Verdade Divina Vibrante

Sempre os textos absolutos repetem que “conhecer a Verdade” significa “ser a Verdade” conhecida, e isto explica a afirmação de Jesus: “Eu Sou a Verdade”. Este “Eu Sou”, que, sabemos, é impessoal, universal e indivisível, é este exato “Eu Sou” que somos. Esta Verdade, quando assim reconhecida, é atividade divina vibrante, algo “acima deste mundo”, e que deve contagiar inteiramente a ilusória “mente deste mundo”, enquanto aparentemente dela fazemos uso em nossas atividades cotidianas. O que estou dizendo é que não podemos separar “momentos de contemplaçao” de nosso dia-a-dia, alimentando a falsa crença de que unicamente quando meditamos, estamos em nosso Êxtase divino.

Na postagem anterior, “Ponto de Vista”, Lillian DeWaters ressalta um aspecto importantíssimo deste estudo, quando diz:

Quando você vislumbra o real e verdadeiro estado do Ser, Corpo e Universo, não pense que poderá ficar quieto e descansado. Não! Este não é momento de letargia ou desleixo mental. Você terá de ser a chama viva…expressando, cada vez mais, as ideias e atividades divinas intrínsecas ao seu Ser; sempre recordando que o corpo expressa você, a Vida e o Ser perfeitos.Uma aceitação intelectual desta nova Ideia, sem a atividade espiritualmente jubilosa de nela permanecer, adorando, amando e continuamente se elevando às altitudes máximas de luz, poder e ação, pouquíssimo benefício lhe trará…talvez, até nenhum.A crescente tendência de se abolir a ideia de tratamento mental ou metafísico, sem nada colocar em seu lugar, limita e compromete a atividade espiritualmente progressiva e a luz de alguém. Uma vez face a face com o “Eu”, teremos de “provar todas as coisas e permanecer firmes”.

É nesse exato sentido que venho sempre enfatizando que a “Ciência Mental” precisa estar associada com este estudo: para que não ocorra esta “letargia ou desleixo mental”. É incomum autores absolutistas ou místicos admitirem esta necessidade; entretanto, ela é verdadeira, e mais ainda se mostra necessária quando estamos aparentemente envolvidos em atividades que não se relacionem diretamente com a espiritualidade. Evidentemente, se alguém é “praticista de cura espiritual”, sua própria atividade o ajudará a “permanecer firme”. O fato, entretanto, é que somos “deuses” e não “estudantes humanos da Verdade”, e devemos entender que “glorificar a Deus no NOSSO CORPO e no NOSSO ESPÍRITO” é o que nos propiciará “ser a Verdade” conscientemente, tanto espiritualmente quanto mentalmente.

*