“Monta Guarda”

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“MONTA GUARDA”

Mary Baker Eddy

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Monta guarda à porta do pensamento. Admitindo somente aquelas conclusões cujos resultados desejas ver concretizados no corpo, tu te governas harmoniosamente. Quando se apresenta a condição que, segundo dizes, causa moléstia, quer seja ar, exercício, hereditariedade, contágio ou acidente, então desempenha tua função como porteiro e veda a entrada a esses pensamentos e temores doentios. Exclui da mente mortal os erros nocivos; então, o corpo não poderá sofrer por causa deles. As alternativas de dor ou de prazer têm de provir da mente, e, como um guarda que abandona seu posto, admitimos a crença intrusa, esquecendo que com o auxílio divino podemos proibir-lhe a entrada.

O corpo parece agir por si mesmo só porque a mente mortal sabe a respeito de si mesma, de suas próprias ações e de seus resultados—não sabe que a causa predisponente, remota e excitante de todos os maus efeitos, é uma lei da assim chamada mente mortal, não da matéria. A Mente exerce autoridade sobre os sentidos corpóreos e pode vencer a doença, o pecado e a morte. Exerce tu essa autoridade conferida por Deus. Toma posse de teu corpo e governa-lhe a sensação e a ação. Eleva-te na força do Espírito para resistir a tudo que é dessemelhante do bem. Deus fez o homem capaz disso, e nada pode invalidar a faculdade e o poder divinamente outorgados ao homem.

Mantém-te firme na compreensão de que a Mente divina governa e de que na Ciência o homem reflete o governo de Deus. Não receies que a matéria possa doer, inchar e inflamar-se como resultado de uma lei de qualquer espécie, quando é evidente por si mesmo que não pode haver dor nem inflamação na matéria. Se não fosse a mente mortal, teu corpo sofreria tão pouco de tensão ou de feridas, como o tronco de árvore que golpeias ou o fio elétrico que esticas.

Quando Jesus declara que “são os olhos a lâmpada do corpo”, decerto quer dizer que a luz depende da mente não de um complexo de humores, não do cristalino, dos músculos, da íris e da pupila, que constituem o órgão visual.

O homem nunca está doente, pois a Mente não está doente, e a matéria também não pode estar doente. Uma crença errônea é ao mesmo tempo o tentador e o tentado, o pecado e o pecador, a moléstia e sua causa. É bom ficar calmo na doença; ter esperança é ainda melhor; mas compreender que a doença não é real e que a Verdade lhe pode destruir a aparente realidade, é o melhor de tudo, pois essa compreensão é o remédio universal e perfeito.

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