DEUS É TUDO, e isto somente pode ser discernido pela Mente de Deus. O estudo da Verdade se fundamenta neste fato: a Mente é Deus, e esta Mente está em constante atividade, tanto no sentido de ser a Mente única de todos como de estar discernindo a Verdade como a Mente de todos.
Muitos ensinamentos e artigos falam que precisamos “eliminar a ilusão da mente”; porém, mesmo que este linguajar possa de início ser didático ou útil, quando alguém começa a se interessar mais pelo estudo, chega um ponto em que ele se torna prejudicial, por não conter a Verdade absoluta de que unicamente a Mente divina tem realidade. Sempre vale lembrar que “a palavra mata e o Espírito vivifica”, pois o avanço na compreensão dos princípios, que é, na realidade, um avanço da influência da Verdade sobre as crenças até então aceitas por alguém, faz requerer cada vez mais um linguajar mais condizente.
Vários ensinamentos, inclusive a Bíblia, falam de forma dualista, quando encontramos palavras referentes a “duas mentes”: mente divina e mente humana. Mas não são palavras que contenham conteúdo real, uma vez que unicamente Deus existe, tem realidade e possui Mente. Quando alguém não demonstra um interesse mais profundo neste estudo, encontra, nestes ensinamentos dualistas, algo que satisfaz, e, mesmo que o linguajar não seja preciso nem absoluto, exerce, em sua vida, o benefício que ele procura. Nestes casos, ouvir que “a ilusão está em sua mente” o satisfaz, porque ele irá mudar a mente, procurar ser positivo e sintônico com a Verdade, e, desse modo, viver melhor. Mas para aqueles que só se satisfazem em Deus, buscando e discernindo o Reino de Deus, estes ensinamentos humanos ficam muito aquém do desejável, e, é quando os ensinamentos absolutos começam a exercer atração maior, e também um linguajar mais radical começa a ser aceito e reconhecido.
A Verdade é que “ilusão” não possui mente sobre a qual atuar! “Ilusão” é nada! Por esse motivo, a maioria dos autores absolutistas se firma na presença da Mente divina sendo a Mente individual, e aponta esta revelação como o foco principal no estudo. Em vez de alguém procurar “remover ilusão da mente”, irá contemplar a unicidade da Mente divina! Sendo única, é a sua própria Mente! E, o principal, esta Mente, por ser divina, já está discernindo a Realidade!
Sempre digo que este estudo parte de princípios espirituais revelados e jamais de aparências. O que está por trás disso é, de fato, a verdade de que “aparências” são a ilusão, e que não existem nem “aparências” e nem a suposta “mente que as vê”. Que é “ilusão”? Uma sequência de “nadas” mostrada por “mente que é nada”. Por isso, na “Prática do Silêncio”, devemos contemplar estas revelações, compreendendo, sem esforço algum, que “as imagens captadas pela mente ilusória não estão sendo vistas pela NOSSA MENTE, e que, se meditamos, objetivamos somente reconhecer a NOSSA MENTE, e a REALIDADE DIVINA permanentemente captada por ELA! Fazendo uma analogia, imagine alguém numa sala com a TV ligada e de olho numa novela, envolvido com as imagens dela; e então, entenda que, mesmo “mergulhado” na trama, ele tem, em “algum lugar”, a consciência de “estar na sala” e não “na novela”. Este “algum lugar”, em nosso caso, representa o REINO DE DEUS; e a “novela” seria o “mundo das aparências”. Quando este alguém entende que JÁ POSSUI a mente que sabe “estar na sala”, não mais lutará para “voltar a ela” por deixar as imagens da TV! É este o sentido, quando os artigos dizem que “em DEUS vivemos”: nunca estivemos fora de Deus ou em mundo material, assim como a pessoa, da ilustração, nunca esteve fora da sala ou em “mundo de novela”.
Transpor o sentido da analogia aos fatos espirituais possibilitará uma “contemplação da Verdade” eficaz e iluminada! DEUS É O HOMEM, E A MENTE DE DEUS É A MENTE DO HOMEM!