Carrego comigo a atmosfera de meu ser, e ela abençoa, não somente a mim, mas a todos que estiverem em minha faixa de consciência. Eles devem ser abençoados até por tocarem minhas vestes, pois, caminho permeado da atmosfera de Deus.
Deus é minha Mente, minha Alma e a Substância de meu corpo; é a Lei de meu corpo. Nada há, no que se refira a mim, que seja algo além de Deus; e, se por alguém eu for visto como algo inferior, é de meu conhecimento estar ele vendo um mero conceito, fruto de sua própria visão.
Aqui onde eu estou, existe unicamente Deus; e, de minha parte, é tudo quanto eu vejo em qualquer um.
(Joel. S. Goldsmith)
A “Prática do Silêncio” é fundamental, para que os princípios da Verdade absoluta possam ser reconhecidos e contemplados radicalmente, deixando-nos realmente conscientes de que DEUS, sendo TUDO, constitui a NOSSA TOTALIDADE, bem como a TOTALIDADE de todos com quem convivemos ou entramos em contato, aparentemente falando. É nesse contato diário com o mundo que este texto de Goldsmith se mostra essencial. Isto porque, ao lidarmos com alguém, invariavelmente nos vemos forçados a admitir a presença de “outro”, e, será praticamente impossível ficarmos o tempo todo em “vivência contemplativa”, sem ter que fazer muitas concessões “ao mundo”. Ao tratarmos das coisas do mundo, vemo-nos obrigados a assumir a falsa identificação humana por diversas vezes, e, tão logo voltemos a achar que somos não “um”, mas sim “um” em contato com “outros”, devemos praticar o que aqui explica o autor, isto é, conscientemente devemos recordar que “levamos conosco a atmosfera de nosso Ser: DEUS!
Quanto mais nos dedicarmos às “contemplações absolutas”, através da “Prática do Silêncio”, menos sentiremos as influências das crenças coletivas durante nosso suposto dia-a-dia nas “aparências”. Entretanto, sempre que julgarmos ser necessário, devemos praticar o que este texto explana, evitando, com ele, que nos julguemos, ou ao próximo, pela carne: estaremos realizando o “juízo justo”, honrando a nós mesmos e ao próximo como honramos a Deus, na “unidade perfeita” subjacente ao mundo.
“Carrego comigo a atmosfera de meu ser, e ela abençoa, não somente a mim, mas a todos que estiverem em minha faixa de consciência. Eles devem ser abençoados até por tocarem minhas vestes, pois, caminho permeado da atmosfera de Deus” – este é o reconhecimento que nos isola da atmosfera do mundo e das supostas “pessoas”, quando simplesmente testemunhamos Deus em nós e igualmente em todos, a Se expressar indivisivelmente de modo pleno e perfeito. Isto evitará o que o mundo chama de “vampirismo”, crença decorrente da aceitação ilusória de pessoas em boas e em más condições, o que propiciaria uma “troca de energia vital” entre elas; assim, aparentemente, uma se mostraria sendo beneficiada (receptora) e outra se mostraria sendo prejudicada (doadora). A “Prática da Verdade” não prevê ou inclui “doação de energia vital” e sim o reconhecimento de que “eu e o outro somos um”, ou seja, somos “ramos” sustentados perfeitamente pela “seiva comum” da Videira.
“Deus é minha Mente, minha Alma e a Substância de meu corpo; é a Lei de meu corpo. Nada há, no que se refira a mim, que seja algo além de Deus; e, se por alguém eu for visto como algo inferior, é de meu conhecimento estar ele vendo um mero conceito, fruto de sua própria visão. Aqui onde eu estou, existe unicamente Deus; e, de minha parte, é tudo quanto eu vejo em qualquer um”. – este trecho elucida nossa identificação com a Verdade que nos “imuniza”, sempre que nos virmos frente às “sugestões hipnóticas” que levam em conta a dualidade. De nossa parte, vemos unicamente Deus, mesmo que sejamos bombardeados pelos “conceitos” do mundo, todos eles falsos, insubstanciais e ilusórios.