IDENTIFIQUE-SE COMO SENDOUNICAMENTE O CRISTO
Dárcio
Suponha que um professor chegue à escola para dar aula e alguém o tente impedir, dizendo-lhe: “Você não é professor!”. Qual seria a atitude dele, diante de uma afirmativa mentirosa desse tipo? Ficaria encolhido, quieto, acomodado, aceitando passivamente aquela negação de sua condição verdadeira de professor? É óbvio que não! Ele se indignaria, repudiaria a mentira, tiraria em exibição as provas de sua identificação profissional e faria valer os seus direitos! A mesma coisa, e com muito mais veemência, deve fazer o estudante da Verdade, em sua admissão e identificação como “Cristo”. Isto porque o mundo não aceita a Verdade sobre nós, enquanto, através de uma avalanche de conceitos e mentiras, repudia a visão correta de nossa real identidade crística, ou a de nossa presença segundo o que realmente somos, do ponto de vista de Deus.
Unicamente a visão iluminada pode dar testemunho do que somos. Por isso, ao ser reconhecido por Pedro como sendo o Cristo, Pedro foi lembrado por Jesus de aquela Verdade não lhe ter sido revelada pela mente humana (carne), e sim pela presença de Deus nele (Mente divina).
O Cristianismo é a revelação do Cristo como a identidade real e eterna de todos nós. “Cristo é tudo em todos”, disse Paulo (Colossenses 3; 11). Esta identificação correta requer renúncia total à incorreta, ou seja, à errônea identificação de nossa existência com humanidade, com seres nascidos, mutáveis ou mortais. “O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é Espírito”, diz a Bíblia. Não temos duas identidades, uma crística e outra humana! “Quem me vê a mim, vê o Pai”, disse Jesus. E, foi esta a visão de Pedro, quando identificado com a Mente divina! Olhando para Jesus, disse-lhe: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”.
Enquanto você não se identificar unicamente com o que VOCÊ É, abrindo brechas de aceitação da ilusão mesmérica, estará acomodado à mentira como ficaria aquele professor, caso não tomasse providências para comprovar que, de fato, era professor! A única diferença está em que esta “prova da Cristicidade” é feita dentro de você, através de um trabalho interior que faça calar toda a mentirada a seu respeito! Nesse sentido, estudar a Verdade é VOCÊ SE IDENTIFICAR COMO SENDO UNICAMENTE O CRISTO, dentro de você mesmo, através de atitudes mentais e místicas que façam valer sua real identidade. O mesmerismo lhe chega através da suposta “mente humana”, mas “temos a Mente de Cristo”, revela a Bíblia. Assim, afirmar a “Mente real” e negar a “mente falsa” são os passos iniciais, e, para isto, contamos com a Ciência Mental, que nos explica como lidar com a ilusória mente humana enquanto estudamos e contemplamos a Verdade Absoluta de que “Deus é Tudo”. As “mentalizações”, que fazem uso de afirmações da Verdade e negação do erro, são instrumentos de erradicação de crenças coletivas não condizentes com a Verdade. Exemplificando, se afirmamos “Sou saudável; a doença não existe!”, preparamos campo para a Verdade absoluta de que “Deus é o ser que somos”, enquanto parecemos estar usando “mente humana”. As repetições e programações mentais atuam nas crenças coletivas enraizadas em cada um, todas falsas, permitindo a presença unicamente de ideias ou conceitos que correspondam à Verdade. Se em Deus nunca somos “seres doentes”, este Fato absoluto, através da Ciência Mental, é afirmado, repetido e trabalhado, até que não mais fiquemos cegamente à mercê da “ilusão de massa”. Há autores que menosprezam e até condenam o “mentalismo”, como se fosse prática abominável, e, dessa forma, a “ilusão de massa” deixa de ser combatida, em seu lado negativo, dentro da própria crença e pelo próprio estudante! Tais autores pregam unicamente a “contemplação” sem uso da Ciência Mental, contando unicamente com a identificação direta com o “Eu divino”. De fato, a “contemplação” é o Caminho! Porém, uma coisa não exclui a outra, uma vez que a ação mental e a ação contemplativa trabalham numa só direção! É certo que, a cada “contemplação absoluta”, nos desvencilhamos das crenças coletivas; mas, também é certo que, se empregarmos o “mentalismo”, a manutenção dos efeitos contemplativos na vida cotidiana será facilitada. Portanto, devemos nos identificar como sendo o Cristo, afirmarmos esta Verdade, negarmos toda e qualquer ideia de que somos “seres humanos” e, dedicadamente, entrarmos na “Pratica do Silêncio” para contemplarmos o que mentalizamos. Este é, no meu entender, o estudo completo e a maneira mais eficaz de alguém “permanecer em MIM” ou poder dizer, como disse Paulo: “Não sou mais eu, o CRISTO vive em MIM”.
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