Dárcio
O estudo da Verdade é a “prática da Verdade”; a prática da Verdade é o reconhecimento de DEUS como TUDO: a única Presença, o único Poder, a única Atividade e a única Substância em evidência. Este texto, “VER É SER”, é um alerta quanto a isso tudo, uma vez que erradica o dualismo e revela a unidade “percepção como manifestação”.
Diz a autora: “A Consciência que percebe a Verdade é a própria Substância, Forma e Atividade do que é percebido”. Mais adiante ela diz: “Fora de sua Consciência não há mais nada que possa se revelar. Realmente, ver é ser aquilo que estiver sendo visto. Esta compreensão nos faz discernir o ver na qualidade de ser, a revelação na qualidade de manifestação: tudo é simultaneamente Um”.
Os diversos textos sobre a Verdade revelam que DEUS É TUDO e que o chamado “mundo material” é o VAZIO: pura ILUSÃO ou NADA. Isto porque a Consciência é Deus, é Uma, e é a Consciência de todos e em todos. Por que Jesus disse que o “Reino de Deus está em nós”? Por ser a única presença como a Consciência infinita e iluminada que somos. Estas verdades requerem contemplação absoluta e radical. Ninguém pode despertar de um sonho excluindo somente o que dele é tido por desagradável: o despertar é radical! Medite e exclua a possibilidade de haver “mundo material” e faça sua identificação com a Consciência que unicamente percebe a Onipresença. Todos os princípios espirituais, juntos, formam a base a ser utilizada para este discernimento de que “VER É SER”. O que “vemos”, descartada a ilusória “mente humana”, é o que “somos”, porquanto a Existência é UMA. Por este motivo, quando a Consciência “percebe ALGO”, ela própria é a Substância, Forma e Atividade deste “ALGO PERCEBIDO”. Este discernimento é a revelação absoluta de que “TUDO ESTÁ FEITO”, quando não mais o suposto “mundo de aparências” é levado em conta, uma vez que toda a atenção fica focada em “nós mesmos”, em “nossa Consciência”, que é Deus, ao lado de que, “nada existe”. Portanto, se nossa atenção estiver numa “árvore”, esta, em termos absolutos, estará sendo a Consciência que somos; se nossa atenção estiver numa “pessoa conhecida”, esta, em termos absolutos, estará sendo a Consciência que somos. “Naquele dia conhecereis, eu estou no Pai, vós em mim e eu em vós”, disse Jesus. Falava desta Verdade que estamos conhecendo, não intelectualmente, mas espiritualmente, e por meio de “contemplações” radicais e absolutas!