sermão do Monte”, que deve “ser perfeito como perfeito é o Pai celestial”, o que deve entender, de imediato, é que “você” deve simplesmente ser quem VOCÊ JÁ É, o ser “além das aparências visíveis”, a “perfeição absoluta” do Pai, expressa como Filho, independentemente de quaisquer que possam ser as “imagens fraudulentas”, geradas sobre você pela suposta “mente em ilusão”.
