Tesouros da Metafísica-29

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

29

Um motivo que faz com que muitos fracassem na cura é que tentam mudar uma condição, como se ela fosse real, em vez de discernirem que ela é um falso conceito mental da Realidade ali presente. O hipnotismo é a “substância” de todos os males que afligem o mundo. É vitalmente importante lembrarmos que o hipnotismo não cria uma coisa, mas cria somente a tentação de nos fazer crer na existência de uma condição ou um poder além de Deus. O mundo da Realidade divina está aqui e agora. A pessoa da Realidade divina está aqui e agora. O que vemos, com os sentidos humanos, é o mundo de conceitos, o mundo hipnótico. Não é ele, em absoluto, o mundo da criação de Deus. Se um quadro for visto através de vidro fosco, mostrar-se-á distorcido; porém, quando o vidro for transparente, a Harmonia divina sempre-existente conseguirá ser observada através dele. Para atingirmos a consciência deste princípio, precisamos de um treinamento para “ver através ou além da aparência”, lembrando sempre que não existe pessoa a ser mudada nem condição a ser modificada. Precisamos ser aquele que é não-hipnotizado. Uma pessoa não hipnotizada, firmada no princípio de que DEUS É TUDO, E NADA MAIS EXISTE, pode retirar um grupo de pessoas do hipnotismo.

(Lorraine Sinkler)

A questão inteira está em partirmos da Verdade: DEUS É TUDO! Deus é a Perfeição onipresente PERMANENTE, e, é deste ponto de vista, ou”referencial iluminado”, que partimos em nossas “contemplações”. A “ilusão” se apresenta como quadro verdadeiro, transmitindo supostas sensações mentais de natureza hipnótica! Uma pessoa hipnotizada para “sentir frio” irá tremer, se for levada pela “sugestão” dada a ela nesse sentido! Quando os princípios espirituais explicam que todas as sensações captadas pela mente humana são puras “sugestões hipnóticas”, objetivam que passemos a “observá-las”, não mais como “vítimas”, e sim como “observadores de sensações sem efeitos reais sobre nós”. Assim é que a ilusão “se desfaz”: pela nossa compreensão da PERMANÊNCIA da Perfeição de Deus, e pela compreensão  do que diz a autora: O que vemos, com os sentidos humanos, é o mundo de conceitos, o mundo hipnótico. Não é ele, em absoluto, o mundo da criação de Deus.(…); precisamos de um treinamento para “ver através ou além da aparência”, lembrando sempre que não existe pessoa a ser mudada nem condição a ser modificada. Precisamos ser aquele que é não-hipnotizado.

Aqui está bem claro em que consiste o estudo da Verdade: nada há para ser mudado, curado ou melhorado! O que se requer é uma convicção serena e inabalável de que DEUS É TUDO, e que, portanto, quaisquer que sejam as “aparências” captadas pelos supostos sentidos humanos, são todas elas puro “efeito hipnótico”, sem poder algum, sem realidade, sem substância e sem existência. Vejamos, portanto, “ além, ou através delas”…

Continua..>

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