A Mente é Deus. O exterminador do erro é a grande Verdade de que Deus, o bem, é a Mente única e que o suposto contrário da Mente infinita – chamado diabo, ou o mal – não é Mente, não é a Verdade, mas é o erro sem inteligência nem realidade. Só pode haver uma Mente, porque há um só Deus; e se os mortais não pretendessem ter outra Mente, e não aceitassem nenhuma outra, o pecado seria desconhecido. Só podemos ter uma Mente, se esta é infinita. Sepultamos o conceito de infinidade quando admitimos que, embora Deus seja infinito, o mal ocupa espaço nessa infinidade, pois o mal não pode ocupar lugar, porquanto todo o espaço está preenchido por Deus.
Perdemos o alto significado de onipotência quando, depois de admitirmos que Deus, ou o bem, é onipresente e tem todo o poder, ainda cremos que haja outro poder, chamado o mal. Essa crença de que haja mais de uma mente é tão perniciosa para a teologia divina, como o são a mitologia antiga e a idolatria pagã. Com um só Pai, isto é, Deus, toda a família humana consistiria de irmãos; e, com uma Mente só, ou seja, Deus, ou o bem, a fraternidade dos homens consistiria de Amor e Verdade, e teria a unidade do Princípio e o poder espiritual que constituem a Ciência divina. A suposta existência de mais de uma mente foi o erro básico da idolatria. Esse erro faz supor a perda do poder espiritual, a perda da presença espiritual da Vida, na sua qualidade de Verdade infinita sem nenhuma dessemelhança, e a perda do Amor, na sua qualidade de presença eterna e universal.
A Ciência divina explica a declaração abstrata de que há uma Mente só, pela seguinte proposição evidente por si mesma: se Deus, ou o bem, é real, então o mal só pode parecer real, atribuindo-se realidade ao irreal. Os filhos de Deus têm uma Mente só. Como pode o bem converter-se em mal, se Deus, a Mente do homem, nunca peca? A norma da perfeição foi originariamente Deus e o homem. Teria Deus rebaixado Sua própria norma, e teria o homem decaído?