Tesouros da Metafísica-23

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

23

É impossível haver Consciência e Verdade, pois, a Consciência É TODA A VERDADE. Tampouco pode haver Consciência, Verdade e Evidência. Consciência, Verdade, Evidência são uma UNIDADE INSEPARÁVEL. A Consciência, contemplando qualquer Verdade, é simplesmente a Consciência consciente de ser a Substância que é aquela Verdade contemplada por Ela. Contemplação é Consciência em ação. Consciência em ação é a Substância que é a Evidência, ou Verdade, contemplada por Ela.

(Marie S. Watts)

Aparentemente, é aceito que há a Mente divina, discernindo e sendo a Evidência Onipresente chamada Universo, e também a “mente humana”, reconhecendo um suposto “mundo material”, com acontecimentos bons e maus. O estudo do Absoluto nos remonta exclusivamente a Deus, à Consciência absoluta, à aceitação única da Realidade eterna que Se evidencia como “obras permanentes de Deus”. O que a autora aqui explica, é que sem a aceitação da dualidade, – Reino de Deus e mundo terreno – ficamos unicamente na Presença da Consciência divina, que, reconhecidamente, é a Consciência que é a Verdade em si. Desse modo, Consciência, Verdade e Evidência são uma UNIDADE INSEPARÁVEL, ou seja, a Consciência que Deus tem de estar manifesto como “todas as Suas obras” – e permanentemente – não pode ser entendido como se “alguma Evidência perfeita” estivesse ausente ou ainda por se manifestar! “A Consciência, contemplando qualquer Verdade, é simplesmente a Consciência consciente de SER A SUBSTÂNCIA que é aquela Verdade contemplada por Ela”, explica a autora. Ela quer dizer o seguinte: caso estejamos “contemplando a Verdade” referente ao nosso Corpo, por exemplo, significa que nossa Consciência – que é Deus – está consciente de SER A SUBSTÂNCIA da Forma “Corpo”, ou seja, Consciência, Verdade, Substância (Evidência) são uma UNIDADE CONSUMADA. Em seguida ela diz: “Contemplação é Consciência em ação. Consciência em ação é a Substância que é a Evidência, ou Verdade, contemplada por Ela”. Voltando ao nosso exemplo do Corpo, o que ela aqui explica, é que ao “contemplarmos o nosso Corpo, nossa Consciência estará ativa SENDO a Substância que é o Corpo evidenciado. Por isso partimos sempre da TOTALIDADE DE DEUS, sem levar em conta a “crença” em suposta “existência material”. Tudo que existe é Consciência divina evidenciada permanentemente como a Substância daquilo que estivermos “contemplando”. Somente existe Deus; somente existe a Consciência de Deus! Assim, a Consciência divina que somos, é a própria Evidência ( e Substância) do que quer que estejamos “contemplando”, uma vez que todo “Objeto de Contemplação” é Deus mesmo, é Perfeição permanente, é a nossa Consciência iluminada Se evidenciando como “aquele Objeto”, mas nunca separada dele, e sim, sendo UMA UNIDADE INSEPARÁVEL.

Continua..>

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