Onde Há Amor Não Existe Carência-2

ONDE HÁ AMOR
NÃO EXISTE CARÊNCIA
DeWitt John
-2- 

Por vezes, a pretensão inicial de carência concentra-se em não se saber exatamente o que fazer – falta de um sentido de direção. No entanto, a completa disposição de trabalhar com Deus em espírito de oração, depositando irrestrita e inabalável confiança em Deus, ilumina o nosso sentido espiritual. Então estamos preparados para ouvir a orientação da Mente onisciente; estamos prontos para responder àquelas intuições celestiais que nos mostram o caminho certo a seguir.

Ou então, o obstáculo parece ser uma opinião negativa a nosso próprio respeito: a falta de um sentido de valor. A Ciência Cristã soluciona tal coisa – não com edificar um sentido mortal do eu com base num ego humano, mas com despertar-nos para perceber o domínio, a pureza e a glória da natureza real do homem como representante de Deus.

Quanto mais aprendermos da plenitude e da perfeição do Amor divino, tanto mais claramente reconheceremos a grandeza e o valor do homem como ideia de Deus. E essa é a nossa verdadeira identidade agora, apesar do que o sentido mortal atesta. Realmente não somos entes finitos em luta para progredir, impelidos pelo egotismo ou pelo medo mortal. Dado a ele por Deus, o homem tem um eu espiritual que se desdobra sempre devido ao incessante impulso carinhoso da Alma infinita, ou Mente.

Para o sentido mortal, o que se faz premente parece ser solucionar a falta de emprego. Para o sentido espiritual desperto, porém, há este reconhecimento, como Mary Baker Eddy o coloca: “O homem é a expressão do ser de Deus”. Claro é que a “expressão do ser de Deus” não pode estar senão empregada – não pode estar senão perpetuamente ativa; nunca está separada do propósito e das capacidades que lhe foram outorgados por Deus nem excluída da oportunidade de expressá-los. O homem nunca poderia ficar separado de realizar o propósito divino, para o qual Deus o criou.

O homem pode parecer estar à procura de maior quantidade de substância. Contudo, a Ciência Cristã demonstra que a substância do homem é imensurável porque é, no seu sentido mais original, o Espírito infinito e o Amor ilimitável. A substância real do homem nunca está confinada à matéria nem cerceada pelas circunstâncias materiais. Irrompe através desses limites ilusórios de concepções finitas, porque existe no Deus infinito e pertence ao Deus infinito. Como a Sra. Eddy explica: “A Alma tem recursos infinitos para abençoar a humanidade e a felicidade seria alcançada mais facilmente e estaria mais segura em nosso poder, se a buscássemos na Alma”.

Que dizer de uma aparente falta de iniciativa, de motivação, de vigor ou do poder espiritual que salva e cura? Quem ou o que pode resistir às energias infinitas do Amor? O que poderia, alguma vez, reduzir à inatividade a oniação da Mente, as forças incomensuráveis da Alma? Pontos de vista limitados a respeito de nosso Deus infinito precisam ceder à percepção engrandecida de Sua ilimitada bondade e de Seu ilimitado poder, percepção de que Deus governa incontestavelmente Sua criação, e de que o homem expressa a inteligência e as energias divinas.

A única conclusão possível, na Ciência Cristã, é a de que as energias da Verdade, contra as quais não pode opor-se coisa alguma, estão sempre a se expressar na economia divina – com espontaneidade, de modo frutífero e com poder irresistível. Os recursos ilimitados da Alma manifestam-se para sempre no cumprimento do propósito eterno de Deus de expressar a Si Próprio, e isto pode ser comprovado mediante a Ciência dó Cristo, em nossa vivência no presente.

Essa oniação, essas forças espirituais, essas energias divinas, esses recursos ilimitados do bem – todos eles estão agora e eternamente manifestados na própria auto-expressão do Amor divino e essa auto-expressão é o homem. Nessa verdadeira identificação de quem e do que somos e de quem e do que são todos os demais, encontramos a realização de nosso ser individual. A carência cede lugar à abundância, e o medo cede ao domínio e à satisfação espiritual do homem.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Maio 1983)

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