“Eu A Ninguém Julgo”

João 8: 15,16

Eis as claras palavras de Jesus, de que o “julgamento pela carne” não faz parte de seu “juízo”, e que o “julgamento verdadeiro” não vem só dele, mas da Unidade Pai-e-Filho reconhecida! Há, em outro trecho da Bíblia, a frase: “O Pai a ninguém julga, mas deu ao filho o julgamento”. Uma contradição? Não. As revelações não se contradizem, elas se completam!

 

Por que “o Pai a ninguém julga”? Deus é Tudo! Não há nada nem ninguém, “ao lado de MIM”, o Eu Sou Infinito, para ser julgado! Por que “é dado ao Filho o julgamento”? Porque cabe ao Filho perceber esta Unidade da Existência, pondo-se em sintonia com esta Verdade.

 

Aqui, Jesus revela que “o julgamento segundo a carne” não faz parte da Revelação nem de seu ensinamento! Aqueles que se julgam “mortais”, “pecadores”, “criaturas apartadas de Deus”, etc., são os que se “julgam segundo a carne”. Mas Jesus critica esse tipo de atitude! Ela apenas endossa as falsidades da mente humana, que nos vê a todos como seres imperfeitos, evoluindo ou regredindo, em meio a supostos acertos ou erros de toda sorte. Que existe, de fato, exatamente no lugar deste suposto mundo material repleto de seres mortais? Existe o Universo Real, o Absoluto em expressão! A Unidade divina onipresente! Nela, o Pai é a Videira, e somos Seus ramos!

 

Quando abandonamos todos os julgamentos “segundo a carne”, para reconhecermos que somos a própria Mente divina em Autopercepção, os testemunhos do Pai e do Filho se tornam UM; assim, o nosso julgamento se torna verdadeiro, pois, como disse Jesus, ” não sou eu só, mas eu e o Pai, que me enviou”.