Dárcio
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Deus é Tudo e Deus é Onipresença; logo, a Perfeição é a totalidade da Existência. Quando estas Verdades são reconhecidas, as crenças dualistas vão sendo deixadas, e, tais crenças falsas, assim erradicadas, são vistas como “curas”. Na verdade, as chamadas “curas” nada mais são do que DEUS sendo reconhecido como presente em algum lugar, da suposta mente humana, em que aparentava estar ausente.
Não há ausência de Deus em parte alguma da Existência. Se, para a mente humana, isto é aceito, não passa de crença falsa, sem realidade e sem substância. A admissão incondicional de Deus como TUDO é a base deste estudo, uma vez que lidamos com “crenças mentirosas coletivas”, ficções aceitas pela massa iludida como fatos reais. Enquanto parecermos lidar com “este mundo”, estaremos, aparentemente falando, lidando com a “mente humana”, em que estas crendices atuam como sugestões hipnóticas; por esse motivo, as “contemplações absolutas”, precisam ser feitas a partir de Deus como Tudo, e feitas com o nosso reconhecimento dedicado de que
“unicamente Deus é Mente”.
Quanto maior nossa dedicação às interiorizações, que são nossa identificação com o Reino da Verdade, em nós mesmos presente como Consciência iluminada, maior será a dissipação de crenças coletivas que vinham nos influenciando em termos de subconsciente humano.
A Bíblia relata a cura de um lunático, feita por Jesus, após seus discípulos terem fracassado. Quando o pai do menino disse a Jesus sobre a falha dos discípulos, Jesus respondeu: “Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei ainda convosco e vos sofrerei? Traze-me cá o teu filho” (Lucas, 9: 41). Em seguida, a Bíblia diz:
“E, quando (o menino) vinha chegando, o demônio o derrubou e convulsionou; porém Jesus repreendeu o espírito imundo, e curou o menino , e o entregou a seu pai”.Desta passagem, devemos entender o seguinte: Jesus estava consciente da Onipresença, enquanto seus discípulos estavam ainda na dualidade, tentando usar poder do bem contra poder do mal. Que é um “espírito imundo”? Uma “mentira” se fazendo passar por “verdade”; uma “ausência” se fazendo passar por “presença”. Que era o “menino” trazido pelo pai a Jesus? Para o pai, era seu filho possuído por demônio; para os discípulos, era a mesma coisa! Um menino, filho de pai humano, possuído por demônio. Para Jesus, era unicamente a “presença de Deus”. Se você visse a cena, como a traduziria?
“Ó geração incrédula e perversa!”, disse Jesus. Que estava dizendo? Duas coisas: uma, que não estavam vendo a Onipresença divina expressa como o suposto “menino”; a segunda, que se estavam vendo o “mal”, é porque ainda traziam neles mesmos a “crença no mal”.
Estudar a Verdade é treinar esta atitude crística: reconhecer unicamente DEUS como Presença, tanto em SI como no próximo, o que deve EXCLUIR, de nossa aceitação, a “crença no mal”, tanto em nós mesmos quanto no próximo! DEUS É TUDO, e, todas as imagens hipnóticas, que mostram “existir” o bem e o mal, são NADA! Se meditarmos, reconhecermos o BEM ABSOLUTO ONIPRESENTE, e, logo em seguida, sairmos ao mundo para reclamar de tudo, do mau negociante, do mau governante, dos males que nos incomodam, ou incomodam alguém, estaremos sendo “incrédulos e perversos”, pois, o que aceitamos através das meditações acaba sendo negado posteriormente. Nesse caso, estaremos com a “mente dos discípulos”, e não com a Mente de Cristo, e, não é preciso pensar muito para descobrir o motivo pelo qual a chamada “cura” aparentemente não acontece! Jesus orava e alimentava sua convicção absoluta de que Deus, o Bem absoluto, é Onipresença! Assim, quando “repreendia o mal”, aquilo era feito não como “batalha entre poderes”, mas, como LUZ se aproximando de SOMBRA.O encontro da Verdade com o erro provocou a “quimicalização”, na forma de queda e convulsão do menino, com a “desintegração da ilusão” que resultou na chamada “cura”.
