Tesouros da Metafísica-13

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

13

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Renunciar a tudo o que constitui o assim-chamado homem material, reconhecer e conseguir expressar sua identidade espiritual como Filho de Deus, é a Ciência que abre as próprias comportas do céu, de onde o bem flui por todos os caminhos do ser, purificando os mortais de toda impureza, destruindo todo o sofrimento e demonstrando a verdadeira imagem e semelhança.

(Mary Baker Eddy)

Quando Cristo disse: “a casa dividida não subsiste”, “não podeis servir a dois senhores”, estabelecia, como disse Lillian DeWaters,  o “preço da glória”.

Há um Reino eterno e perfeito disponível e já dado a  todos nós. Nele já estamos todos, exatamente agora, pois Deus é Onipresença. Se fizermos o que Mary Baker Eddy diz acima, renunciando a tudo o que constitui o homem material, estaremos, na verdade, lançando fora a ilusão fraudulenta de existência, descartando a ilusória mente carnal que, hipnoticamente, aparenta ocultar-nos a Realidade perfeita.

Esta renúncia não é mera aceitação intelectual, mas um trabalho interior de soltura de crenças e admissão incondicional do fato de que “temos a Mente de Cristo”, como disse Paulo. Não há receita a seguir, neste processo de renúncia. Contudo, quem se dispuser  a dar seus passos nessa direção, será dirigido por Deus em seu “renascimento”. Contamos com alguns princípios de apoio inicial, fartamente expostos em textos metafísicos; entretanto, o mais eficaz será ficarmos em quietude e silêncio, deixando que a Mente de Cristo Se revele como a totalidade de nossa Mente atual, que é divina. Ao mesmo tempo, abandonamos toda associação com a suposta mente humana e seus pensamentos. Daí a chave dada por Mary Baker Eddy: a) renunciar a tudo o que constitui o assim-chamado homem material (mente carnal); b) reconhecer sua identidade espiritual como Filho de Deus (Mente de Cristo).

Renunciar ao “homem natural” nada mais é, senão ver sua nulidade, entender que este suposto “ser humano” é “nada”. Ser “nada” significa ser ausente, haver “outra” realidade presente no mesmo lugar; significa contemplar a Existência eterna onde o “nada” aparentava, com seu “vazio”, existir ou ser presença real. O Monte Sinai não se tornou “Solo Santo” jamais! Sempre foi, é é será “Solo Santo”, mesmo que ilusoriamente aparentasse ter existido e ocupado o lugar da Onipresença como “monte material”. Ver o “nada” como “nada”: eis a renúncia ao chamado “homem material”. Estando a ILUSÃO já ocupada  pela VERDADE de que o Filho de Deus é a presença eterna que somos, – exatamente onde o “nada” se apresenta como “falsa presença” –   VOCÊ , aqui e agora, está discernindo e expressando SUA IDENTIDADE ESPIRITUAL como o Filho em Unidade com o Pai.

Continua..>

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