E OS MARES MENTAIS POLUENTES
Dárcio
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Como Deus é Tudo, o “Campo Absoluto” é a Realidade perfeita, pura, plena e onipresente. Entretanto, cada ensinamento ou denominação “deste mundo” carrega em si o seu “mar relativo” dentro do Absoluto, ou seja, cada um traz um “campo energético próprio”, formado pela mente de seu fundador e dos supostos seguidores. Quanto mais elevado e absoluto for o ensinamento, mais elevado será este “mar específico” de cada um.
O mundo apresenta uma quantidade imensa de ensinamentos, religiões e denominações. Como eu disse, cada qual traz em si o seu “campo específico”, que é facilmente detectado pela sintonia mental treinada. Em vista disso, quando alguém pega, por exemplo, um livro para ler, achando estar em companhia somente de um “texto”, ele de fato está, a partir daquele instante, aberto ao “campo específico” daquele ensinamento, isto é, está colocado imerso em seu “mar específico”, e, enquanto ele estiver lendo aquele livro, estará carregando, em seu subconsciente, o que existir de crença relativa dentro daquele ensinamento.
Os ensinamentos absolutos partem de DEUS como TUDO! Dessa forma, eliminam os “mares mentais” poluentes deste Oceano Puro. Por outro lado, os ensinamentos que levam em conta o “ego”, carregando, portanto, em si as “energias do mundo”, que são da natureza do ego, são, como sempre tenho exposto, algo semelhante a “veneno para ratos”, isto é, apresentam “queijo”, com o que atraem os “adeptos”, mas misturado aos “venenos”, que penetram subliminarmente na mente dos incautos, enquanto acreditam estar “ingerindo” puras “Verdades”, ou seja, “queijo”.
O ensinamento absoluto não fecha os olhos para o mundo, em termos de fingir que a manifestação ilusória não esteja presente; entretanto, jamais coloca na ILUSÃO qualquer vínculo com Deus ou com a espiritualidade! Jesus, por exemplo, foi claro: “Vós, deste mundo, não sois”. Mas, disse também que, ao buscarmos o Mundo Divino, do qual realmente somos, todas as demais coisas nos serão acrescentadas! Com isto ele também estava protegendo cada um dos “mares poluentes”, que são estes ensinamentos lotados de energias grosseiras, e que levam em conta o homem não em sua qualidade verdadeira, divina e absoluta, mas na de ser humano, dotado de livre-arbítrio, desejos instintivos e vontades pessoais! Quando alguém está preso ao mundo, e pretende estudar a Verdade, caso se depare com um ensinamento que lhe dê plena cobertura nestes seus apegos à carnalidade, logo ele ali escolhe ficar ancorado, por se sentir apoiado por um “mestre”. Entretanto, não poderia existir engano maior! E é quando o estudo da Verdade cai por terra, pois, entrando naquela “corrente mesmérica”, infiltrada de pensamentos impuros, sem que perceba, acaba se deixando contaminar por eles!
Cristo foi claro: a Verdade requer a renúncia ao ego, um “nascer de novo” para a Realidade celeste, para o Cristo em todos, em que não há “vontades pessoais” por haver a consciência de que “tudo é a Unidade Perfeita”, ou seja, Deus, o Absoluto onipresente. Os ensinamentos absolutos trazem o “Campo do Absoluto”; já os ensinamentos relativos trazem o “campo do relativo” que, justamente por ser relativo, traz juntamente as “energias do mundo”; porém, nem todos estes “campos mentais” são prejudiciais! Quando não são? Quando trazem ensinamentos mentais integralmente condizentes com a Verdade absoluta! Como exemplo, podemos citar a Unidade, que apresenta a Verdade absoluta dentro de uma visão também relativa e prática, mas sem jamais endossar “vontades pessoais”, “desejos instintivos” ou “preferências do ego” como algo ligado à espiritualidade.
O Caminho é absoluto: “Eu Sou o Caminho”! Sem “ego” dando as cartas! Quando Deus é buscado sem desvios, permanecemos no Oceano do Absoluto; e, sem mesmo que o notemos,“todas as demais coisas”, do suposto “mundo de aparências” são-nos naturalmente acrescentadas”, segundo as necessidades específicas de cada momento.
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