
.FÉ SIGNIFICA CONTEMPLAR
O “NÃO VISTO”
Dárcio
Se durante a “Prática do Silêncio” nos desviamos do mundo das aparências, para contemplar o Reino Absoluto em que DEUS É TUDO, em nossa vida diária dispomos da “fé” que nos leva a ter a certeza da Perfeição não vista como permanente. Quem estuda a Verdade deve estar preparado para não ver “tempestades” na aparência, mas sim reconhecer a “calmaria” da Realidade permanente. Como não ficaremos meditando o dia todo, deveremos ter períodos de treinamento desta prática em reconhecer a Verdade frente à ilusão. Quando as contemplações ficam bem definidas pela nossa assiduidade na “Prática do Silêncio”, as coisas “vistas” naturalmente seguem seu ritmo hamonioso de desdobramento em nossas vidas. Mas, como as crenças são coletivas, nada impede que repentinamente nos cheguem aparências tempestuosas! E será quando exercitaremos a “Mente de Cristo” que temos, reconhecendo unicamente a “calmaria” já presente no lugar da “tempestade”.
Há quem diga: “Eu sei que devo fazer isto, só que, vendo as aparências, elas me amedrontam e fico inseguro!” O erro, nesse tipo de argumentação, é a pessoa tentar “ter a fé” com a mente ilusória! “Temos a Mente de Cristo!” A primeira coisa a ser feita, diante de inesperadas aparências de imperfeições, é recordarmos: “Tenho a Mente de Cristo! A Mente que unicamente discerne as obras permanentes de Deus! A Mente que desconhece algo além de Deus!” A Mente de Cristo está constantemente em todos nós, contemplando unicamente a Realidade divina! Esta “presença” precisa ser exercitada, em momentos escolhidos para este fim, exatamente para podermos ter a segurança em sua aplicação, quando fatos indesejáveis e inesperados surgirem aparentemente diante de nós! São “aparências” e não a Verdade! E isto precisa estar bastante aflorado em nós! A Mente de Cristo discerne a UNIDADE PERFEITA, a HARMONIA ONIPRESENTE, A PERFEIÇÃO PERMANENTE. Portanto, fique atento e tenha bem claro estes princípios em sua mente, uma vez que será assim que você “vencerá o mundo”. Observe o “temporal” da ilustração acima; em seguida, observe o papel tranquilo, subjacente à pintura: irá notar que “o temporal” existia na mente que o reconhecia! Faça exatamente igual, com os “temporais” da vida!
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