Dárcio
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O estudo da Verdade não é um fardo, mas o alívio imediato de todos eles. O estudo é uma Auto-Revelação divina, e não o cumprimento de objetivo “humano” de se iluminar! Se existe unicamente Deus, QUE OUTRO SER PODERIA ESTAR SENDO A SUA IDENTIDADE?
Se um diamante legítimo estivesse sendo confundido com um falso, teríamos de anular o falso para termos o verdadeiro? Não; bastaria a percepção imediata de que apenas o verdadeiro é o existente. Esta é a base de nosso enfoque: EXISTE SOMENTE DEUS! O suposto ser humano, dotado de mente humana e desejoso de conhecer a Verdade, este é um impostor! Talvez ele até estivesse dando-lhe a impressão de ser você! Entretanto, DEUS É VOCÊ! Caso contrário, a ONIPRESENÇA seria uma mentira!
Aparentemente falando, um impostor vinha se fazendo passar por você. Este “ser ilusório”, tal como um espectro, parecia ocupar o local em que Deus está agora ocupando para ser VOCÊ. Como anular este impostor? Crendo em sua existência? Aceitando que ele, além de ter nascido, vai crescer, morrer, reencarnar e evoluir aos poucos? Qual era a origem do diamante falso? Qual será o destino dele? AQUILO QUE É FALSO NÃO TEM ORIGEM NEM DESTINO, POR SER NADA! AQUI, AGORA E SEMPRE!
Há casos em que o impostor se diz “instrumento de Deus”, “servo de Deus”, “canal de expressão de Deus”. Poderia o imperfeito servir de instrumento para o Perfeito? Poderia o “nada” servir de canal para o TUDO? Poderia a sombra servir para expressar a luz? Se houver a percepção de que o suposto “imperfeito” é o Perfeito; de que o nada é o Tudo; de que a sombra é a Luz, equivalerá à percepção de que o suposto “diamante falso” já é o legítimo. Assim, em nosso caso, equivalerá à percepção de que o suposto impostor (ego) já é Deus.
Não dissemos que o “ego humano”,visto pela mente carnal, é Deus; dissemos que, pela admissão da nossa Mente como idêntica à de Cristo, discernimos nosso Eu Real, divino, exatamente “no ponto” em que este “impostor” parecia estar presente e sendo o nosso eu. Resumindo, a questão é “trocar de mente” e não de se anular algo que não existe.
Quando o deserto parece conter água do lago de uma miragem, o “impostor” (água) é percebido como sendo a areia (Realidade). A água apenas parecia estar presente para a “mente iludida”. A ideia de que seria preciso “anular a água” para vivenciar a presença da areia corresponde à descabida intenção de “anular o ego” para vivenciar a Presença de Deus sendo o Cristo como cada um de nós.
Assim, partimos radicalmente da Verdade Absoluta: DEUS É TUDO; DEUS É A TOTALIDADE DE “NOSSO” SER, AQUI E AGORA. Esta Revelação está em Colossenses; 3:11: “MAS CRISTO É TUDO EM TODOS”. A percepção de que não somos o “impostor” elimina pela raiz a culpa, o autojulgamento e a autopunição, fatores pertencentes a um mundo-miragem, desconhecido por Deus.
A base da percepção espiritual é a admissão incondicional da EXISTÊNCIA ÚNICA DE DEUS; pois, com ela, podemos dizer sem vacilar: DEUS É A ÚNICA CONSCIÊNCIA; DEUS É A CONSCIÊNCIA QUE EU SOU; logo, a CONSCIÊNCIA ILUMINADA ESTÁ SENDO A MINHA CONSCIÊNCIA!
Em Mateus 16:32, podemos ler: “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.”
