Tesouros da Metafísica-6

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

6

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 A realidade é constante e é constante a capacidade que o homem tem de percebê-la. Nem a realidade nem a capacidade de perceber tal realidade incluem quaisquer fatores flutuantes ou causadores de atritos. Ao pormos em ação o sentido espiritual, este age como um amortecedor contra os solavancos da experiência humana, harmonizando nossa vida e demonstrando a abundante bondade da realidade. Temos de tirar Deus de um céu distante, se O pusemos ali, e tornar-nos conscientes dEle como a própria presença em que vivemos. Deus é a origem e a totalidade de nosso ser—inteligência causativa, imaterial e sempre presente, que sustenta toda existência verdadeira e é o meigo e amoroso Pai-Mãe da criação.

(Mary Mona S. Fisher)

A frase de Cristo, “Eu e o Pai somos um”, retrata a Verdade Absoluta de que Deus aparece como cada ser individual. Esta é a “volta do Cristo” em cada um, a autodescoberta da própria natureza divina. Como descobrir esse Cristo em nós? Através da rejeição da mente humana e direta identificação com a Mente de Cristo.

Lemos, acima, que “a realidade é constante e é constante a capacidade que temos de percebê-la”. Esta frase é um “tesouro da Metafísica”, pois indica que existe uma Realidade perfeita, aqui presente, e que estamos nela, exatamente agora, e percebendo-A! Alguém poderia argumentar não estar percebendo nada! Por isso está dito que “temos a Mente de Cristo”, e que “Eu e o Pai somos um”. Cada um, considerando estas Verdades reveladas, deverá se identificar com elas de modo pleno, em práticas contemplativas silenciosas de percepção. Cada um deverá discernir espiritualmente sua unidade com Deus por si mesmo! E perceber que “possui a Mente de Cristo”. Isto é o que a autora diz, ao afirmar que “ao pormos em ação o sentido espiritual, este age como um amortecedor contra os solavancos da experiência humana, harmonizando nossa vida e demonstrando a abundante bondade da realidade”. A Mente divina, sendo Onipresente, já está em todos nós; intuir esta Presença, e aceitar Sua atividade como “nossa Mente de Cristo”, significa endossar nossa capacidade constante de perceber a realidade.

Esta identificação com Deus –  e com a Mente de Cristo –  é feita com total naturalidade: é algo que já é, um fato espiritual já presente. Eis por que não requer nenhum tipo de esforço! Espontaneamente nos ocorre esta percepção, e é quando também notamos que, realmente, ela nunca deixou de existir: é uma percepção constante e permanente de nosso ser real, que jamais foi “matéria”, jamais foi alguém “deste mundo”.

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Tesouros da Metafísica-5

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

5

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A demonstração é, em essência, a mostra de Deus, ou o bem. É o aparecimento do ser real, a exposição ou descoberta, para o sentido humano, do que é verídico e divino. Por outro lado, o pecado, a doença, a mortalidade expressam a crença de que a mente carnal possa demonstrar-se, ou manifestar-se. Cada vez que ocorre a cura espiritual, tal alegação é refutada. A demonstração não origina uma nova situação, mas revela o que já está presente. Demonstrar é remover o véu que obscurece a Realidade espiritual presente. É trazer à luz o que sempre existiu e sempre existirá.

(Geoffrey J. Barrat).

O trecho acima assinala o princípio da chamada “cura espiritual”. O Universo real, este em que estamos e não vemos com os sentidos humanos, já é espiritual e perfeito. As imagens visíveis atuam como neblina, procurando ocultar esta perfeição presente. Se soubermos separar internamente este nevoeiro(quadro mental) da Realidade perfeita incólume, pelo reconhecimento constante de que a Mente divina é a Mente real e única que está em atividade como nossa mente, teremos o que na Metafísica chamamos de “demonstração”, ou seja, teremos a prova visível desta Verdade.

Nosso ponto de partida está no reconhecimento de que DEUS É TUDO COMO TUDO. Assim, contemplamos esta Verdade de que Deus é a Atividade única e onipresente. Continua Geoffrey J. Barrat: Ceder a Deus como a fonte da cura não é uma questão de ficar inativo, pensando: “Graças a Deus, não tenho de fazer nada”.Dar tudo a Deus não é uma ação passiva. Não significa tomar atitude neutra ou apática. É uma responsabilidade ativa, uma exigência de reconhecer constantemente que “a Mente divina é o sanador científico”. Nossa ocupação é aguçar o sentido espiritual, a fim de discernirmos cura e demonstração.

O segredo é este: contemplarmos a perfeição já realizada, exatamente agora, apesar de todas as miragens ou nevoeiros parecerem ocultá-la de nossa percepção. Joel S. Goldsmith costumava orar da seguinte maneira: “Eu te agradeço, meu Pai. Tudo que de Teu Verbo espero é que rasgues o véu que me encobre a harmonia, que já existe. Aqui não estaria eu na expectativa de ouvir a Tua Voz se acreditasse na existência duma desarmonia, duma discórdia”.

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Tesouros da Metafísica-4

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

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Jamais a Inteligência Infinita “pensa” sobre Si mesma como sendo humana; antes, acredite nisso: se você “partir da ideia” de que é um ser humano, naturalmente irá também assumir o corpo como inteligente, dotado da capacidade de pensar; que seu nariz pode cheirar, que seus olhos podem ver, que sua língua pode degustar, que suas mãos podem tocar e sentir. Isto não é Verdade, não é verdadeiro.

Sua língua, de si mesma, jamais sentiu gosto; seus olhos jamais viram, seu nariz jamais cheirou, e seus dedos jamais tiveram sensação de tato. Somente a Consciência é percepção; somente a Consciência pode perceber. Quando você inicia com a Percepção, somente, não estará se voltando a órgãos, a um corpo, esperando que eles lhe digam algo, ou que lhe façam algo, assim como você não fica esperando que uma folha branca de papel possa lhe dizer quão perfumada é uma rosa!

Se seus olhos lhe parecerem estar com problema, e você, por acreditar “estar” com a “visão comprometida”, estiver tentando “curá-la”, nunca será bem-sucedido. Entretanto, se “partir da ideia” de que a Inteligência Infinita aparece como Tudo, como a Presença-Eu-Único, repentinamente você poderá vir a constatar que seus olhos estarão vendo melhor do que nunca. O mesmo se aplica a qualquer outra situação. Jamais parta de algum problema; em vez disso, “comece” com o Todo aparecendo como tudo, e não existirá nenhum lugar, nenhuma identidade para ter qualquer “problema”.

(Alfred Aiken)

A Verdade divina, diz a Bíblia, é “loucura para os homens”. A matéria é vista como real, quando Deus, o Todo, é Espírito! Neste texto, Alfred Aiken fala sobre como devemos encarar as situações ilusórias de problemas. Não devemos ficar analisando se, para a mente humana, as mensagens são lógicas ou absurdas! As curas de Jesus aconteciam, mas eram “absurdas”! Casos de cegueira, lepra, paralisia, e tantos outros, cediam espaço ao conhecimento da Verdade que ele demonstrava possuir. O mesmo Poder nos está disponível, aqui e agora. Cada artigo metafísico nos ensina a aprimorar o “acesso” a esta Poder, pelo reconhecimento pleno e absoluto de sermos Um com Ele.

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Tesouros da Metafísica-3

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

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Tudo que aparenta ser material, ou matéria na forma, acabará por ser visto como “nada”. E a chamada mente mortal (ou humana) se revelará, como já o vem fazendo, como não-inteligência, em vez de inteligência. Assim, ela também passará, sumindo na nulidade que sempre esteve sendo. O que parece ser um universo material, estrelas, planetas, etc, passará, assim que percebermos que a matéria não existe. Há a crença em leis materiais governando a matéria, bem como uma crença em inferno e em paraíso mentais. Tudo isso passará, pela conscientização de que cada um de nós é seu próprio céu, e que o inferno não existe.

Precisamos saber que tanto não há céu mental quanto não há céu material. Passamos a ver além disso tudo! Vemos que o Céu único que existe é nossa própria Consciência. E vemos também que esta é a mesma Consciência de tudo e de todos em existência. O Evangelho de Tomé registra estas palavras de Jesus: “Este céu passará, e passará aquele acima dele. Os mortos não estão vivos e os vivos não morrerão. No dia em que vocês devoraram os mortos, tornaram-nos vivos; quando chegarem à luz, que irão fazer? No dia em que eram um, vocês tornaram-se dois. Mas, se têm-se tornado dois, que irão fazer?”

Jesus se refere à matéria como o “morto”. Está, de fato, nos dizendo: Nos dias em que vocês pareceram ter caído no sonho, quando a miragem apareceu como matéria, deram a ela a totalidade da vida, aceitando-a como real. A matéria jamais teve vida em si mesma! A única vida que ela usou, para parecer existir, foi a vida que vocês lhe deram, pela aceitação de sua presença! Fizeram, desse modo, com que o “nada” parecesse ser alguma coisa; então, vocês eram o um, ou aparentaram ser o um, no sonho que lhe deu vida. Porém, ao chegarem à Luz, quando a Luz, que é Deus, for revelada como sendo a Consciência de todos, saberão que não existe matéria para ter vida ou para se tornar viva. Tampouco existe matéria para se tornar morta.

Você já era aquela Mente única, aquela Consciência única, mesmo quando pareceu ter nascido. No “nascimento”, pareceu ter-se tornado dois: Vida e corpo, Alma e corpo. E veio a aceitação de Deus e homem, o dualismo. Ao parecer ter-se tornado dois, que fez você? A Identidade divina, eterna e gloriosa, que você sempre esteve sendo, que você relembrou existir, simplesmente insistiu em Se autorrevelar como seu próprio Ser. E é isto o que está ocorrendo exatamente agora. Isto é o que nós fazemos, mesmo quando parecemos ser dois.

(Marie S. Watts)

Este artigo, de Marie S. Watts, sintetiza toda a Revelação Absoluta de que dispomos. O mundo real é Espírito, Consciência! Não existe o mundo material com seus nascimentos e mortes! Uma miragem coletiva é aceita no lugar da Realidade! Somente pelo despertar do “sonho” teremos a visão deste Paraíso! Ele está aqui e agora! É o ÚNICO Universo presente! Mas, somente pode ser contemplado pela Mente que é Deus! Esta é a importância de, em primeiro lugar, reconhecermos a nulidade da mente humana, para assumirmos a Verdade de que “temos a Mente de Cristo”. Com ela, as Verdades aqui reveladas serão prontamente reconhecidas e intuídas como verdadeiras.

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Tesouros da Metafísica-2

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

2

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Quando Jesus acalmou a tempestade, dizendo: “Paz, sê quieto!”, sabia que não estava dissolvendo ou expulsando uma tormenta. Antes, ele estava consciente da totalidade, da UNICIDADE daquilo que estava, e está, presente. Ele sabia que a própria Presença do Amor, Alegria, Paz universais, elimina a possibilidade da presença de qualquer ameaça à Vida, Mente ou Consciência. Em outras palavras, Jesus sabia o que estava presente. Sabia também que somente o que estava presente é Poder. A Perfeição estava, e está, sempre presente. Assim, jamais poderia haver uma tempestade, ou algo que parecesse ser destrutivo.

Este é nosso dizer: “Paz, sê quieto”, endereçado a tudo que aparente ser destrutivo, seja como ameaça à Vida, à Alegria, Paz, Abundância, etc. Nós, como ele, podemos dizer: “Paz, sê quieto”. Desse modo, aquilo que está presente, será evidenciado. Somos a Mente que estava em Cristo Jesus; inexiste outra mente que pudéssemos ser! Assim, nós sabemos exatamente o que ele sabia, e sabe. Nosso “paz, sê quieto”, é nosso conhecimento—nossa percepção—de que a Perfeição, somente, está presente; a Perfeição, somente, é Poder; a Perfeição, somente, reina. Naturalmente, esta é apenas uma outra forma de se dizer: Deus é Tudo; Tudo é Deus.”

(Marie S. Watts)

A Metafísica absolutista vem revelando a Verdade absoluta. Precisamos deixar de lado a mente humana, seus “quadros ilusórios” e seus supostos “poderes”. A Mente ÚNICA, Deus, precisa ser reconhecida! E, reconhecida como de fato ÚNICA! Os problemas não são  pessoas ou condições, supostamente vistas isoladamente. Cristo disse: “Eu venci o mundo”. É o mundo ilusório que precisa ser vencido! Não com lutas físicas ou mentais, mas com o firme e suave reconhecimento de que o Universo da Realidade é único e perfeito.

Marie S. Watts comenta o episódio em que Jesus acalma a tempestade. A intenção não era a de utilizar um poder superior para acalmá-la, mas de utilizar seu conhecimento de que a Perfeição é a Verdade onipresente! Não se deteve em analisar o suposto temporal, mas, sim, em fazer valer a Verdade absoluta de que DEUS É TUDO! Com a Mente de Cristo, a Perfeição é discernida facilmente! Esta é a nossa Mente única! Paremos de aceitar imperfeições para, depois, orar na expectativa de corrigi-las! Reconheçamos que a Mente divina é nossa Mente atual, e que Ela discerne somente a Perfeição total!

O mundo inteiro da matéria é uma ilusão de massa! Uma imagem holográfica mostrada pela suposta “mente humana!” Passamos a “vencer o mundo” quando encaramos esta Revelação de modo radical e permanente! Assim, como diz o texto, diante de quaisquer aparências ilusórias, estaremos dizendo “Paz, sê quieto”, com o nosso Sentido espiritual aguçado, aflorado e fixo à Perfeição absoluta sempre-presente!

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Tesouros da Metafísica-1

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

1

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O homem é a expressão do ser de Deus. Se alguma vez tivesse havido um momento em que o homem não expressasse a perfeição divina, então teria havido um momento em que o homem não teria expressado Deus, e, por conseguinte, um momento em que a Divindade teria deixado de ser expressa, isto é, teria ficado sem entidade. Se o homem perdeu a perfeição, então perdeu o seu Princípio perfeito, a Mente divina. Se o homem alguma vez tivesse existido sem esse Princípio perfeito ou Mente, então a existência do homem teria sido um mito.

As relações entre Deus e o homem, o Princípio divino e a ideia divina, são indestrutíveis na Ciência; e a Ciência não concebe um desgarrar-se da harmonia, nem um, retornar à harmonia, mas sustenta que a ordem divina ou lei espiritual, na qual Deus e tudo o que Ele cria são perfeitos e eternos, permaneceu inalterada em sua história eterna.

(Mary Baker Eddy)

O trecho acima revela o ponto em que devemos nos deter, se quisermos vivenciar a Verdade revelada. Não há duas existências: a divina e perfeita, ao lado de outra, humana e imperfeita. Esse dualismo é a ilusão, a aceitação de uma dupla existência, quando erroneamente nos posicionamos num ilusório referencial de existência, numa condição continuamente imperfeita, para ficarmos almejando sempre alcançar a perfeita.

Que é ilusão? É nada! A suposta aceitação de um fato inexistente! Ilusório! O ponto de partida é a admissão plena e incondicional de que Deus é Tudo! Assim, teremos  sustentação para encarar o Fato verdadeiro, a nossa relação de unidade inquebrantável com Deus, e a consequente aceitação de que a Mente única, divina, é a nossa única Mente atual. Se aceitarmos que o homem desgarrou-se da harmonia, estaremos iludidos, estaremos utilizando a “mente humana”, e esta é inexistente! Esta mente ilusória tenta nos fazer crer que a harmonia ficou faltante em algum ponto, e que deveríamos trazê-la de volta. Aqui está o segredo da prática metafísica! Decididamente desmascaramos esta fraudulenta mente humana com o Fato verdadeiro: Deus é nossa Mente atual e única! Ela discerne a harmonia perene e intocável! Ela reconhece a Onipresença desta Harmonia infinita! Ela sabe que esta Harmonia É! E sabe que esta Harmonia é TUDO que É!

Assim como a onda expressa o mar, com ele em unidade, o homem expressa Deus, também em unidade. Um Deus perfeito Se expressa como homem perfeito. Assim cada um de nós já é! A suposta mente humana, ilusória, deve ser desconsiderada! Não ficará “positiva”, mas sim reduzida ao nada que sempre foi, quando a Mente única, perfeita, que Se mantém em toda parte em unidade com Suas ideias perfeitas, for aceita e contemplada com plena naturalidade como nossa Mente real, eterna e única.

 

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Mensagem de Ação de Graças

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MENSAGEM DE AÇÃO DE GRAÇAS

Prof. Orlando Trentini

“Louvarei a Deus com uma canção; anunciarei com gratidão a sua grandeza.” Salmo 69:30

Ação de Graças é mais do que palavras. É gratidão que brota no mais profundo interior,
no âmago do cristão, e se traduz em uma oração de louvor e gratidão.
Um poema traduz este sentimento com esta mensagem de inspiração:

“Louvai o Criador, Mente que tudo fez; glória, poder, são só de Deus;
o sol e os céus criou, os montes Deus formou; cantemos hoje em Seu louvor.
Eterno é Seu poder, nós O chamamos Pai, sombras, tristezas, dissipou.
Brilhante luz raiou, alegres, nos tornou, e Deus, o Amigo, veio a nós.
… E vida nos legou, nos guia com bondade e amor.
O Cristo ressurgiu, conosco se uniu, e ao Amor nos confiou.” Hino 275

“E, Deus, o Amigo, veio a nós.” Esse Amigo dedicado, que é Amor incondicional, em todas as horas está à mão.
Nunca está longe que não possa ouvir, sua resposta é AGORA. Não depende de tempo como nós o contamos.
Seu poder onipotente está operando maravilhas na consciência e na vivência de todos os sinceros buscadores do Amor divino.
Um “Amor divino que sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana.” (Ciência e Saúde, p. 494.)

Onde quer que você esteja sinta-se incluído neste IMENSO, infinito Amor que envolve a cada um, e a todos,
de modo completo em total proteção, provisão e saúde constante.
Sentir gratidão é estar feliz. É confiar inteiramente no Amor, Pai-Mãe. É na gratidão que fazemos a entrega do eu humano e
suas angústias, preocupações, medos, estresses, pressões, limitações. Esses, em presença do Amor oni-ativo se dissipam e desaparecem.

A eterna presença do grande “AMIGO” ocupa todo o espaço e nos circunda de modo completo e se constitui na
única Mente que podemos ter. Deus é o centro e a circunferência do ser, agora mesmo, para sempre e para todos.

Faça o dia de Ação de Graças uma comemoração de louvor a Deus, o Amigo fiel em todas as horas.
Seja uma expressão autêntica do grande “AMIGO ETERNO, AMOR”.
Deus, o teu Amigo eterno te ama muito, agora mesmo e para sempre.

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Evidência

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EVIDÊNCIA

Allen White

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Você aceita de modo absoluto que Deus é Tudo? Sente elevar-se jubilosamente, ao contemplar a Deus como Presença e Poder únicos? Preenche seus dias e noites com constante reconhecimento de Deus como o Uno e como Tudo? E, por fim, apesar de tanta consagração à Verdade, está frustrado, imaginando onde a evidência da totalidade de Deus se encontra? Nesse caso, você se soma à multidão de sinceros “estudantes” que, no mundo todo, se iludem com  aparente ausência da evidência da Verdade.

“O reino de Deus está próximo”, disse Cristo, para explicar que a evidência da Verdade já é fato manifestado. Deixou o alerta: “Arrependei-vos”, isto é, mudem suas mentes que creem na aparência da ausência de Deus. Parafraseando os dizeres de Jesus, se sua vida e atividades se mostram imperfeitas, em algum aspecto, em termos de aparência, pare  de acreditar nisto. O reino dos céus está visivelmente evidenciado, exatamente onde falta e limitação aparentam existir. Por que teria Jesus dirigido tais palavras àqueles corações e mentes aparentemente conturbados? Por saber que Deus é Tudo, e que somente Deus pode ser e estar evidenciado.

Leitor, você analisou por completo o sentido de  Deus ser Tudo? Certamente você quer dizer que Deus é a única Presença, o único Poder e a única identidade. E você quer dizer que Deus é a única Substância, Forma e Atividade. Porém, você tem assumido que Deus, por ser Tudo, é necessariamente a única manifestação? A única evidência? Responda com franqueza. Você não pode reconhecer sinceramente que Deus é a única Manifestação e Evidência, ficando na expectativa ou espera de que a evidência apareça! ALÉM DISSO, É IMPOSSÍVEL RECONHECER SINCERAMENTE QUE DEUS É A ÚNICA EVIDÊNCIA SEM EXPERIENCIAR ESTA EVIDÊNCIA.

A espera e expectativa quanto à evidência da Totalidade de Deus são as responsáveis pelo suposto ocultamento da experiência da Verdade evidenciada. Aguardar, desejar, esperar que a Verdade Se evidencie, é negar claramente o Fato de que Deus é Tudo. Quão sutil é isto!

Muitos “estudantes” sinceros, ignorantemente,  investem  a atenção na negação do fato de que Deus é Tudo. Sempre que o fato for contemplado com o desejo e expectativa de que venha a ser evidenciado, ele estará, na verdade, sendo negado. Contemplar o fato da Totalidade de Deus e esperar, ao mesmo tempo, a cura, a mudança ou a melhoria de alguma aparência, é prática contraproducente. Resumindo, a maioria parece não experienciar a evidência da Verdade justamente por estar, com seus desejos e expectativas quanto à evidência, negando sua presença atual como FATO JÁ ESTABELECIDO.

Deus, sendo Tudo, que mais poderia estar evidenciado? Deus, sendo Perfeição em Si, que imperfeição poderia estar evidenciada? Corpos imperfeitos poderiam estar evidenciados? Mentes imperfeitas poderiam estar evidenciadas? Atividade imperfeita poderia estar evidenciada? Identidades imperfeitas poderiam estar evidenciadas? Além disso, suprimento imperfeito poderia estar evidenciado? Não, porque Deus—Perfeição—é Tudo. Contemple as revelações deste parágrafo. Você entende a razão pela qual a imperfeição, sob qualquer forma, não pode estar evidenciada?  Ninguém pode negar que a imperfeição possa aparentar estar evidenciada; porém, que é uma aparência, diante da Verdade? Que era a terra achatada, antigamente aceita, diante da terra redonda agora comprovada? A despeito da aparência, a evidência imperfeita chegou a ser o Fato? Ela realmente existiu? O que lhe cabe, e também a mim, é ficarmos simplesmente com o Fato: DEUS É TUDO.

Somente uma aparência das coisas é que pode tentá-lo no sentido de negar o fato de ser Deus a única Evidência. Era somente uma aparência de “terra achatada” que parecia limitar o homem. A terra achatada nunca existiu! De modo similar, uma identidade humana jamais existiu. Uma mente humana jamais existiu. Limitação jamais existiu. Doença (substância ou atividade imperfeita) nunca existiu. Guerras (dualidade) nunca existiram. Nada disso chegou jamais a ser evidenciado visivelmente. Deus é a única Evidência, e esta Evidência está Se evidenciando em toda a sua glória e beleza exatamente aqui e agora como sua Vida, Mente, Identidade, Mundo e Corpo. O alerta de Jesus continua valendo hoje: “Não julgueis pelas aparências”; caso contrário, confundirá a terra redonda com a achatada, confundirá o Homem-Crístico com uma pessoa branca ou negra, confundirá o Templo de Deus com um corpo enfermo.

Caro leitor, considere o seguinte: a identidade humana é uma aparência, mas não a evidência. Sua natureza é imperfeição e limitação. Tudo que ela parece ver, fazer e ser, condiz com sua natureza: a imperfeição. Portanto, uma identidade humana nunca pôde nem poderá ver a Evidência que É.Nenhum homem poderá ver a Deus”. Você está tentando ver o reino dos céus (a Evidência visível da Totalidade de Deus) como um mortal, um humano? Isto é impossível! Pelo reconhecimento do Fato de que Deus é Tudo, você se despiu por completo da noção de sua identidade humana? Ou continua a  se classificar em termos de sexo, raça, nacionalidade, genealogia, etc.? Ficção pode somente ver ficção.

A Evidência é que Você é a Presença vibrante e viva que é Deus – o Tudo – Já! Nada mais sobraria para você ser. A Evidência não é macho nem fêmea, negra nem branca, americana nem africana. Você é o Tudo. Não, não como um humano, mas como Deus. Como Deus, você vê Deus, conhece Deus, é Deus, e experiência Deus.

Talvez exatamente agora você esteja “tentando” ver a Evidência de um corpo perfeito onde um corpo adoentado parece existir. Deus é Tudo, e tudo possível de estar evidenciado. Onde está o corpo enfermo? Talvez você esteja “tentando” acalmar “tempestades” de um relacionamento turbulento. Deus, sendo Tudo, onde pode estar a turbulência evidenciada? Ou, talvez, esteja “tentando” orar para se ver livre de dívidas. Deus, sendo Substância infinita, onde pode estar presente uma carência? FIQUE COM OS FATOS!

Nenhuma mudança se faz necessária em sua vida, em absoluto. Sua Vida é a Evidência do Deus-puro, sagrado e perfeito em todo aspecto. Fique simplesmente com o Fato. Deus é a única Evidência evidenciada. Nada precisa ser removido de sua Vida. Se a prece pudesse remover alguma coisa de sua Vida, Deus seria autodestrutivo. Deus é a única Vida. Fique simplesmente com o Fato.

O objetivo deste artigo não é melhorar sua vida, nem ajudá-lo de alguma maneira. É revelar o Fato imutável de que não há nenhuma evidência, senão Deus, sendo presente como a única presença visível possível. Tudo mais não é: DEUS É TUDO!

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FIM

 

Que é a Mente?- 2

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QUE É A MENTE?

Mary Baker Eddy

– II –

Deus é o criador do homem, e como o Princípio divino do homem permanece perfeito, a ideia divina ou reflexo, o homem, permanece perfeito. O homem é a expressão do ser de Deus. Se alguma vez tivesse havido um momento em que o homem não expressasse a perfeição divina, então teria havido um momento em que o homem não teria expressado Deus, e, por conseguinte, um momento em que a Divindade teria deixado de ser expressa – isto é, teria ficado sem entidade. Se o homem perdeu a perfeição, então perdeu o seu Princípio perfeito, a Mente divina. Se o homem alguma vez tivesse existido sem esse Princípio perfeito, ou Mente, então a existência do homem teria sido um mito.

As relações entre Deus e o homem, o Princípio divino e a ideia divina, são indestrutíveis na Ciência; e a Ciência não concebe um desgarrar-se da harmonia, nem um retornar à harmonia, mas sustenta que a ordem divina ou lei espiritual, na qual Deus e tudo o que Ele cria são perfeitos e eternos, permaneceu inalterada em sua história eterna.

A dessemelhança da Verdade – chamada erro – o oposto da Ciência, e a evidência que se apresenta aos cinco sentidos corpóreos, não fornecem indício dos movimentos da terra ou da ciência da astronomia, baseados na autoridade das ciências naturais.

As verdades da Ciência divina devem ser admitidas – muito embora a prova relativa a essas verdades não seja sustentada pelo mal, pela matéria ou pelo sentido material – porque a prova de que Deus e o homem coexistem, é plenamente sustentada pelo sentido espiritual. O homem é, e sempre foi, o reflexo de Deus. Deus é infinito, portanto sempre presente, e não há outro poder ou outra presença. Eis por que a espiritualidade do universo é a única realidade da criação. “Seja Deus verdadeiro, e mentiroso todo homem [material].”

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F I M


Que é a Mente?

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QUE É A MENTE?

Mary Baker Eddy

A Mente é Deus. O exterminador do erro é a grande Verdade de que Deus, o bem, é a Mente única e que o suposto contrário da Mente infinita – chamado diabo, ou o mal – não é Mente, não é a Verdade, mas é o erro sem inteligência nem realidade. Só pode haver uma Mente, porque há um só Deus; e se os mortais não pretendessem ter outra Mente, e não aceitassem nenhuma outra, o pecado seria desconhecido. Só podemos ter uma Mente, se esta é infinita. Sepultamos o conceito de infinidade quando admitimos que, embora Deus seja infinito, o mal ocupa espaço nessa infinidade, pois o mal não pode ocupar lugar, porquanto todo o espaço está preenchido por Deus.

Perdemos o alto significado de onipotência quando, depois de admitirmos que Deus, ou o bem, é onipresente e tem todo o poder, ainda cremos que haja outro poder, chamado o mal. Essa crença de que haja mais de uma mente é tão perniciosa para a teologia divina, como o são a mitologia antiga e a idolatria pagã. Com um só Pai, isto é, Deus, toda a família humana consistiria de irmãos; e, com uma Mente só, ou seja, Deus, ou o bem, a fraternidade dos homens consistiria de Amor e Verdade, e teria a unidade do Princípio e o poder espiritual que constituem a Ciência divina. A suposta existência de mais de uma mente foi o erro básico da idolatria. Esse erro faz supor a perda do poder espiritual, a perda da presença espiritual da Vida, na sua qualidade de Verdade infinita sem nenhuma dessemelhança, e a perda do Amor, na sua qualidade de presença eterna e universal.

A Ciência divina explica a declaração abstrata de que há uma Mente só, pela seguinte proposição evidente por si mesma: se Deus, ou o bem, é real, então o mal só pode parecer real, atribuindo-se realidade ao irreal. Os filhos de Deus têm uma Mente só. Como pode o bem converter-se em mal, se Deus, a Mente do homem, nunca peca? A norma da perfeição foi originariamente Deus e o homem. Teria Deus rebaixado Sua própria norma, e teria o homem decaído?

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Mente-4 (Final)

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M E N T E

Marie S. Watts

Parte IV

“Deus, com efeito, não nos deu um espírito de temor, mas de fortaleza, de amor, e de mente segura.”

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Há anos que vínhamos falando sobre a Mente e Sua manifestação. Ninguém pode duvidar que a descoberta dessa grande Verdade ajudou sobremaneira a muitos alunos sinceros da Metafísica. Porém, o poder pleno desta Verdade somente pôde ser aplicado após a revelação de que a Mente existe como manifestação. Tudo que tem vida, Substância, Forma ou Atividade, é a Mente manifesta como aquilo que Ela é. Mente, Vida, Substância, Ser, não são fatores isolados. São todos UM, e este UM é eterno, consciente para todo o sempre de Sua perfeição.

A Mente não é suicida, nem tampouco Autodestrutiva. A Mente é TUDO o que está manifesto; e Ela nada pode manifestar, senão aquilo que Ela é. Poderia a Mente conter em SI mesma algum elemento capaz de destruir Sua própria Substância, Vida ou Existência? Ou manifestar-Se como um agente parasitário em crescimento, que depredasse Sua própria Incorporação? Poderia a Mente eterna manifestar-Se como algo que conduzisse Sua existência a um final? Poderia a Mente Onipotente e Oniativa manifestar Sua atividade de modo a provocar o fim dessa própria atividade? NÃO, JAMAIS ALGUMA DESTAS IMPOSSIBILIDADES PODERIA SER POSSÍVEL, OU SE TORNAR POSSÍVEL.

Amado, está ficando claro que VOCÊ, sua Mente, Corpo, Atividade e Experiência, constituem a própria Presença e Poder desta Mente? Você é esta Mente identificada, individualizada ou manifesta como VOCÊ. Tudo que você possui, tudo que Você é, tudo que Você tem consciência de possuir ou ser, constitui esta Mente consciente de Si mesma, identificada como Você. A autora poderia apresentar-lhe relatos dos aparentes milagres decorrentes dessa conscientização.

Você é apenas o que você sabe, e nada mais. Não há dois de você: um que sabe, e outro que não sabe. A fim de existir, é preciso que você exista como esta Mente. Para estar consciente, é preciso que esteja consciente como esta Consciência. Sim, mesmo para viver, é preciso que esteja vivo como esta Vida. Somente a Vida de Deus vive. Somente a Mente divina é consciente.

Aquilo que você conhece, é Poder. Por quê? Porque você está conhecendo a Verdade de toda a Existência, conhecendo esta Verdade como a própria Mente que é Deus. Realmente, o que você está conhecendo é aquilo que Você é. Exatamente aqui reside o Poder desse conhecimento. VOCÊ NÃO PODE SER ALGO QUE NÃO ESTEJA CONSCIENTE DE SER. VOCÊ NÃO PODE TER OU EXPERIENCIAR ALGO QUE LHE SEJA DESCONHECIDO. ALÉM DISSO, VOCÊ NÃO PODE JAMAIS ESTAR CONSCIENTE DE ALGO QUE SEJA DESCONHECIDO A DEUS.

Tudo que está manifesto, tudo que está ativo em Você ou como Você, tudo que aparece como Sua experiência, é do conhecimento da Mente Todo-sapiente. Esta é a única Mente que existe e funciona como Sua Mente agora, neste instante. Nada se forma fora ou apartado da Mente. Nada age de forma contrária à ininterrupta atividade da Mente Perfeita. Nenhuma coisa, condição ou experiência é conhecida de uma outra mente. De fato, a Mente divina desconhece condições. A palavra condições implica mudança; Deus é eternamente imutável. Ela também pré-supõe algo de natureza antagônica, algo mais que pudesse dar margem a comparação. Não existem oposições, condições nem comparações no Uno Infinito, na Totalidade.

Façamos uma breve recapitulação: Deus é a única Mente. A Mente divina é Onipresente, Oniativa, Onipotente, e está sempre em incessante operação. O que Deus conhece é Tudo que é conhecido. A Mente divina nada pode conhecer fora ou apartado de Sua Autoabrangência infinita. Esta Mente é eterna, imutável, sem princípio e sem fim, em termos de Perfeição. Esta Mente, conhecendo Sua própria Perfeição, está individualizada, identificada exatamente aqui e agora como a Mente com que Você está consciente de seu Eu. Esta Vida Consciente, identificada como Você, está consciente da vida, de estar viva como Sua Vida. Esta é a Mente que está escrevendo estas palavras, e esta é a Mente que as está lendo. A Sua receptividade, ao que está lendo aqui, corresponde à Mente divina reconhecendo e respondendo à Sua própria Verdade. Isto é VOCÊ, amado leitor. Aceite esta Verdade; reconheça-A, pois Ela é a Sua Verdade.

Fim

Mente-3

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M E N T E

Marie S. Watts

Parte III

“Deus, com efeito, não nos deu um espírito de temor, mas de fortaleza, de amor, e de mente segura.”

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A Mente jamais está carente de algo. No interior de Sua infinita Autoabrangência, tudo que ela possa almejar ali já se encontra, em permanente existência. Todo desejo correto, e o poder consciente de concretização do mesmo, estão no âmago desta Mente Todo-conhecedora. Não existe intervalo entre o desejo e seu atendimento. A Mente é Una.

Este fato exclui toda possibilidade de faltar uma manifestação no instante exato de uma necessidade ou desejo. Não importa se a aparente necessidade seja de saúde, dinheiro, lar, atividade, etc: a necessidade e o suprimento são um. Ambos surgem simultaneamente, sem que haja qualquer separação atribuída a tempo ou espaço. Na verdade, tempo e espaço são inexistentes. Tudo que vinha sendo verdadeiro continua verdadeiro, exatamente neste instante. Tudo que é verdadeiro agora, é conhecido agora: conhecimento, percepção e manifestação são UM neste instante. “Que é o que foi? É o mesmo que há de ser. Que é o que se fez? O mesmo que se há de fazer. Não há nada de novo debaixo do sol”. (Eclesiastes 1:9).

Qual será esta Mente conhecedora disso tudo? É a Sua Mente, a única Mente que existe, individualizada ou identificada como a sua Mente. Quando? Exatamente agora, neste exato instante. Há um poder tremendo nesta conscientização. Os chamados “milagres” acontecem quando esta Luz brilha em Sua plenitude. Jesus teve esta visão, quando os pães e peixes foram multiplicados. A necessidade, naquele instante, não era de dinheiro, mas de alimento. E o alimento ali se encontrava, na hora e no local em que se fazia necessário. Em outra ocasião, quando a necessidade era de dinheiro para o imposto, também ali ele pôde ser encontrado, dentro da boca de um peixe. Quando a necessidade era de saúde, integridade, ou algum tipo de cura, eis que instantaneamente aparecia o suprimento exato para cada situação. Por que? Porque o suprimento era tudo o que ali sempre estivera presente. A falta de saúde, de riqueza, etc. jamais chegou a ocorrer. Coisa alguma foi alterada. Simplesmente os seus olhos se abriram, e puderam perceber aquilo que tinha sido sempre a Verdade.

Suponhamos, por exemplo, que a necessidade imediata fosse de proteção. Leia novamente o que houve, quando o servo de Eliseu estava atemorizado: “Porém, levantando-se ao amanhecer o criado do homem de Deus, saindo fora, viu o exército em volta da cidade, a cavalaria e os carros, e avisou-o disso, dizendo: Ai, ai, ai, meu Senhor. Que havemos de fazer? Mas Eliseu respondeu: Não temas; muitos mais estão conosco do que com eles. Eliseu, fazendo oração, disse: Senhor, abre os olhos deste, para que veja. O Senhor abriu os olhos do criado que viu, e o monte apareceu cheio de cavalos e de carroças de fogo, ao redor de Eliseu”. II Reis 6: 15-17. Não houve demora, e nenhuma ansiedade pela proteção. A proteção era necessária; e a proteção instantaneamente foi realizada.

Qual é a origem da emanação de todo esse suprimento onipresente? VOCÊ! Tão certo quanto você existe, você está consciente. E você só pode estar consciente como a Consciência Una que abrange tudo que existe. Seria impossível que você estivesse consciente como outra mente, pois inexiste outra Mente ou Consciência. VOCÊ, COMO ESTA MENTE, PRODUZ DE SUA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA O SUPRIMENTO INSTANTÂNEO PARA CADA NECESSIDADE. Por que você não vinha demonstrando isto? Por não ter percebido sua identidade como MENTE IDENTIFICADA COMO VOCÊ. Na verdade, essa aparente falta de percepção somente tem ocorrido neste falso senso de identidade. Com você de fato, isto jamais aconteceu, em absoluto. A Mente não depreda a Si mesma. A autora descobriu o poder dessa conscientização há anos! Logo após ter-se mudado para um bairro novo, a casa ficou infestada de formigas. Após investigar, constatou que esta era a situação geral da vizinhança toda. Nenhuma das providências tomadas conseguia erradicá-las de forma permanente. De início veio a ideia de que as formigas fossem a expressão da Vida; assim, elas deveriam ter o seu lugar adequado, que não seria aquela casa. Mas as formigas ali permaneciam. Era preciso perceber alguma coisa a mais. E então, veio a revelação: A Mente infinita é tudo que pode Se expressar, Se manifestar ou ser consciente de Si mesma como existente. É impossível que a Mente onipresente possa aparecer ou Se manifestar como algo inimigo de Sua própria paz e harmonia. Também é impossível que a Mente Se expresse como Vida, Atividade, Substância ou Forma de natureza parasitária. A Mente não depreda a Si própria, e não tem consciência de algo que possa depredá-la. Naquela noite, as formigas desapareceram. Jamais se pôde notar qualquer vestígio delas, embora continuassem a incomodar a vizinhança.

Qual Mente é conhecedora desta Verdade? Poderia uma suposta mente humana ou mortal, tão insignificante, ter tido aquela revelação tão poderosa e gloriosa? Não! Tal revelação era a Mente que é Deus, revelando-Se a Si mesma. Era a Perfeição Consciente sendo conscientemente perfeita.

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Mente-2

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M E N T E

Marie S. Watts

Parte II

“Deus, com efeito, não nos deu um espírito de temor, mas de fortaleza, de amor, e de mente segura.”

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Lembre-se a todo instante: não há duas mentes: uma conhecedora e outra desconhecedora da Verdade. Há uma só Mente, uma Consciência, uma Percepção, e esta Percepção consciente única acha-se presente, aqui e agora, como a sua Percepção consciente. Não existe Mente alguma que não esteja expressa, identificada. É impossível que a Mente fique inativa, sem objetivo ou significado. De fato, a função própria da Mente é a de Se expressar, Se identificar ou Se individualizar. Não há quem duvide que o Princípio que rege todo o Universo seja a Inteligência. Esta Mente Todo-Inteligente é a Mente que ativamente atua como a sua Mente, dirigindo-o e também controlando os seus afazeres e experiências. Não lhe será necessário demonstrar nada! O simples Fato de a Verdade ser esta, já é a Sua própria prova. Eis sua única necessidade: admitir esta Verdade sem reservas ou restrições. Somente assim irá assimilar o sentido pleno de “Eu e o Pai somos um”.

Estará a Mente consciente “cônscia de Si própria como Você? Sim. Onde quer que a Mente esteja, e ela está em toda parte, está consciente de Si mesma como existente. Como saber que a Mente está consciente de Si mesma como Você? Você está consciente de si mesmo, de que você existe: com que outra Mente poderia você ter consciência de sua existência? Assim como está consciente de si mesmo, de sua identidade, Deus está consciente de estar existindo como você: como sua identidade, como a totalidade de sua vida, mente, substância, atividade e experiência. Em outras palavras, a Sua consciência de si mesmo, como existente, é Deus consciente de Si mesmo existindo como você.

Tudo que se conhece está contido na plenitude de Deus, ou Mente divina. É impossível para Deus conhecer algo fora de Si mesmo, ou outro além dEle próprio. Nada há, fora ou além de Deus, para ser conhecido. Algo que fosse além da Perfeição Onipresente e Onipotente somente poderia ser o nada total, não existência.

O que a Mente conhece sobre Si mesma? Primeiramente, Ela conhece Sua totalidade, Sua Todo-abrangente Totalidade, Sua unicidade. A Consciência sempre é conhecedora de Sua eternidade, imutabilidade e perfeição. Aqui, inexiste qualquer consciência de nascimento, mudança e morte. Como jamais houve começo, a Mente não pode conhecer começo algum; e, sendo eterna por Sua própria natureza, jamais pode conhecer algum fim. E sendo imutável para todo o sempre, a Mente jamais conhece qualquer mudança. Em suma, a Consciência somente pode estar consciente de Si própria. Nesta Mente, portanto, não existe qualquer consciência de doença, idade, decrepitude ou mudança. Tanto sofrimento como sofredor Lhe são desconhecidos; além disso, nenhum mal ou praticante do mal podem estar incluídos no Autoconhecimento infinito de Deus.

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Mente-1

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M E N T E

Marie S. Watts

Parte I

“Deus, com efeito, não nos deu um espírito de temor, mas de fortaleza, de amor, e de mente segura.”

II Timóteo 1:7

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Que seria esta Mente segura que Deus nos concedeu? É uma doação de Si mesmo, uma doação de Sua própria Mente, de sua própria Consciência. Há, nesta percepção, um poder infinito, uma libertação infinita do medo, além de amor, paz e segurança infinitos. Sempre que uma “cura” ocorra, o que de fato se dá, é que a Mente Onipotente e Onipresente Se mostra consciente de Sua constante Perfeição. A manifestação da Perfeição pode parecer ter vindo da compreensão de alguma pessoa, seja ela um praticista, um amigo, ou mesmo você; mas, isto é só uma aparência. A MENTE DO PRATICISTA E A MENTE DE QUEM PEDE AJUDA SÃO UMA E A MESMA MENTE, E ESTA MENTE É DEUS. Isto pode ser notado pela eficácia do tratamento chamado “à distância” ou “ausente”. Na verdade, tratamento “ausente” não existe. A Mente Onipresente é indivisível: jamais poderia Se ausentar.

Deus é Mente. Existe um Deus; assim, existe uma Mente só. A Mente que é Deus jamais está dividida ou fracionada, e permanece sempre completa em Sua Unidade e Totalidade. Não existem várias mentes; tampouco existem mentes pessoais. Na verdade, o que existe é a Mente única, operando como a Mente que é minha, sua e de todos. Desse modo, as chamadas “mente pessoal”, “mente carnal” ou “mortal”, e “mente humana”, são todas inexistentes. Não há tal coisa como “mente própria sua”, atuando por si mesma e de modo independente. A única Mente em existência é a Mente que é Deus, pertencente a Ele e somente a Ele. Esta é a Mente que aparece individualizada ou identificada, exatamente aqui e agora, como a Sua Mente individual. Esta é a Mente que está escrevendo estas linhas, e esta é a Mente que as está lendo.

Jamais, em nenhum instante, chegue a pensar que a chamada “mente humana” irá entender ou perceber esta Verdade. Todos nós conhecemos aqueles a quem esta Verdade soa como falsa ou até mesmo ridícula. Quanto a isso, somente podemos dizer que a Mente que é a Verdade reconhece Sua Verdade como sendo Ela própria. De fato, não existe Mente alguma que desconheça a Verdade. Um não-conhecimento da Verdade indicaria ausência da Mente, uma total ignorância, treva ou completo vazio. Mas, como a Mente Infinita é Onipresente, esta ausência da Mente se torna uma impossibilidade.

Vezes e mais vezes os praticistas vêm ouvindo frases como: “Ah, na teoria, ou intelectualmente, já sei tudo isso, mas não consigo demonstrá-lo na prática…” (Talvez as palavras variem, mas o sentido sempre é o mesmo.) Deu para notar que estas declarações são uma negação da própria Mente que é consciente da Verdade? Esteja certo de que a Mente que reconhece, aceita e admite a Verdade é a Mente que é Deus, consciente de Sua Própria Verdade. O simples fato de você se sentir atraído pela Verdade, e concordar com Ela, já prova que está vendo e conhecendo como a Mente que é Deus. Na verdade, ninguém estaria nesse Caminho, se a Mente que é Deus já não estivesse operando como a sua própria Mente. Mediante tal conscientização, todas as barreiras aparentes se evaporam, abrindo espaço à Luz gloriosa! O ilusório conceito de “ter que demonstrar algo” desaparece por si, diante da percepção de que TUDO É DEUS, e de que TUDO JÁ ESTÁ PERFEITO AGORA. Há a instantânea manifestação da Perfeição, a que se atribui o nome de “cura”. Não há a mínima defasagem ou separação entre a consciência que a Mente tem de Sua Perfeição e a manifestação desta Perfeição. Perfeição conscientizada é Perfeição manifesta. Eis o motivo pelo qual Jesus pôde dizer: “Está consumado”. Ele sabia que falava e agia como a Mente que é Deus. É do agrado de Deus Se individualizar como Você e como Eu, e agir como cada um de Nós. Isto Lhe dá plena satisfação. “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”.(Filipenses 2:13). “… a vosso Pai agradou dar-vos o reino”(Lc 12:32).

 

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Deus Desconhece “Circunstâncias”

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DEUS DESCONHECE “CIRCUNSTÂNCIAS”

Emmet Fox

Deus não se preocupa com as circunstâncias. O fato imutável é que Deus tem todo o poder e pode trazer harmonia e cura em qualquer circunstância, a qualquer hora e em qualquer lugar. Ele está além do tempo, do espaço e da mente carnal.

Não faz diferença para Deus o quanto uma determinada dificuldade já durou. Não faz diferença quanta oposição aparente há a superar – Deus não se preocupa com circunstâncias.

Deus não tem que preparar agora, para fazer com que algo aconteça no ano que vem; tampouco é incapaz de fazer algo agora, porque deixou de tomar alguma providência no ano que passou. Deus pode fazer qualquer coisa, em qualquer lugar, a qualquer hora, sem referência a outra coisa ou pessoa.

Nossas mentes carnais estão sempre colocando dificuldades no caminho da demonstração. Dizemos “tarde demais” ou “cedo demais” ou “longe demais” ou “perto demais” ou “demasiado” ou “de menos” e, deste modo, liquidamos a nossa demonstração. Porém tudo isso é funcionamento da mente carnal, e não tem nada a ver com Deus.

Determine hoje que você demonstrará saúde, felicidade e êxito verdadeiro, pela percepção de que Deus está trabalhando em você e através de você para fazer com que essas coisas aconteçam. E não permita, por um só segundo, que a mente carnal lhe diga que isso não pode ser feito. Pode ser feito; e se você levar a sério, será feito.

Deus não se preocupa com as circunstâncias, e, se você se recusar a deixar que elas inibam o seu pensamento, elas não poderão impedir a sua manifestação.
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Com Deus todas as coisas são possíveis. – Mateus 19:26

“Monta Guarda”

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“MONTA GUARDA”

Mary Baker Eddy

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Monta guarda à porta do pensamento. Admitindo somente aquelas conclusões cujos resultados desejas ver concretizados no corpo, tu te governas harmoniosamente. Quando se apresenta a condição que, segundo dizes, causa moléstia, quer seja ar, exercício, hereditariedade, contágio ou acidente, então desempenha tua função como porteiro e veda a entrada a esses pensamentos e temores doentios. Exclui da mente mortal os erros nocivos; então, o corpo não poderá sofrer por causa deles. As alternativas de dor ou de prazer têm de provir da mente, e, como um guarda que abandona seu posto, admitimos a crença intrusa, esquecendo que com o auxílio divino podemos proibir-lhe a entrada.

O corpo parece agir por si mesmo só porque a mente mortal sabe a respeito de si mesma, de suas próprias ações e de seus resultados—não sabe que a causa predisponente, remota e excitante de todos os maus efeitos, é uma lei da assim chamada mente mortal, não da matéria. A Mente exerce autoridade sobre os sentidos corpóreos e pode vencer a doença, o pecado e a morte. Exerce tu essa autoridade conferida por Deus. Toma posse de teu corpo e governa-lhe a sensação e a ação. Eleva-te na força do Espírito para resistir a tudo que é dessemelhante do bem. Deus fez o homem capaz disso, e nada pode invalidar a faculdade e o poder divinamente outorgados ao homem.

Mantém-te firme na compreensão de que a Mente divina governa e de que na Ciência o homem reflete o governo de Deus. Não receies que a matéria possa doer, inchar e inflamar-se como resultado de uma lei de qualquer espécie, quando é evidente por si mesmo que não pode haver dor nem inflamação na matéria. Se não fosse a mente mortal, teu corpo sofreria tão pouco de tensão ou de feridas, como o tronco de árvore que golpeias ou o fio elétrico que esticas.

Quando Jesus declara que “são os olhos a lâmpada do corpo”, decerto quer dizer que a luz depende da mente não de um complexo de humores, não do cristalino, dos músculos, da íris e da pupila, que constituem o órgão visual.

O homem nunca está doente, pois a Mente não está doente, e a matéria também não pode estar doente. Uma crença errônea é ao mesmo tempo o tentador e o tentado, o pecado e o pecador, a moléstia e sua causa. É bom ficar calmo na doença; ter esperança é ainda melhor; mas compreender que a doença não é real e que a Verdade lhe pode destruir a aparente realidade, é o melhor de tudo, pois essa compreensão é o remédio universal e perfeito.

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Como Perder Peso

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COMO PERDER PESO

Jill Gooding

Em oração e com humildade vou rejeitar aquelas colheradas atraentes de

impaciência, indiferença, intolerância, crítica; recusar-me a participar de períodos de depressão, ingratidão, egoísmo. Em vez disso, meu regime inclui quantidades ilimitadas de serena paciência, verdadeira compaixão, alegria esfuziante, profunda compreensão, interminável perdão, amor incondicional.

Estes podem ser ingeridos a qualquer hora do dia, e em quantidades tão grandes quanto possível.

Vou também fazer exercício…

na autoridade que me foi dada por Deus – para ver, sentir e agir corretamente. Não somente dez minutos de exercício, mas continuamente, a toda hora, a cada minuto, um esforço de estiramento mental de todo momento … cada dia maior do que fiz no dia anterior.

Deste modo, a verdadeira silhueta, a concretização do equilíbrio elegante, em perfeita proporção, a harmonia completa da Alma do ser de Deus serão percebidos em mim.

 

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Prosperidade no Lar

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PROSPERIDADE NO LAR

Mitlle Fillmore

“Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios”.

Não é necessário haver lares pobres. Todo lar pode ser próspero. Você pode provar isso se mantendo ocupado no rumo certo. Cada artigo visível da riqueza do mundo de hoje pode ser remontado à sua fonte invisível. O alimento provém do grão. O grão é plantado na terra, mas quem vê ou conhece a secreta vivificação que toca a semente e a faz produzir uma centena? Ninguém. Tudo isso se executa na fonte invisível das coisas, mas o resultado de uma força oculta atuando sobre o grão é o alimento para a multidão.

 A substância física a que chamamos terra é a forma visível da substância espiritual que se difunde por todas as coisas. Põe-se o grão na terra; o pensamento vivificante que percorre todo o universo espiritual faz o germe da vida iniciar-se e tomar posse da substância física que o nutre.

A palavra é a semente. Semeia-se a palavra na substância espiritual. Ela germina. Cresce. Produz segundo a sua espécie. “Porventura se colhem uvas dos espinhos ou figos dos abrolhos?”.

Você que lavra a terra, ou que a ajardina, escolhe boa semente para o plantio do próximo ano dentre os melhores espécimes da colheita deste ano, refugando toda semente defeituosa que encontre. Se você acha que a sua colheita não lhe dá semente adequada para o plantio vindouro, manda buscar a melhor que se possa adquirir. Desse modo, certifica-se da natureza da sua próxima safra.

Se quiser prosperidade em seu lar, terá de exercer a mesma inteligente discriminação, ao selecionar a semente de sua palavra, que o agricultor usa ao escolher a dele.

Quando você fala repetidamente de “tempos difíceis”, está lançando a semente de “tempos difíceis”. Pela lei infalível de crescimento e colheita, que espécie de colheita irá ceifar? Se um fazendeiro semeia cardos e depois se queixa de que seu campo não produziu trigo, diria você: “Que tolo! Se queria trigo, por que não semeou trigo?”.

Você pode agora começar a trazer prosperidade ao seu lar. A primeira atitude é banir de seu espírito as palavras que tenham em si ideias de pobreza, e selecionar cuidadosamente as que encerram ideias de plenitude. Nunca faça uma afirmação, não importa quão verdadeira possa superficialmente parecer, que não queira seja continuada ou reproduzida em seu lar. Não diga que o dinheiro está escasso; a própria declaração de tal pensamento fará o dinheiro sair voando dos seus dedos. Nunca diga que os tempos estão difíceis para você; estas palavras apertarão os cordões de sua bolsa até que a Onipotência Se tornará impotente para afrouxá-los.

Comece agora mesmo a falar da plenitude, a pensar na plenitude, a dar graças pela plenitude.

A substância espiritual de que provém a riqueza visível nunca se esgota. É sempre reta para com você, e corresponderá à sua confiança nela. Produzirá de acordo com as exigências que você lhe fizer. Nunca é afetada pela sua linguagem impensada sobre tempos difíceis, mas você é afetado porque as suas ideias governam a demonstração. O infalível recurso está sempre pronto para dar. Não tem ele alternativa neste particular: precisa dar, pois essa é sua natureza. Derrame a sua viva palavra de fé na substância espiritual e prosperará ainda que todos os bancos do mundo cerrem as portas. Volte a energia do seu pensamento para as “ideias de plenitude” e terá a plenitude, não importa o que digam as pessoas ao seu redor.

Outra coisa: você deve tomar a sua prosperidade como algo inevitável. Deve ser tão profundamente grato por toda demonstração como o seria por algum tesouro inesperadamente posto sobre o seu colo. Deve esperar a prosperidade porque está guardando a lei e dar graças por toda bênção que alcançar. Isso manterá o seu coração renovado. A ação de graças pela beneficência recebida pode assemelhar-se à chuva que cai sobre a terra pronta, refrescando a vegetação e mantendo a produtividade do solo. Quando Jesus Cristo tinha apenas pouca provisão para alimentar a multidão, deu graças pelo que tinha e aquele pouco se tornou tal abundância que todos ficaram satisfeitos e muito sobrou.

A bênção não perdeu o seu poder desde os tempos em que Cristo a usou. Experimente-a e prove-lhe a eficácia. O mesmo poder de multiplicação nela se contém. O louvor e a ação de graças têm dentro de si o vivificante poder espiritual que produz o crescimento e o aumento.

Nunca condene coisa alguma em seu lar. Se quiser novas peças de mobília ou vestuário para tomarem o lugar daquelas que possam estar a ponto de se desmantelarem, não fale você sobre o que tenha como sendo velho ou gasto. Vigie as suas ideias; veja-se vestido como convém a um filho do Rei e a sua casa mobiliada como agrada aos seus ideais. Use a paciência, sabedoria e assiduidade que o agricultor emprega em seu plantio e cultivo, e a sua colheita será tão certa como a dele.

As verdades aqui proferidas são carregadas de energia pelo espírito vivificante. A sua mente e o seu coração estão agora abertos e receptivos para ideias que o inspirarão com o entendimento da potência dos seus próprios pensamentos e palavras. Você está apto para prosperar. O seu lar tornar-se-á um ímã, atraindo para si todo o bem do infalível inexaurível reservatório do suprimento. A sua multiplicação virá através da sua retidão.

 

A Justiça Divina é Suprema

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A JUSTIÇA DIVINA É SUPREMA

Claudio França Calixto

Houve uma ocasião em que me propus a ajudar um amigo que estava morando na casa de sua sogra com a esposa e os filhos, sob uma situação tensa e com conflitos, devido a sérios problemas financeiros.

Em consideração à nossa amizade de longos anos, aluguei um apartamento em meu nome para que tivessem onde morar. Ele concordou em pagar o aluguel do imóvel.

O tempo passou e quando precisei ir ao Fórum da cidade para resolver um problema pessoal, tive a desagradável surpresa de ver meu nome na lista de réus.

Naquele momento, o único pensamento que me veio foi o de que jamais podemos ser condenados por fazer o bem. Mantive-me firme nesse pensamento, confiante na justiça divina. Procurei também pensar em Deus como “…socorro bem presente nas tribulações” (Salmos 46:1). Após me fortalecer nessa base espiritual, decidi averiguar o que estava de fato acontecendo.

Fui até a imobiliária onde havia alugado o imóvel e, para minha surpresa, descobri que meu amigo não pagava o aluguel há dois anos. A dívida, incluindo os juros, já estava em torno de R$40.000,00.

Fui encaminhado para o advogado que estava movendo a ação contra mim. Argumentei que, apesar de o imóvel estar em meu nome, eu nunca havia morado lá. Também esclareci que não havia sido informado da situação, mas que a descobrira por acaso. Mas ele me disse que a única coisa que poderia fazer por mim, do ponto de vista jurídico, era pedir que eu pagasse a dívida, pois como o imóvel estava em meu nome, a responsabilidade jurídica era minha.

A situação era delicada e percebi que não poderia orar sozinho. Liguei para um Praticista da Ciência Cristã, relatei-lhe o ocorrido e lhe pedi que me apoiasse por meio da oração.

O praticista me ajudou a fortalecer o conceito de Deus como Princípio harmonioso, e uma de Suas qualidades como sendo justiça. O praticista me pediu que eu mantivesse a calma e confiasse em Deus, porque Ele estava cuidando de mim e eu logo enxergaria uma solução.

Dias depois, o advogado da imobiliária marcou uma reunião em seu escritório. Ele havia averiguado os fatos e reconheceu que eu nunca havia morado no apartamento. Ele me disse que eu aguardasse um pouco, pois ele procuraria conversar com o dono do imóvel para entrarmos em um acordo que fosse justo e favorecesse a todos.

Continuei orando com o praticista para entender que, na realidade divina, o advogado, o dono do apartamento, a família que lá morava e eu habitamos na Mente divina, e expressamos somente justiça. Compreendi também que nem o dono do imóvel nem eu poderíamos ser prejudicados. Orei muito com esta frase de Mary Baker Eddy: “Que a Verdade ponha a descoberto o erro e o destrua do modo como Deus o destrói, e que a justiça humana imite a justiça divina” (Ciência e Saúde, p. 542). Afirmei mentalmente e com convicção, que a justiça humana sempre imita a divina, e que a Verdade se estabelece, pois é suprema. Reconheci ainda que Deus é meu Advogado, meu Juiz, e é Ele que julga todas as causas com amor e justiça.

Após três mêses, o advogado pediu que eu comparecesse novamente ao seu escritório. Ele me cumprimentou e disse que eu era um homem de sorte, porque a dívida havia sido perdoada. Eu lhe expliquei que eu não me considerava um homem de sorte, porque quem julga ter sorte também está sujeito ao azar, e tudo o que acontece na minha vida é divinamente natural, porque é Deus quem a conduz.

Ele me parabenizou pelo resultado do processo e me pediu que lesse atentamente e assinasse uma procuração, que daria a ele o direito de seguir com os trâmites legais de desocupação do imóvel.

Para mim, essa foi mais uma prova de que o “…Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana” (Ciência e Saúde, p. 494). Deus é o verdadeiro provedor de habitação, suprimento, trabalho, justiça, saúde, e de todas as necessidades de Seus filhos.

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Alimentados Pelo Teu Amor

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ALIMENTADOS PELO TEU AMOR

Fujiko Signs

Quando Jesus disse aos seus discípulos: “…não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber” ou vestir (Mateus 6:25), ele não estava promovendo a frugalidade, nem esperava que outros trabalhassem a fim de que suprissem os discípulos do que necessitavam. Jesus recomendou a seus seguidores que primeiro buscassem “o reino de Deus e a sua justiça” (Mateus 6:33) e, naturalmente, suas necessidades diárias seriam supridas. Ele não explicou de que maneira, mas sabia que elas seriam providas.

Por que Jesus tinha tanta certeza disso? O que “…não vos inquieteis com o dia de amanhã…” (Mateus 6:34) tem a ver com tornar-se um sanador como ele esperava que seus seguidores se tornassem?

Aquilo que Jesus compreendia como sendo as riquezas do reino de Deus é a solução para recebermos o que necessitamos, exatamente quando precisamos. Por exemplo, ele pediu aos discípulos para não levarem sandálias e agasalhos a mais, quando os enviou a curar. Por conseguinte, ele e seus discípulos foram alimentados com o que restou após uma colheita; também encontraram locais para se abrigarem, oferecidos por pessoas que reconheciam a riqueza espiritual que Jesus vivia. O que possuía ele, para que os outros fossem impelidos a dar dessa maneira? Ele tinha o tesouro de todos os tesouros, a verdade que comprovava o direito inato, o valor e a liberdade do homem como filho de Deus.

Quer fosse uma casa onde pudessem preparar a Páscoa ou um peixe com uma moeda na boca, o que Jesus necessitava não saía do seu bolso, mas de sua compreensão sobre sua origem espiritual. Jesus sabia que jamais poderia estar separado de seu Pai, o Princípio divino e fonte de recursos infinitos. Ele declarou repetidas vezes que ele e seu Pai eram um (ver João 10:30) e incentivava a compreensão desta unidade: “…estou no Pai e o Pai em mim…” (João 14:11).

O que Jesus compreendia como sendo as riquezas do reino de Deus é a solução para nós recebermos o que necessitamos, exatamente quando precisamos

Jesus dizia, em essência, que aquilo que seu Pai possuía, ele, igualmente, possuía também. O Pai cria infinitas ideias, que se manifestam para nós como alimento, dinheiro, amizade e oportunidades. Jesus via isso como uma lei espiritual irreversível, que o capacitava a vivenciar o reino de seu Pai-Mãe Deus. Tenho tido muitas provas dessa lei espiritual em ação em minha vida. Há alguns anos, comecei a trabalhar tão logo meu marido voltou à universidade, no mesmo ano em que nossa primeira filha nasceu. Durante minha gravidez, recebia ajuda financeira de um programa de subsídio do governo americano, o qual tinha o objetivo de garantir boa nutrição para mulheres grávidas. Fiquei chocada ao saber que fora qualificada para esse programa, uma vez que nunca havia me ocorrido que eu necessitaria de tal ajuda. Era orgulhosa demais para contar isso à minha família no Japão.

Com o passar do tempo, descobri que o curso do meu marido não terminaria em quatro ou cinco anos, mas que se estenderia por oito, nove ou dez anos, enquanto ele também trabalhava meio período. (A família dele chamava a universidade de “a escola ‘gradual’ do Mark”).

Não havia nenhuma maneira de economizar dinheiro, pois precisávamos usar, a cada mês, cada centavo do que tínhamos

Na época em que tive minha segunda filha, nós já havíamos mudado três vezes do Colorado para o Texas, de lá para a Luisiana e, finalmente, para a Pensilvânia, sempre para onde houvesse um programa de ajuda financeira disponível. Era um grande desafio, tanto emocional quanto financeiramente. De alguma maneira, conseguíamos administrar da melhor forma possível aquilo que, na melhor das hipóteses, poderia ser chamado de orçamento de baixa renda.

Na ocasião em que as crianças entraram para o ensino fundamental, muitos pais já haviam começado a economizar para que os filhos pudessem cursar uma faculdade. Eu nem sequer podia considerar tal coisa. Não havia nenhuma maneira de economizar dinheiro, pois precisávamos, a cada mês, usar cada centavo do que tínhamos. Já havíamos cortado muitas coisas, tais como: TV a cabo, lanchinhos, salgadinhos e refrigerantes. Tínhamos só o essencial. Quando quis dar às minhas filhas a oportunidade de frequentar a Escola Japonesa aos sábados, para ter aulas de música e dança, consegui pagar a mensalidade desses cursos, ajudando a professora ou trabalhando eu mesma como instrutora.

O pai continuava dizendo a elas que poderiam ir para a faculdade assim que conseguissem bolsas de estudo. Ele falava isso um pouco como brincadeira, mas acho que as meninas levaram essas palavras muito a sério.

Às vezes, ficava ressentida e zangada porque não via nenhuma saída dessa dificuldade financeira causada pelo compromisso acadêmico do meu marido. Achava isso muito injusto, ficava mentalmente desesperada e, até mesmo, sentia-me doente fisicamente.

As ideias contidas no livro Ciência e Saúde me ensinaram a ver meu ambiente familiar e minha identidade sob um ponto de vista espiritual e a espiritualizar meus pensamentos sobre tudo em minha vida

Entretanto, nessa ocasião, encontrei a Ciência Cristã. As ideias contidas em Ciência e Saúde me ensinaram a ver meu ambiente familiar e minha identidade sob um ponto de vista espiritual e a espiritualizar meus pensamentos sobre tudo em minha vida. Esse era um exercício completamente diferente, totalmente libertador.

Descobri que a Sra. Eddy havia lutado financeiramente em sua vida conjugal e, especialmente, quando começou a escrever Ciência e Saúde. O que mais me impressionou foram sua convicção e coragem inabaláveis, de compartilhar sua descoberta da Ciência Cristã com o mundo. Ela acreditava que a Ciência do Cristo, sobre a qual se fundamentava a obra de cura de Jesus, estava disponível a todos e era a forma mais consistente e confiável de fazer a humanidade progredir. Por meio de sua oração e dos passos que ela deu em sua missão contínua, adquiriu melhor saúde, um suprimento maior e realizações sem precedentes em uma época em que pouquíssimos direitos eram concedidos às mulheres na sociedade.

Quando resolvi me tornar Praticista da Ciência Cristã em tempo integral, além de minhas obrigações como mãe, eu tinha pelo menos quatro diferentes empregos de meio período. Certa manhã, quando orava com o “Pai Nosso”, esta frase saltou aos meus olhos: “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mateus 6:11). Em outras palavras, peça somente pelo suprimento do dia, não pelo de amanhã, da próxima semana ou para nossa aposentadoria. Vislumbrei que uma implicação mais profunda dessa frase estava fundamentada na compreensão de Jesus sobre a própria realidade na qual vivemos, a de que somos 100 por cento espirituais, com todas as necessidades já supridas.

Quando comecei a compreender mais profundamente minha conexão com Deus como a única fonte da minha felicidade e abundância, passei a ver recursos vindos de formas variadas e tangíveis

Sobre aquela frase do “Pai Nosso”, Eddy nos deu sua interpretação espiritual: “Dá-nos graça para hoje; alimenta as afeições famintas” (Ciência e Saúde, p. 17). Isso me mostrou que o amor é a chave do verdadeiro suprimento. Comecei a ver Deus como Amor e como a ajuda, a inteligência e o provedor verdadeiros. Pude expressar também mais essa qualidade de amor em minha vida. Quando comecei a compreender de maneira mais profunda, minha conexão com Deus como a única fonte da minha felicidade e abundância, recursos vieram de formas variadas e tangíveis. Por exemplo, veio sob a forma de pagamento pela oração e cura para as pessoas que me ligavam pedindo ajuda. Veio na forma de um inesperado contrato de trabalho para meu marido. Veio também sob a forma de moradia.

Para mim, foi um processo gradual e natural com relação a ficar disponível para o trabalho de cura pela Ciência Cristã em tempo integral, comprometida 24 horas por dia, 7 dias por semana, e não dividindo meu tempo com outras ocupações. Surgiu, então, uma oportunidade de trabalho para fazer traduções para a Sociedade Editora da Ciência Cristã. Um a um, fui deixando os vários empregos de meio período que tinha. Valorizei imensamente meu trabalho como Praticista da Ciência Cristã. Era tão especial e gratificante! A transição foi suave e natural, nada drástica, e foi o resultado de uma mudança gradual em meu pensamento.

Com relação à faculdade, nossas duas filhas receberam bolsas de estudo, que cobriram a maior parte dos custos com a educação delas. Além disso, devido à nossa reduzida poupança, fomos qualificados para ajuda financeira. O suprimento que minha família necessitava começou a surgir em grande quantidade, à medida que meu amor pela Ciência Cristã e minha compreensão de Deus se aprofundavam. O que tínhamos, utilizávamos com cuidado, e partilhávamos com aqueles que tinham menos. Fomos abençoados com dois hóspedes de outro país que moraram conosco quando necessitaram de um lar. Quanto mais administrávamos nossas finanças em termos de “sabedoria, economia e amor fraternal” (ver Manual dA Igreja, p. 77), mais confiantes ficávamos para receber o suprimento, diariamente e a cada hora.

A natureza do nosso Pai divino é emitir o bem tão naturalmente como uma fonte de luz emite sua luminosidade

Depois que fiz o Curso Normal para me tornar Professora de Ciência Cristã, não tinha nenhuma ideia a respeito do local onde eu iria ministrar meu primeiro curso sobre a Ciência Cristã, chamado Curso Primário, com 12 dias de duração. Mas eu estava tão disposta a crescer espiritualmente, a fim de servir à Causa da Ciência Cristã, que confiei plenamente na promessa bíblica: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tiago 1:17).

A natureza do nosso Pai divino é emitir o bem tão naturalmente como uma fonte de luz emite sua luminosidade. Volvi-me a esse Pai em oração e me tornei mais consciente de Sua natureza como infinita, todo amorosa e fundamentada em princípios espirituais. No suprimento dessa Fonte infinita não há nenhum excesso ou carência, mas apenas o suprimento satisfatório no devido tempo.

Essas orações foram atendidas. Logo, um apartamento ficou disponível para minha filha e mim, quando precisávamos ir a Tóquio para ajudar meus pais. Finalmente, foi-me concedido aquele espaço para que eu pudesse lecionar o Curso Primário. Sempre como um resultado da minha disposição de servir, era-me concedido aquilo de que necessitava.

Não estava mais ressentida com a “universidade gradual”, nosso estilo de vida migratório ou pelo fato de não possuir uma casa própria. O lar, para mim, é aquilo que estou fazendo, não um lugar ou uma estrutura. Quando passei a verdadeiramente valorizar essa ideia, tudo quanto necessito tem se tornado visível de maneiras que têm abençoado nossa família e nossos vizinhos, uma comunidade muito maior do que jamais imaginara!

Sou abençoada à medida que dedico minha vida a ajudar outros mediante a oração e a amar a Deus de todo o meu coração e de toda a minha alma. Quão verdadeiras são estas palavras do Apóstolo Paulo: “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra” (2 Coríntios 9:8).

 

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