Quando meditamos e contemplamos a Verdade da totalidade e unicidade de Deus, somente o que dura perpetuamente fica recebendo nossa total atenção e sendo observado. Este cuidado faz com que deixemos de nos identificar com a mente humana para nos integrarmos conscientemente à Mente divina, universal e onipresente. É por esse motivo que ensinamentos como O Caminho Infinito dizem que jamais devemos levar pessoas, doenças ou problemas às nossas meditações. A ilusão é barrada logo de início, quando passamos a contemplar unicamente o que “É” – sem deixar que a “casa se divida” entre Verdade e mentira.
Jesus orava e pedia ao Pai que o glorificasse; isto quer dizer o seguinte: nossas contemplações partem de Deus Se revelando como o Ser que somos, quando, então, a suposta mente humana fica aquietada e sem fazer qualquer esforço no sentido de que conheçamos a Verdade. É comum iniciarmos as meditações acreditando que a fraudulenta e ilusória mente humana seja a nossa. Assim, estas colocações, aparentemente dualistas empregadas no início delas, são úteis nesse sentido: evitam que achemos que somos mente humana ou que ela irá atuar de algum modo para que a meditação transcorra dentro da meta almejada: a percepção de que Deus e Filho são UM. O que “dura perpetuamente” é o que Deus faz, o que é Realidade, o que é Verdade. Dessa forma, quando meditamos a partir disso, pedindo que “o Pai nos glorifique”, estaremos, de fato, retirando toda a atenção daquilo que “não É”, e que apenas aparenta ser, para o que de fato “É”: o Reino de Deus onipresente, do qual fazemos parte agora e eternamente.
Faça das contemplações momentos de puro reconhecimento das Verdades absolutas! Permaneça aquietando a suposta “mente humana” e deixando que “o Pai o glorifique”. Isto evitará esforços mentais vãos, e fará com que suas contemplações realmente lhe sirvam para que possa se conhecer como já estando “revestido do Poder do Alto”. Você é glorificado discernindo espiritual e diretamente a Presença Gloriosa do Pai sendo exatamente a SUA Presença!